Cartas para a posteridade 

Há momentos tão intrinsecamente meus, tão grudados à parede da alma e tão pertos da saída da fala. 

Desesperados silêncios momentâneos que assolam os loucos e fracos. Desafiadoras verdades inaceitáveis e inaceitada. 

A solidão que é companheira. A amizade que se distancia. Pensei que era fogo, mas vento era… E soprou. 

Antes do hoje a existência do ser condenada ao eterno redemoinho dos pensamentos incertos. Das certezas erradas e errôneas e das falas mal ditas e malditas. 

Arranho a parede. Está escuro aqui hoje. Não fez sol. Éramos tanto e hoje somos tão pouco. Especialmente agora. 

Não pensei ser assim. Achava que meu destino era outro. Mas dos meus achares, não me acho. Não me achei. 

Estarei perdido em meio ao nada? Ou quem não sabe para onde ir já está no lugar certo? 

Escrevo para a posteridade. Escrevo para que não restem dúvidas: é possível caminhar sozinho. É possível estar sozinho. 

É possível se iludir. 

Achei que era tanto e não era nada. 

E agora? Morte cerebral? 

Sem drama. Vida que segue e banda que toca. 

E que, na posteridade, quando ler esta carta, saiba que fui muito pouco. Achei que não era nada. E estava, de novo, errado. 

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Amar é ser livre

É a primeira vez que estou escrevendo um texto mais voltado  para o autoconhecimento, apesar de sempre estar pesquisando e me envolvendo na temática, eu nunca me senti inspirada para colocar essas palavras em um conjunto de frases.

O que me inspirou a abrir o coração e a mente foi um livro chamado “Amar e Ser Livre” -eu também me perguntei como que as palavras Amar e Livre podem estar na mesma frase. Para você deve ser difícil compreender que é possível amar na liberdade, no começo foi difícil para mim também.

As teorias que encontrei nas palavras desse livro me levaram a estar aqui hoje escrevendo essa publicação. Eu percebi que muita gente precisa ler o que eu estava lendo, entender o que eu estava entendendo. Vocês precisam saber o porque milhares de relacionamentos não estão dando certo.

Para começar a enxergar essa nova visão dos relacionamentos precisamos compreender alguns fatores fundamentais que começam a ocorrer na nossa infância, pois é nessa fase que começamos a ter ligação com a nossa essência e com a nossa espontaneidade. Quando somos crianças e começamos a ter atitudes espontâneas, como chorar ou brincar, começamos um ciclo com nossa essência. Uma vez que essa espontaneidade é tirada da gente, começamos a nos distanciar da nossa própria essência, criando máscaras para sermos aceitos e continuarmos recebendo amor.

Um exemplo bem clássico disso é a criança que chora por um determinado motivo e os pais pedem para que ela interrompa o choro, alegando que é feio criança chorar. Nesse momento a criança entende que sentir tristeza é para os fracos, e no decorrer do tempo ela vai usando essa máscara para sentir-se acolhida e amada pelos pais.

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Essas pequenas ações resultam no seu comportamento em um relacionamento afetivo. Esses traumas estão presentes em seu corpo, mas não estão aflorados, pois você foi afastado da sua essência e a máscara que encobre seu verdadeiro eu está protagonizando sua vida.

Quando começamos a namorar alguém, nos entregamos ao outro completamente, nos entregamos de alma e de coração, achamos que a responsabilidade de ser feliz está nos braços do outro e quando não temos sucesso no relacionamento jogamos toda a culpa no outro, nos tornando vítimas constantes das nossas próprias escolhas.

Temos que entender que um relacionamento afetivo é uma universidade da vida, o amor que encontramos no nosso parceiro deve ser um espelho para nos conectarmos mais com nós mesmo e, ao invés de canalizarmos nossas energias para reencontrarmos nossa essência, transformamos todo esse amor em ciúmes, insegurança e ódio. Tudo porque não trabalhamos nossos traumas e estamos bem distantes da nossa essência.

