Sobre essa tal amizade

Dia desses estava lendo um artigo que falava sobre amizade e há algum tempo tenho ficado de deixar claro e explícito a minha gratidão ao universo por todas as pessoas que apareceram – e ficaram – na minha vida. Pois bem.

Durante nossos caminhos a gente cruza com tanta gente, mas são tão poucas as que realmente nos tocam, né? Pode ser professor, colega de classe ou trabalho, amigos de balada… Se a gente parasse algum dia pra tentar contar com quantas pessoas já trocamos ao menos um breve diálogo, com certeza ultrapassaria o limite de amizades imposto pelo facebook. Mas poucos conhecidos realmente se dispõem a construir uma amizade sincera e verdadeira.

Em resumo ao texto que estou usando como referência e lembrete pra, finalmente, tirar essa declaração apenas da teoria, o autor falava que sem afinidade não existe amizade*. E tem frase mais verdadeira do que essa?

Eu nunca pertenci a um grupo específico (tipo as patricinhas/mauricinhos, sabe?). Na verdade, pertenci sim. Ao grupo dos inadequados pra qualquer outro grupo e, assim, sempre tive amigos muito diferentes. Mas todos sempre me complementavam em ao menos um aspecto.

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Tenho amigos que, se eu ligar às duas da manhã chorando, me encontram sem nem perguntar o porque – e se não estiverem na mesma cidade que eu, vão ficar me ouvindo até às quatro sem nem pensar que dali duas horas já é a hora de levantar e ir trabalhar. Eu tenho companhias lindas pra falar sobre seriados, ir ao cinema, discutir gostos musicais e cantar sertanejo na pista, pra falar sobre mulheres e homens, dividir as experiências e até mesmo falar sobre cocô (porque, sim, esse é o auge que atingimos de intimidade depois de um tempo de amizade) e depilação… Ou simplesmente companhias que, por serem tão afins da minha alma, uma mesa de bar ou uma roda de violão é suficiente pra encher meu pote imaginário com risos e sorrisos pro resto do mês.

Dizem que precisamos ter alguém na nossa vida pra sermos plenamente felizes (afinal, “a felicidade só é real quando compartilhada”, né?), mas todo o mundo foca tanto em encontrar UMA pessoa – o futuro marido ou a futura esposa – para dividir a vida até o fim dos dias que se esquece de ver o brilho nas múltiplas pessoas que nos cercam diariamente. Mas eu não.

Eu não quero um amor pra vida toda se eu não tiver, ao meu lado, meus amigos pra vida toda. Eu poderia passar um século da minha vida sem ter alguém pra chamar de amor, mas seria imensamente infeliz se não tivesse ao menos uma alma pra chamar de amigo.

Recentemente mudei minha vida radicalmente (saí de casa, aos 23 anos, pra morar com pessoas que mal conhecia, em outro estado e há mais de 700 quilômetros de distância) e foi nessa reviravolta do mundo que eu pude reconhecer aqueles que realmente estão comigo, mesmo eu não estando mais fisicamente ao lado deles.

E são eles, as pessoas que ficaram do meu lado em cada segundo, que usaram as palavras mais lindas antes, durante e depois, e que continuam me apoiando e dividindo as novidades da vida mesmo longes, que eu quero por toda a minha vida.

Afinal, são eles, meus amigos lindos e tão imperfeitos quanto eu, que me conhecem da cabeça aos pés, com todos meus sonhos, sentimentos, conselhos, loucuras cancerianas e bizarrices que só a convivência proporciona e me aceitam assim, mesmo jogando a verdade na cara de cada um de vocês. (Aceitem mais essa verdade recheada de sentimento e amor <3).

Dizem que se puderes contar e encher uma mão com todos os amigos – AMIGOS MESMO –, podes se considerar uma pessoa rica. Eu, meus caros, já ultrapassei uma mão. E nada tem me feito mais feliz e grata do que saber que tenho as melhores pessoas correndo ao meu lado.

*É bom lembrar que os anos passam e tendemos a crescer e a evoluir. Por isso não estranhe se algumas amizades não durarem sua vida inteira – afinidade não é tudo, mas duas – ou mais – almas precisam estar em sintonia para seguirem juntas.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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I’m so indie

A cultura musical está transformando os ouvidos de muita gente. Os clássicos do rock, do pop rock, do samba e da MPB estão saindo de linha e dando lugar para renovações e misturas tão impressionantes quanto às antigas. Como o propósito do blog é trazer coisas novas e distribuir conhecimento, vim escrever sobre o meu gênero musical favorito. O INDIE.

