Não se mistura água com óleo, muito menos política com economia

Vamos fazer um exercício? Pegue um copo e adicione metade de água e a outra metade complete com óleo. Você já sabe que eles não se misturam. E é assim que deveria ser a política com a economia.

Desde o descobrimento do Brasil, o Estado tem uma função muito maior do que realmente deveria: acreditamos por muito tempo que o Governo é o benfeitor, o solucionador de problemas. Não é bem assim…

Quando falamos de economia, somos induzidos a acreditar que tudo se trata de uma soma de zeros. Que cálculos imprecisos, estatísticas, o Governo e o Planejamento Central vão resolver todos os nossos problemas, trazer prosperidade, pleno emprego, crescimento e estabilidade econômica. E hoje eu estou aqui pra te dizer: esqueça tudo isso. Essencialmente, quando falamos de economia falamos de mercado. E o mercado é um organismo vivo, impreciso, imprevisível e incontrolável. Todo o resto é bobagem.

Com o passar dos séculos, já aprendemos que mercados mais livres geram mais prosperidade, a população vive melhor, existe crescimento, baixa inflação, e tudo funciona como deveria: pela oferta e pela demanda. É um simples, básico e você já ouviu falar disso no ensino médio. Uma das poucas verdades que te disseram, acredite.

Voltando ao conceito da água e do óleo, fica fácil entender que a mistura de política com o mercado só pode gerar o que você já conhece ao misturar a água e o óleo: caos. Você não consegue mais usar nem um, nem outro.

Na última década, temos vivido no Brasil anos de crescimento forçado, irreal, fictício. Como nunca antes na história desse país. A começar pela expansão do crédito.

Amiguinhos, não tem nada que custe mais caro que dinheiro. Dinheiro custa muito dinheiro. Minha Casa Minha Vida, PAC`s, BNDES (o maior câncer da nossa economia – falaremos dele em outro artigo), Bolsa Família e tantas outras maneiras artificiais de injetarmos dinheiro no nosso mercado tem acabado com a nossa moeda, com o nosso poder de compra. Tem criado uma inflação monstruosa. A conta do crédito barato vai nos custar caro.

Só para que você entenda o conceito de inflação, funciona mais ou menos de acordo com aquela primeira lei básica que já falamos ali no começo: oferta e demanda. Quando temos muito dinheiro no mercado, temos muita oferta. Como acontece com qualquer produto em super oferta, seu preço cai. Ou seja, seu dinheiro vale menos, compra menos. Seu poder de compra se reduz. Tcharam: temos o monstro da inflação batendo à porta.

De fato, os governos do PT colocaram o doce na boca do brasileiro para depois tirar. Lula adotou uma política mais liberal em relação à economia. Apesar de ter concebido a maioria desses programas sociais que citei ali em cima, nossa moeda era forte. O Banco Central e o Ministério da Fazenda faziam a lição de casa e deixavam – mesmo que ainda muito pouco – nosso parco mercado respirar. Todos se lembram do dólar a R$ 1,56 e a felicidade que era para os brasileiros. Tínhamos muito mais acesso a bens de consumo. Mas ele pecou num ponto que colocaria tudo a perder: criou um monstro gigante, capaz de devorar a tudo e a todos, de corroer tudo o que o mercado estava criando: um Estado agigantado, gastão, irresponsável. E aí conhecemos Dilmãe. A fera, que já estava grande e bem alimentada, saiu do controle. A incompetência da antiga equipe econômica da presidente, a incompetência dela própria, e a incompetência dos eleitores que a reelegeram fez o monstro sair de controle. Agora, temos um Kraken chamado estado, e ele está devorando tudo o que vê pela frente.

Kraken de Piratas do Caribe.

Kraken de Piratas do Caribe.

 

Todo santo dia ouvimos falar de ajuste fiscal, aumento de impostos, corte de gastos, um desespero generalizado em Brasília, tudo para tentar conter essa fera que está aterrorizando nossas vidas. E eu posso te contar um segredo? Estão fazendo tudo errado de novo.

O herói que vai destruir essa fera não vive no Palácio do Planalto e nem no Ministério da Fazenda. Também não se esconde no circo que é nosso congresso e muito menos no nosso parco judiciário. Esse Kraken (ou crise, chame como quiser), que nos assola, vive e é alimentada pelo estado. Logo, a solução está e não está nele ao mesmo tempo.

Com o aumento dos impostos, estamos sufocando um mercado que já respira por aparelhos. Hoje, pagamos cerca de 50% de tudo o que produzimos em tributação. E deixa eu te dizer: imposto é roubo. Mas trataremos disso em outro artigo. O ponto que quero chegar é: quem criou a crise foi o Governo, foi o estado injetando dinheiro de maneira artificial na economia. Quem alimenta esse monstro é o governo. Portanto, companheiros, quem deve morrer para que o monstro morra é o Estado. Não há outra solução para a crise que não a seguinte: corte os gastos do governo. Mas corte muito, sem dó. E deixe o mercado respirar, resolver o problema. Parece radical? Bem, não é. Não existe outra maneira de cortar um mal que não pela raiz.

Privatizem a Petrobrás, cortem a burocracia, cortem os gastos, diminuam impostos. Essa é a receita básica e que ninguém quer fazer. Estamos insistindo em misturar água e óleo e esperar que algo proveitoso saia disso. Estamos bebendo veneno esperando que o outro morra. E esse vai ser o nosso suicídio. Me avisem quando virarmos a nova Venezuela.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.
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Olá, mundo!

Esta é a primeira publicação de um projeto enorme com muita gente brilhante envolvida.

Não é novidade que informação é algo que todo mundo tem que ter, principalmente os jovens, que estão começando a formar opinião e expressa-las com mais frequência, mas para botar toda opinião própria para fora é preciso conhecimento, mais que isso, experiência.

O Blog Um eu sem você vai discutir e transmitir muita experiência quando o assunto é a falta de alguém, como é que é lidar com a perda de tanta coisa que nos faz bem, será que é possível sobreviver em meio a tanta dor? Acredite meu caro, eu ainda estou aqui.

Nós, os escritores desse aglomerado lugar de conteúdos, vamos expressar toda nossa formação de experiência com vocês. Teremos alguém que já sofreu muito por amor, já foi muito feliz pela mesma doença e hoje, escreve aqui. Tem gente que adquiriu tanta experiência com a vida que quer compartilhar isso com o mundo todo, e tem gente que vai distribuir conhecimento através de temas jamais comentados em um blog para o público jovem: POLÍTICA E ECONOMIA.

Estejam preparados, aqui, a verdade é estampada na cara.