Olhando diretamente para os fatos da minha vida e analisando todas essas teorias, tudo começou a fazer sentido. E antes mesmo de acabar de ler e estudar o livro comecei a reparar que muitas pessoas que estavam ao meu redor tinham medo da solidão, ficando presas a um relacionamento sem futuro, sem respeito e sem amor. Elas se perderam no meio do processo e não conseguem mais se reencontrar, enxergam o outro como fonte de companhia para nunca se sentirem sós.

Outro ponto que reparei é a culpa que as pessoas jogam em seus parceiros, os culpam pelo término, os culpam por não estarem mais apaixonados, os culpam por não se doarem mais, por não se esforçarem, os culpam pela frase dita no último encontro: “Eu quero terminar”. E jogar essa culpa é mais uma forma clara de que não há autoconhecimento suficiente para compreender que uma relação não deu certo pelos dois. Além de que quem recebe essa culpa se sente condenado a reverter a situação de algo que nem foi cometido completamente por ele, o receptor dessa culpa se dói achando que o erro está nele, ele se destroça por achar que estar sozinho é culpa exclusivamente dele.

E qual é o problema de estar só? Afinal, é só estando só que podemos nos conectar com o Iceberg que somos. É estando só que nos aprofundamos na nossa essência que nunca deveria ter sido afastada da gente. É estando só que aprendemos o exercício da gratidão, aprendemos a aceitar que as universidades nos ensinam e depois nos preparam para o mercado, assim como os nossos relacionamentos afetivos.

O amor é a cura para todas as formas de ódio. É com amor que se cura o ciúmes, a falta de respeito, a ignorância e a insegurança.

Temos uma longa jornada em busca da nossa essência, temos um árduo trabalho para retirarmos as máscaras que encobrem nossas verdadeiras faces, para então estarmos plenamente engajados no amor ao outro, sem cobranças de felicidades e culpas, sem sermos vítimas das nossas próprias escolhas, amando e sendo livres, amando e sendo nós mesmos.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

No seu momento

Muitas das vezes nas quais me perguntaram os motivos de eu nunca ter namorado, eu sempre dei a resposta padrão do “ah, nunca apareceu ninguém”.

Mentira. Já apareceram diversas pessoas. Muitas, inclusive, maravilhosas e que, caso me dessem nova oportunidade hoje, eu certamente consideraria bastante me aventurar na relação. Mas o fato é que, dadas as proporções de minha mentira ao explicar o motivo, torna-se necessária a luz da verdade sobre os acontecimentos. E a verdade é que: eu não estava pronto.

Eu não estou pronto. Sou daquele ingrediente que deve cozinhar sozinho, para depois se juntar à receita. Os motivos disso? Não sei. E, por mais que tenha tentado encontrar diversas explicações, deparei-me sempre com um “espere, não é a hora”.

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No seu tempo

E, agora, você pode me culpar pela covardia, ou entender com admiração que as coisas simplesmente acontecem no tempo certo. Na hora certa, com a pessoa certa.

Sou daqueles românticos bobos que acreditam em alma gêmea, que se apaixonam fácil, que se entregam. E é justamente isso que eu precisava mudar. Eu achei a resposta.

Antes, eu seria capaz de doar a minha vida pelo bem amado. De fazer tudo e me sacrificar em prol da felicidade dele. Eu me anularia completamente para satisfazer as necessidades de meu amor. E isso seria a minha morte, mesmo que em vida.

Viver pelo o outro é morrer. Lenta e dolorosamente. Eu descobri que, antes de amar alguém, eu deveria me amar. Enxergar em mim qualidades que ninguém veria se eu não as visse primeiro. Minha dignidade precisava nascer, aflorar. Dedicar-se tanto a outra pessoa é indigno, é injusto. Comigo e com ele.

O amor não é caridade, não é doação. O amor não é anulação. O amor não é entrega. O amor é a soma de dois amores. E por mais clichê que isso pareça, e por mais vezes que isso já tenha sido dito, parece nunca ser suficiente. Insistimos no erro. Insistimos sempre em acreditar que, para ter alguém do lado, é necessário um calvário de sacrifícios em prol do outro.

Ontem, eu não estava pronto. Hoje também não estou. Talvez eu nunca esteja, e isso não é problema. Não é, porque problemas podem ser resolvidos. O amor, não. Ele só aparece quando você já aprendeu a resolver, sozinho, as dificuldades que a vida te traz.