Para entender o conceito das bandas alternativas, precisamos conhecer o gênero musical que estamos encontrando. A palavra Indie é uma abreviação da palavra independent, e é muito usada na indústria cultural, já que muitas produções que envolvem arte são independentes do mercado industrial e seguem seus próprios conceitos. O termo se originou em 1980 e, a partir daí, o indie foi associado a um gênero musical.

Com produções mais ilimitadas, as bandas americanas começaram a dominar a cena: The Smiths, New Order e Happy Mondays foram um dos pioneiros do indie rock na década de 80, e assim começava um legião de bandas e fãs que apoiavam o movimento.

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Foi nos anos 2000 que o gênero teve uma pegada mais underground com bandas influentes, como Nirvana e The Strokes. O Estilo chegou na Inglaterra detonando e formando bandas que iam revolucionar ainda mais o mercado Indie: Arctic Monkeys, Kasabian e Franz Ferdinand são exemplos dessa nova fase.

O tempo passou e os holofotes se viraram para bandas com um toque mais animado, The Black Keys, OneRepublic, Muse e Panic! At the Disco viraram uma referência no mercado. E, então, em 2005 o Indie Pop começava a ganhar forças com Two Door Cinema Club (que é uma das minhas bandas favoritas), Passion Pit e MGMT.

O Brasil atualmente participa com grandes bandas no gênero, e não deixa a desejar quanto à sintonia e letra. Los Hermanos, por exemplo, serviu como referência para encontrar preciosidades como Silva, O Terno, A Banda Mais Bonita da Cidade e A Banda do Mar.

As influências são tantas que o Indie tomou dimensões grandiosas, expandindo culturas e agregando artistas até então desconhecidos no mercado industrial. Os estilos se dimensionaram, Indie Pop, Indie Rock, Indie Alternativo e até Indie Deep, que é um estilo Indie mais instrumental e calmo.

Agora que está por dentro dessa nova cultura musical, que tal experimentar curtir algumas bandas que listei para ficarmos de olho, hein?

  • 1 – Years & Years
  • 2 – Capital Cities
  • 3 – Alt J
  • 4 – Florence + The Machine
  • 5 – Super Combo
  • 6 – Anavitória
  • 7 – Tove Lo
  • 8 – Of Monsters And Men
  • 9 – The Kooks
  • 10 – Fitz And The Tantrums

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Existe amor na política – Acredite

Escrevo num blog no qual a maioria dos posts fala sobre amor. Então, o que venho eu fazer aqui falando de política? Bem, você pode não perceber, mas a política influencia diretamente todas as suas paixões.

Somos seres humanos dotados de plenos conhecimentos científicos, comportamentais e até mesmo espirituais. Temos nossas vontades, desejos, paixões, preguiças… Coisas pelas quais só nós podemos viver e dar significado a elas. Pois bem.

Como seres humanos, a convivência em sociedade é fator quase obrigatório para nós. Temos que cooperar voluntária e coercitivamente (por meio do Estado) para que haja progresso científico, material e pessoal. E, até hoje, ainda não descobrimos outro modo de organizar a nossa vida em sociedade que não seja pela política.

Seja você um democrata, um minarquista, um republicano, um parlamentarista ou até mesmo um anarquista, você é um ser político (se for socialista você só é mal informado mesmo). E até que você nunca tenha se envolvido com ela diretamente, ela está envolvida diretamente com você.

“Mas Léo, eu sou um apaixonado por artes… O que minha paixão tem a ver com política?” – Para responder, é simples. Volte à ditadura militar. A censura é só um exemplo de como a política pode interferir na arte. Nos dias de hoje, tente comprar materiais importados para produzir suas peças. Com o dólar a R$ 3,00, é quase mais barato comprar um legítimo Picasso.

E não é só aí. A política influencia no seu futebol, na programação da TV, na qualidade do seu ensino, na comida que chega na sua mesa. Você já é um ser político, ferinha. Aceita que dói menos.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

Temos um grande problema cultural em nosso país: as pessoas não acreditam na importância delas e da política, acham que “somente eu não mudo nada”… E aí vamos vivendo uma onda de violência endêmica, sistêmica. O estado nos mutila, a impunidade nos mutila, os impostos nos mutilam. E a gente só reclama, reclama e reclama. Vou te contar um segredo: reclamar não muda absolutamente nada. Nadica de nada. Só faz de você um chato.