Você não precisa de outra metade, você já é inteiro. Só precisa descobrir isso. E então o amor chegará. Leve, doce e calmo. Sem cobranças, sem pressões, sem ciúmes, sem tortura. Tudo em paz. Tudo no SEU momento.

 

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24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Mutação

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Paro e repenso. Analiso e percebo migalhas tortas transformadas em banquetes. Aquele pouco fel, que de tão amargo embriaga, na ilusão do amor perdido transformado em doce.

Pura mágica realizadora, idealizadora, que faz do nada o tudo e enche de esperanças um coração cansado. Triste de ver, todo dia, a luz do sol mais longe. O calor mais frio. A praia mais deserta.

Saber que, por um instante, fagulhas acenderam uma chama morta. E o que era lenha se fez pó. A morte em instantes do resto da vida. A incompreensão.

A descoberta torpe, o beijo doce e o sonho lúdico, lúcido. Sonhar de olhos abertos não seria, então, a melhor forma de se enganar? Pois se doce fora o pensamento, salgada a vida chega, em pedaços, aos prantos.

E suspiros se esvaem na poeira do tempo. Ele que nunca para e nunca dorme, hoje, controla a rotina incessante de meus passos. Eu não sei para onde vou, mas eu ando. Prefiro deixar rastros de mim por onde passo a ser inexistente na estrada.

O caminho, como sempre, não é claro. Não há como saber em qual ladeira eu fico e ao pó retorno. Mas o medo não me impede de enxergar um pouco além, a cada amanhecer.

Hoje as ilusões não são minhas. Elas eu deixei para trás. Trago comigo, apenas, a realidade. Objetiva, nua e crua. Completamente bela pela simplicidade irretocável do suspiro profundo.

Eu sei aonde chego. Eu sei por onde vou. Sou navegante do meu caminho. Sou Sol, sou Lua, sou a estrada. Eu me desfaço e me refaço a cada segundo.

Evolução. Eu sou um aprendiz de mim mesmo.

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24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Você não precisa curar a carência

Porque carência não é doença, é sintoma!

Assim como eu, acredito que muitos passam fases de extrema carência. Estive um período longe do blog, e pude tomar esse tempo para me observar, me conhecer, e tentar entender a origem desse mal que muito me aflige.

Como todo ser humano, tenho minhas limitações e necessidades. E o tempo me fez perceber que boa parte das respostas que eu preciso estão disponíveis no Universo. Basta que eu vá buscá-las.

Em minhas investigações pude compreender que a carência não é um mal em si, mas sim o sintoma de um muito maior que vem acometendo cada vez mais pessoas: a falta do amor próprio.

Com essa falta, é natural que nosso ego vá tentar encontrar o que precisamos nos outros. E por isso estamos sempre precisando de mais amor, mais atenção, mais carinho, mais abraços, e daí sentimos mais ciúmes, nos sentimos mais frustrados, mais tristes, mais incompletos e é óbvio! Não importa o quanto recebamos dos outros, pois, para nós, sempre será insuficiente. Não há como encher nossa alma com outro combustível que não o nosso. E nesse processo nosso ego vai ficando cada vez mais e mais viciado nas “massagens” que recebe. Vai esperando cada vez mais atenção, cada vez mais exclusividade, cada vez cria mais necessidade e a nossa frustração só aumenta.

Para combater a carência você precisa buscar meios de entender e aceitar que você é um ser suficiente em si, e que nada no mundo pode te dar aquilo que você já possui. Só o amor próprio cura. E quando ele cura, os sintomas desaparecem. A falta de auto-estima é a doença que deve ser tratada.

Para isso, os passos são simples mas requerem total determinação. Seu EGO está viciado, e você precisa desintoxicá-lo para começar o processo. Tente começar entendendo que ninguém no mundo lhe deve nada. Não existe sequer uma pessoa que tenha obrigações para com você. As pessoas são livres, assim como você também é. O que nós damos e recebemos deve partir – SEMPRE – de nosso livre arbítrio. Espere menos delas, e espere mais de você.

Procure em seu interior características que você ame. Sua inteligência, seu humor, seu companheirismo, seu carisma… Eu tenho certeza que aí dentro mora um ser humano muito iluminado, dotado de todas as coisas boas do universo. Depois que descobrir, reforce essas características. Quando você perceber as suas qualidades, vai entender que aquele namorado de quem você tanto espera não é alguém melhor que você, que não existe perfeição em ninguém, e que você não precisa dele, você está com ele porque quer!

Cuide de você. Se você não amar o reflexo que vê no espelho, como pode amar aquilo que você não vê? Malhe, se alimente bem, perca peso, mude o cabelo, radicalize. Comece se amando cada dia mais, de fora para dentro.

Invista em você. Estude, leia aquele livro, veja aquele filme, viaje, trabalhe. Acrescente, todo dia, um novo conteúdo em sua mente. Descubra e aprenda coisas novas. Seja diferente, queira ser melhor. Nunca é tarde para começar aquela pós, ou até mesmo outra faculdade…

Espere mais de você. Pois quando você espera de você, acaba, por consequência, esperando menos dos outros. Todo dia, pela manhã, diga para si mesma aonde quer chegar, que coisas quer fazer, que lugares quer conhecer, com quem quer conversar. Determine metas, prazos, objetivos. Seja um ser humano que faz sua existência valer a pena. Tenho certeza que você pode. Eu acredito em você.

Entenda que pessoas são só pessoas. E elas não podem te dar tudo aquilo que você quer. Você não muda ninguém, não melhora ninguém, não conserta ninguém. As pessoas mudam, evoluem e crescem apenas por vontade própria. Apenas por percepções particulares, nunca porque você quer que elas mudem.

Sei que não é tarefa fácil consertar a si mesmo. Mas sei, também, que sofrer de falta de amor próprio é muito pior. Sei que sentir ciúmes é muito pior. Sei que esperar algo que nunca chega é terrível. Aquela ligação, aquela mensagem, aquela atenção… Tudo isso é angustiante. Então espero que você consiga. Espero que você tente. Que se dê uma chance.

Há uma vida toda pela frente. E você merece ser feliz, sendo de si mesma.

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Leonardo Lino 24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Você não está sozinho

Um dos sentimentos mais terríveis que um ser humano pode experimentar durante sua jornada é a solidão. Digo isso pois a solidão geralmente é vasta, ampla, e parece não ter fim no horizonte. Mesmo em companhia, muitas pessoas ainda experimentam a solidão. Ela é vertiginosa e sorrateira. Te pega quando você menos espera. É quase uma doença, na qual a cura está em você mesmo.

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Ao longo dos meus (curtos) 24 anos de existência, pude me deparar com diversos momentos de solidão. Estar só, na verdade, é a condição natural do ser humano. Somos seres autônomos, independentes e donos de nossas próprias vontades e escolhas. O convívio social, a interação entre os seres humanos é que é avessa à nossa condição natural. É a ruptura, a fuga do caos do individualismo que encontra ordem em outros seres.

Pode parecer piegas, mas todos nós, em algum momento de nossa vida, nos sentiremos sozinhos. É como aquele remédio ruim que você TEM que tomar. Ele tem o gosto amargo, mas faz de você uma pessoa melhor no fim de tudo. E estar sozinho não se trata de ter companhia. Eu mesmo já estive acompanhado diversas vezes e, ainda assim, estava só. Só, porque sonhos, vontades, idéias, conversas… as almas não eram compartilhadas. Compartilhar tempo não é o antídoto que você precisa. Às vezes, para deixar a solidão passar, você só precisa, simplesmente, vivê-la…

Há um ditado americano que eu gosto muito: “get your shit together” (algo como recomponha-se). Você precisa se recompor desse sentimento. Aceitar que ele existe e que uma hora ele passará. Encontre verdadeira companhia em si mesmo. É possível? Com certeza. É fácil? Não.

Aceitar que a sua solidão geralmente deriva de suas expectativas é uma das partes mais difíceis. As pessoas não vão te corresponder como você espera, não preencherão seu vazio e tampouco trarão algo de que você precise. A solidão é fruto da necessidade de ser aceito, amado, desejado. Entenda: todas essas vontades não lhe são naturais. A priori, você deve se aceitar, se amar, se desejar. É entender que você tem em suas mãos exatamente aquilo que você precisa.