Quer mudar a realidade? Faça política. Como? Converse com as pessoas. Espalhe ideias. Conheça teorias, saiba o que você está falando. Não adianta ser um ser político sem opiniões próprias, sem conhecer o que você fala. Envolva-se com paixão. Tenha candidatos. Vote. Ou não vote, mas saiba dizer exatamente os motivos pelos quais você não está votando.

Estamos no meio de uma crise, é inegável. Seja você governista ou não, o que você está fazendo para mudar o atual cenário no qual vivemos? Ou vai me dizer que você está seguindo sua vida normalmente? Está? Sério? Já tentou ir ao supermercado? Já pagou a conta de luz 100% mais alta este mês? Cancelou a viagem a Orlando porque o dólar subiu descontroladamente? Já cortou alguns rolês porque simplesmente o dinheiro não está dando? Se você respondeu que sim a qualquer uma dessas perguntas, a crise já te afetou. E, carinha, você também é responsável por ela. Seja por sua conivência com o governo, ou seja por sua abstinência em fazer política. Por qualquer um dos dois motivos, você também é responsável. Então comece hoje a fazer a sua parte. Tome um partido, faça uma escolha. Seja responsável pela sua realidade e por mudar aquilo que você acha que precisa ser mudado. Comece localmente, na sua casa. E deixe crescer. O mundo precisa de pessoas que acreditam, e eu acredito que você possa fazer a diferença.

Suas paixões estão diretamente ligadas a tudo o que vivemos. Está na hora de você perceber que existe amor na política, sim.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Um eu sem você #1 – 4 de Outubro

Sempre gostei de sábados. Pra mim, é o dia oficial da semana em que posso dormir tarde e acordar ainda mais tarde, com uma eterna sensação de dever cumprido.

Neste dia, ele deveria ter sido como qualquer outro sábado: eu deitaria tarde na sexta-feira, fosse por ter saído com meus amigos, ou por ter ficado até altas horas falando com você ou simplesmente vendo um filme. Mas não, tive que desligar o celular para dormir (coisa que fiz contáveis vezes em toda a minha vida). Ou melhor, tive que me desligar dele.

Se não fizesse assim, continuaria observando seu last seen no Whatsapp e sua foto de perfil enquanto escrevia e apagava frases desconexas que só faziam sentido dentro da minha cabeça e do meu coração.

Era véspera das eleições e, meu Deus, quem em sã consciência pensa tanto em amor quando o foco do fim de semana é a política brasileira? Ou ao contrário: quem consegue pensar em política quando o amor está latente?

Quando abro os olhos, já sabia que sua ausência estaria gritante, mas minha esperança cega me faz religar o aparelho só para confirmar que não, não tem nada teu. Com o tempo e as frustações constantes eu estampei na minha cara e pra vida toda uma realidade que, hoje, aceito em paz: Quem nasceu pra ser passagem jamais será ponto de chegada.

Mas por que é que eu fui deixar você ser tão gigante dentro de mim a ponto de me invadir plenamente, roubando até mesmo o espaço que eu dava pra minha insegurança e me fazendo somente sua? Por que eu fui acreditar, mais uma vez, que seria diferente? Nunca é.

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Correndo contrária à minha vontade de saber de você, desligo novamente o celular mas você logo comenta em alguma atualização minha no Facebook e suponho que me procuraria. Assim, religo o aparelho e lá estavam suas mensagens desesperadoras pedindo pra que eu te atendesse.

Do outro lado da linha, você estava aos prantos, de uma forma que, do lado de cá, a única coisa que eu queria era poder correr para o seu lado e ser o seu porto para você desaguar todo esse mar dos olhos.

Após algum tempo o seu choro diminui e você consegue me explicar o motivo desse teu mar estar agitado: achar que eu seria capaz de seguir em frente, sem você, tão rapidamente e, ainda, sua mãe.

Foram três horas de conversa e ainda hoje, sete meses depois, sinto como se não tivesse falado tudo. Ou ao menos eu não falei. Afinal, era para eu passar uma vida inteira te ouvindo e falando com você.

Sua decisão torna-se inalterável: desistir dos sonhos que mal começamos a construir, dos sentimentos, dos planos, do carinho e desse amor. Você alega ser o melhor pra nós, mas eu sei que, na verdade, é o melhor pra você, não pra mim.

Em meio às ilusões de que tudo um dia ficará bem e de que nos reencontraremos pela vida, indiretamente não me permito aceitar essa realidade. Como quem foge de si mesmo durante a fase da negação, meu consciente não reage e poucas lágrimas caem.