E quando você descobrir isso, vai perceber que as coisas estão ali, há um passo de distância. Go get it! Hoje você pode estar sozinho, mas descobrirá a melhor companhia no exato momento em que se encontrar.

Leonardo Lino 24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Dicas para equilibrar seus sentimentos

Vivemos uma miscelânea de sentimentos durante toda nossa vida. Às vezes, no mesmo dia, você pode sentir do amor ao ódio em um piscar de olhos. A vida é dinâmica e a gente também. Por isso, é importante aprender a equilibrar seus sentimentos para que nenhum deles te domine.

As técnicas são simples. Inclusive podem parecer simples demais, mas funcionam. Vamos lá:

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DESCUBRA SE O QUE VOCÊ SENTE É REALMENTE SEU

Já esteve em um lugar ou situação e, do nada, você começou a sentir-se triste, irritado, nervoso, angustiado?

Muitas vezes captamos as energias do local ou das pessoas com quem estamos, por isso uma auto-análise breve é fundamental para se manter alinhado.

Faça perguntas do tipo “Esta angústia que eu estou sentindo é minha?”, ou “Eu tenho motivos para me sentir triste?”, ou ainda “de onde vem essa raiva que eu estou sentindo? Não tenho motivos para sentir isso…”

Facilmente você vai descobrir que está carregando algo que não é seu, e restabelecerá seu equilíbrio.

ENTENDA QUE TUDO PASSA

Ao nos depararmos com uma situação difícil, tendemos a acreditar que aquilo vai durar para sempre. Não vai, pois nada é para sempre. Entender que o que se vive é breve e está acontecendo para te ensinar alguma lição é fundamental para não deixar abater-se.

Tente enxergar a vida como um jogo e você como um jogador. Não foque em seus problemas, mas nas soluções que você imagina para eles. Até as mais absurdas valem. Muitas vezes a resposta que procuramos está bem ao nosso lado, e nós deixamos passar por nos concentrarmos no problema e não na solução.

ACEITE QUE NADA É SEU

Seja o carro, o emprego, o namorado… Nada é realmente seu. Nós somos passageiros do tempo e coisas vem e vão a todo o momento em nossa vida.

O apego é um dos nossos maiores inimigos em busca da felicidade. Apegar-se a pessoas, a idéias, a objetos, situações, tornam você escravo de si mesmo e das circunstancias, e todos sabemos que você não quer viver assim. Entender que você é senhor apenas de si mesmo, dono apenas de suas escolhas e consequências farão de você uma pessoa mais calma e serena. Deixe tudo aquilo que precisa ir embora ir. Reduza seu sofrimento. Aceite que você merece algo melhor e o melhor só pode chegar na hora que o ruim der espaço.

NÃO PEÇA PACIÊNCIA

Pedir paciência é uma grande armadilha. Sempre que pedimos paciência, Deus, o Universo, a Vida ou como você queira chamar, nos dá oportunidade para exercitá-la. Como você exercita a paciência? Sim, isso mesmo: ficando irritado. E você não quer isso, né?

Ao invés de pedir paciência, peça sabedoria. É muito mais útil e os resultados são muito melhores.

E POR ÚLTIMO, PREOCUPE-SE MENOS

Existe um provérbio chinês que diz: “Se o problema tem solução, não esquente a cabeça, porque tem solução. Se o problema não tem solução, não esquente a cabeça, porque não tem solução.”  E é exatamente isso. Ao invés de focar no problema, foque na solução.

Por exemplo: Ao invés de ficar pensando nas dívidas, foque na solução – ganhar dinheiro. Ao invés de pensar que você está gorda, pense na solução – Vou me matricular numa academia.

Se você se irrita com alguma pessoa ou ambiente, pense que ficar irritado só faz mal a você mesmo. Coloque fones de ouvido, leia algo, abstraia… Assim o tempo passa mais rápido.

Espero que essas dicas simples tenham ajudado. Tente sempre buscar o equilíbrio, e deixe a energia fluir naturalmente.

Paz e bem para você.

Namastê!

Leonardo Lino 24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não me olha torto que meu santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Mas livra-nos do mal. Amém!

Você pode ter religião. Pode não ter. Pode acreditar em destino ou pode viver do acaso. Pode achar que tudo é fruto das suas escolhas ou pode achar que o universo tem um plano pra você. Talvez você seja do tipo cético ou talvez seja do tipo místico. Independente de tudo aquilo que você acredita ou não, uma coisa essencialmente todos somos: humanos.

Seja pelo Kharma ou pelo acaso, a natureza humana é absolutamente focada no aprendizado. Nós estamos em constante aprendizado, dia após dia. Eu, como todos sabem, acredito piamente que as coisas estão todas conectadas, e que as minhas preces são atendias.

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Não importa o tipo de lição que você pratica, o importante mesmo é aprender. A minha última lição – fresquinha, de ontem mesmo – foi baseada na expectativa aliada à doação. Dada a experiência que vivi ontem à noite (long story, caro leitor. Perdoe-me a deselegância), eu deveria estar escrevendo um texto cheio de melancolia, revolta, raiva e ódio. Eu deveria estar aqui disseminando todo o mal que senti percorrer o meu corpo nas últimas horas.

Mas não. Sentei, meditei, respirei, orei e decidi que carregar esses sentimentos é exatamente aquilo que eu não quero pra minha vida. Eu decidi que vou transformar toda essa negatividade em perdão, resignação, piedade e bondade. E olha, não é fácil. Me deitei às 03h e ainda não dormi. Agora são exatamente 09h19 e eu estou aqui, acordado, com a cabeça a milhão sentindo um mix de emoções que eu não pensei que pudessem coexistir.

Sempre que você sente algo por uma pessoa, cria uma expectativa e se decepciona, provavelmente você sentirá o mesmo que eu senti. Nós não controlamos os nossos sentimentos. No entanto, podemos aprender, pouco a pouco, a transformá-los. Você não precisa e não deve carregar nada de negativo com você. Sentir raiva, amargura e coisas do tipo é tomar veneno e esperar que o outro morra. Não se mate.

O primeiro passo para aceitar a decepção é entender o primeiro parágrafo do texto: somos humanos. Somos fracos, suscetíveis ao erro e ao impropério. Somos seres tão complexos em nossa originalidade que errar torna-se parte essencial de nossa existência. E é do erro que tiramos as lições.

Veja: eu gostei, me entreguei, dei meu melhor, fui meu melhor, fui inteiro. E recebi metade, recebi o descaso, recebi aquilo que eu não desejaria para ninguém. Mas e daí? Culpar o outro por escolhas minhas não me lavará para um lugar melhor.

Sabe, esses tombos fazem com que nós nos olhemos por dentro, que vejamos quão belo é o nosso ser e quão maravilhosos nós somos. Às vezes nos esquecemos disso para viver em prol do outro, em prol de algo que não sabemos se é coisa sólida ou se é mole feito areia. E o tombo nos faz encontrar o perdido: a beleza e o amor que existe em nós, de fato. E se quem estava com você não quis enxergar isso, não quis viver isso, não quis aceitar esse presente maravilhoso que é você, qual o problema? Presente caro não pode ter dono barato.

O ponto que quero deixar registrado aqui é que tudo passa, e pode passar mais rápido se você compreender que tudo o que vai é porque não era para ficar. É “livrai-nos do mal, amém!” e agora você junta caquinho por caquinho desse coração e se refaz. Pois ao contrário do vidro, você não fica quebrado pra sempre.

Seja luz, fique na luz, espalhe a luz!

Namastê!

E eu queria deixar aqui registrado o meu agradecimento público às minhas amigas, aos meus guias e anjos, sem as quais eu viveria imensamente mais triste e incompleto. São nesses momentos que a amizade verdadeira se fortalece ainda mais, e as novas aparecem. Gratidão ao universo e aos anjos por tamanho presente. Não sei se sou merecedor de tanto. Amo vocês, amigas! ❤

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Cuidado com a falsa felicidade

Penso que, na vida, a felicidade pode se apresentar das mais variadas maneiras. Desde as coisas mais simples até os maiores acontecimentos. Mas a felicidade é um produto caro, legítimo e único de sua espécie. E como raridade, muitas vezes acabamos comprando gato por lebre e levamos para casa a ilusão de “ser feliz”.