É sábado à noite, o que mais eu poderia fazer para não te procurar além de tomar um banho e sair? Encontro-me com uma amiga e, dentro de mim, parecia como se nada tivesse acontecido, mesmo a maior pauta do encontro ser você. Ela me consola, me ouve e divide as suas experiências em meio às garrafas de cerveja em cima da mesa.

Prolongo a noite encontrando outro amigo e indo até uma festa com outros tantos rostos conhecidos – quando, na verdade, era o seu que eu queria encontrar – e estendo meu sábado para o domingo, até às cinco da manhã.

Eu, o álcool, a madrugada e a ilusão de que tudo ficará bem – com a gente.

Continua...

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele que gruda na sua pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Se encontre antes de encontrar alguém

É comum a gente se preencher de gente que não nos preenche, mesmo porque ninguém pode fazer por você o que você julga ser impossível fazer sozinho. Se completar.

É triste perceber que olhar para dentro de si, na maioria das vezes, só acontece quando nos sentimos sozinhos, ou quando a corda que nos segurava e que nos mantinha em pé, se solta. É nessa hora, do caminho da altura da corda até nosso corpo chegar ao chão que começamos a enxergar nosso eu interior.se encontre antes de encontrar alguem

É também na solidão da queda que você estabelece uma conexão consigo mesmo, talvez por isso a escuridão seja tão assustadora. É hora de você se encontrar no teu próprio olhar, descobrir os planos que eles carregam, olhe para sua boca, repare nos seus dentes e perceba o que pode te fazer mostra-los. Se olhe, vá mais fundo, defina suas qualidades, seus talentos, se organize para praticar o seu reencontro.

Não adianta se antecipar e tapar os buracos do coração com areia fofa, uma hora você vai pisar nesse monte e vai se afundar, pior, vai levar quem está por baixo junto. Saiba gostar da sua companhia, assista um filme e debata, discuta um livro, entenda que a tua felicidade consiste no amor que você tem por quem você é.

E então vai ser nessa hora – quando sentirmos que não somos tão ruins assim – que vamos conseguir mostrar nosso verdadeiro eu, e então encontraremos outra corda, que vai nos manter leve e nos equilibrar, porque dessa vez sabemos que se a corda vir a se soltar, teremos a nossa própria de reserva.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Não se mistura água com óleo, muito menos política com economia

Vamos fazer um exercício? Pegue um copo e adicione metade de água e a outra metade complete com óleo. Você já sabe que eles não se misturam. E é assim que deveria ser a política com a economia.

Desde o descobrimento do Brasil, o Estado tem uma função muito maior do que realmente deveria: acreditamos por muito tempo que o Governo é o benfeitor, o solucionador de problemas. Não é bem assim…

Quando falamos de economia, somos induzidos a acreditar que tudo se trata de uma soma de zeros. Que cálculos imprecisos, estatísticas, o Governo e o Planejamento Central vão resolver todos os nossos problemas, trazer prosperidade, pleno emprego, crescimento e estabilidade econômica. E hoje eu estou aqui pra te dizer: esqueça tudo isso. Essencialmente, quando falamos de economia falamos de mercado. E o mercado é um organismo vivo, impreciso, imprevisível e incontrolável. Todo o resto é bobagem.

Com o passar dos séculos, já aprendemos que mercados mais livres geram mais prosperidade, a população vive melhor, existe crescimento, baixa inflação, e tudo funciona como deveria: pela oferta e pela demanda. É um simples, básico e você já ouviu falar disso no ensino médio. Uma das poucas verdades que te disseram, acredite.

Voltando ao conceito da água e do óleo, fica fácil entender que a mistura de política com o mercado só pode gerar o que você já conhece ao misturar a água e o óleo: caos. Você não consegue mais usar nem um, nem outro.

Na última década, temos vivido no Brasil anos de crescimento forçado, irreal, fictício. Como nunca antes na história desse país. A começar pela expansão do crédito.

Amiguinhos, não tem nada que custe mais caro que dinheiro. Dinheiro custa muito dinheiro. Minha Casa Minha Vida, PAC`s, BNDES (o maior câncer da nossa economia – falaremos dele em outro artigo), Bolsa Família e tantas outras maneiras artificiais de injetarmos dinheiro no nosso mercado tem acabado com a nossa moeda, com o nosso poder de compra. Tem criado uma inflação monstruosa. A conta do crédito barato vai nos custar caro.