A verdade é que ninguém É feliz. E isso não é um poema parnasiano. Não pense em se matar agora porque eu te disse que ninguém É feliz. Isso já é um conceito batido. Todos sabemos que nós ESTAMOS felizes, como nós podemos ESTAR tristes ou cansados.

A felicidade, em si, é um conceito temporário e mensurável. Uma pessoa pode ter momentos felizes, muitos momentos felizes ou apenas a ilusão de que está feliz, pois, naquele momento, ela esquece de parte de seus problemas.

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Na verdade, a felicidade pode ser entendida como um estado de espírito elevado, uma sensação de plena paz espiritual que nada parece atrapalhar. Entretanto, a felicidade pode ser confundida, facilmente, com a ilusão da felicidade.

O conceito é simples: a pessoa sente-se feliz não por estar experimentando a paz de espírito, mas sim menos triste por esquecer dos problemas, por estar, temporariamente, preenchendo o inóspito espaço que existe dentro dela. Seja com drogas, álcool ou outros vícios que, em geral, não contribuem para o desenvolvimento do ser e o crescimento da consciência.

A ilusão da felicidade é barata, pode ser encontrada em qualquer esquina, em qualquer balada, em qualquer forma de fugir daquilo que se espera de sua própria vida. Veja, a falsa felicidade é tão perigosa, mas tão perigosa, que funciona como um atoleiro. As pessoas se afundam cada vez mais nela. Cada vez mais baladas, cada vez mais bebidas e cada vez menos paz de espírito.

Há uma desconstrução do ser. Ao passo que se avança rumo às ilusões, a tristeza aumenta, a ausência aumenta, a falta aumenta e tudo se torna cada vez mais escuro e solitário.

Fugir dos problemas, acreditar no efêmero, escapar… Esses não são remédios e não são a cura que a alma precisa. Antes de tudo, precisamos aceitar o que se passa em nossa vida, entender os motivos, aprender as lições. Agradecer.

Você merece a felicidade verdadeira. Mas fica difícil encontrá-la quando você escolhe viver na mentira.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Namastê! Livre-se da negatividade.

Estou aprendendo a observar. Ao passo que os dias correm, fica mais fácil admitir que a observação é a melhor maneira de aprendizagem. Quem aprende observando sofre menos. O fato é que, dia após dia, a vida dá um jeitinho de nos fazer evoluir, de mostrar que nem sempre nossas escolhas e nossas revoltas são fundamentadas naquilo que realmente precisamos.

Antes de mais nada é preciso aceitar que somos passageiros e que a força universal está no controle de tudo. Não se sinta capitão desta jornada. Se precisar, você pode abandonar o barco do que está vivendo a qualquer momento.

E como consequência das minhas observações, tenho me espantado com o número de pessoas que precisam de ajuda, não material ou profissional, mas espiritual.

O desânimo, a ansiedade, o medo, o desespero, a raiva, a inveja… Uma onda de sentimentos ruins tem dominado muitas pessoas. É preciso que tenhamos ação. Não podemos deixar que a luz se apague e que as trevas dominem.

Para isso, vou lhe ensinar algumas técnicas energéticas básicas para que você se defenda do negativismo.

  1. Use seu quinto chacra.

A sua garganta – precisamente sua tireoide – é a sua armadura. Ali está o seu quinto chacra, o da energia azul. Muitas vezes nos tornamos vulneráveis a pessoas e locais que são vampiros energéticos justamente porque este nosso chacra está em desequilíbrio. Mas isso é fácil de resolvermos.

Para começar, você vai se sentar ou deitar em um local confortável. É importante que você possa se concentrar.

Agora que você está confortável, imagine uma luz azul que começa a surgir na sua garganta, no formato de uma pedra ou diamante. Imagine esse azul brilhando cada vez mais forte e o seu brilho e sua cor começam a tomar todo o seu corpo. Sinta a energia percorrendo todo o seu ser.

Vá lentamente levando esta energia para fora do seu corpo e deixe ela ir tomando todo o ambiente onde você está. Vá ampliando e imaginando que a luz brilha cada vez mais e mais intensamente. Deixe ela tomar todo o bairro, toda a redondeza. Deixe fluir para longe tudo o que você sentir de negativo.

Pronto, você harmonizou seu chacra. Sempre que se sentir vulnerável, carregado, pesado, sem energia, imagine essa luz formando uma armadura em você, te protegendo, na cor azul celestial.

  1. Mude seu pensamento

Pode parecer clichê, mas sua vida é totalmente guiada e destinada por seus pensamentos. Não existe sorte, não existe azar, não existe acaso. Existe aquilo que você atrai, aquilo que você acredita.

Uma das passagens bíblicas que mais gosto é aquela que diz que, caso você tenha a fé do tamanho de um grão de mostarda, você moverá montanhas. E é realmente assim. Ter uma fé inabalável é um grande desafio, talvez um dos maiores que enfrentaremos durante nossa vida. Mudar nossos pensamentos requer lutar diariamente contra você mesmo.

Somos ensinados desde criança a sermos conformistas, pessimistas, negativos. Ao crescer, nos deparamos com esse muro solidificado que bloqueia nossa conexão universal e temos que ir desconstruindo tijolo por tijolo dessa barreira, até que voltemos a fluir na positividade, na luz.

Não desista de acreditar. Você merece o melhor, você merece amor, você merece paz, você merece sucesso, você merece saúde. Você é filho do Criador e digno de todas as coisas boas, mas, para isso, precisa se achar merecedor. Tem que estar pronto para receber. Solidifique sua fé, creia que o melhor acontecerá. Não aceite nada menos que o melhor. Lute pelo que você quer, ouça seu coração. Você tem o universo dentro de você, use-o a seu favor.

Positividade

  1. Agradeça

Gratidão. Gratidão. Gratidão. “Em tudo dai graças”. E aqui começa a segunda batalha mais difícil que vamos enfrentar contra nós mesmos. Se você acredita na sua existência com um propósito, se você acredita que não está aqui à toa, você tem que acreditar, também, que você precisa estar preparado para receber o que Deus tem de bom preparado para você. Pois bem.

Como todo aprendizado, a vida te traz lições significativas, muitas vezes em forma de dificuldades. Como disse no tópico anterior, somos ensinados desde crianças que momentos ruins são castigos, punições ou coisas do tipo. Não são.

Você só começa realmente a aprender com as dificuldades quando passa a olhar para elas como ensinamentos, não como castigos. A gratidão é sua mestra, sua professora, que te ensina a resolver os problemas e enxergar tudo com clareza. Se você está vivo para tentar de novo, agradeça.

Tenho certeza que sua vida vai mudar quando você deixar de reclamar e passar a agradecer.

  1. Busque ajuda

Engana-se quem pensa que viemos aqui para sermos sozinhos. Somos todos irmãos e estamos nesta jornada juntos. Como seres de luz, estamos conectados por uma força maior, a força universal. Sua dor e sua alegria são compartilhadas queira você ou não. Então não tente segurar tudo, não tente ser forte sozinho. Não bloqueie a corrente.

Uma coluna só não sustenta um prédio. São necessárias várias. Então não deixe de acreditar no próximo, não deixe de acreditar que estamos aqui para nos ajudarmos. Seja humilde, compartilhe seus sentimentos, abra-se para as amizades. Abra-se para o amor.

Quem divide soma. Soma sorrisos, soma abraços, soma carinhos, soma histórias. Você não precisa passar por isso sozinho (a). Tem um irmão aqui por você. Olhe ao seu redor e valorize quem está próximo, identifique-se.

Deixe eu te ajudar. Será uma honra. Escreva para leonardolino@outlook.com e me conte seu problema. Fale, desabafe, descarregue. Prometo não te julgar e fazer o meu melhor para encontrarmos uma solução para seus problemas. Seja luz. Ilumine-se.

Haja luz, haja luz, haja luz!

Namastê!

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.