Só para que você entenda o conceito de inflação, funciona mais ou menos de acordo com aquela primeira lei básica que já falamos ali no começo: oferta e demanda. Quando temos muito dinheiro no mercado, temos muita oferta. Como acontece com qualquer produto em super oferta, seu preço cai. Ou seja, seu dinheiro vale menos, compra menos. Seu poder de compra se reduz. Tcharam: temos o monstro da inflação batendo à porta.

De fato, os governos do PT colocaram o doce na boca do brasileiro para depois tirar. Lula adotou uma política mais liberal em relação à economia. Apesar de ter concebido a maioria desses programas sociais que citei ali em cima, nossa moeda era forte. O Banco Central e o Ministério da Fazenda faziam a lição de casa e deixavam – mesmo que ainda muito pouco – nosso parco mercado respirar. Todos se lembram do dólar a R$ 1,56 e a felicidade que era para os brasileiros. Tínhamos muito mais acesso a bens de consumo. Mas ele pecou num ponto que colocaria tudo a perder: criou um monstro gigante, capaz de devorar a tudo e a todos, de corroer tudo o que o mercado estava criando: um Estado agigantado, gastão, irresponsável. E aí conhecemos Dilmãe. A fera, que já estava grande e bem alimentada, saiu do controle. A incompetência da antiga equipe econômica da presidente, a incompetência dela própria, e a incompetência dos eleitores que a reelegeram fez o monstro sair de controle. Agora, temos um Kraken chamado estado, e ele está devorando tudo o que vê pela frente.

Kraken de Piratas do Caribe.

Kraken de Piratas do Caribe.

 

Todo santo dia ouvimos falar de ajuste fiscal, aumento de impostos, corte de gastos, um desespero generalizado em Brasília, tudo para tentar conter essa fera que está aterrorizando nossas vidas. E eu posso te contar um segredo? Estão fazendo tudo errado de novo.

O herói que vai destruir essa fera não vive no Palácio do Planalto e nem no Ministério da Fazenda. Também não se esconde no circo que é nosso congresso e muito menos no nosso parco judiciário. Esse Kraken (ou crise, chame como quiser), que nos assola, vive e é alimentada pelo estado. Logo, a solução está e não está nele ao mesmo tempo.

Com o aumento dos impostos, estamos sufocando um mercado que já respira por aparelhos. Hoje, pagamos cerca de 50% de tudo o que produzimos em tributação. E deixa eu te dizer: imposto é roubo. Mas trataremos disso em outro artigo. O ponto que quero chegar é: quem criou a crise foi o Governo, foi o estado injetando dinheiro de maneira artificial na economia. Quem alimenta esse monstro é o governo. Portanto, companheiros, quem deve morrer para que o monstro morra é o Estado. Não há outra solução para a crise que não a seguinte: corte os gastos do governo. Mas corte muito, sem dó. E deixe o mercado respirar, resolver o problema. Parece radical? Bem, não é. Não existe outra maneira de cortar um mal que não pela raiz.

Privatizem a Petrobrás, cortem a burocracia, cortem os gastos, diminuam impostos. Essa é a receita básica e que ninguém quer fazer. Estamos insistindo em misturar água e óleo e esperar que algo proveitoso saia disso. Estamos bebendo veneno esperando que o outro morra. E esse vai ser o nosso suicídio. Me avisem quando virarmos a nova Venezuela.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

O amor é tudo aquilo que nós dissemos que não era

O amor não é saudade, é presença mesmo na distância entre dois corpos que não podem dividir o mesmo ar. Não é sonhar e aspirar pelo mesmo, mas podermos somar e multiplicar todos os sonhos.

Amar não é escrever cartas românticas a todo instante, mas encontrar alguém que saiba e consiga te ler mesmo nos dias em que nenhuma palavra sai de ti. Não é lembrar-se de datas “especiais”, muito menos espera-las para presentear àquele que se ama, mas sim transformar o dia a dia do outro, durante todos os dias.

O amor também não é aquilo que lhe dá paz, nem tampouco um furacão. É simplesmente sentir a presença do outro como se a brisa do mar estivesse a soprar seu coração. Não é aquecer nas noites frias, é sentir-se suficientemente bem com a companhia do outro para não sentir calor em excesso, muito menos frio.

O amor não é paciente, é compreensivo. Só é preciso tolerar aquilo que não compreendemos, o que é compreendido é respeitado e aceito. Não é encontrar o seu equilíbrio em alguém, mas andar constantemente em uma corda bamba que pode se soltar a qualquer segundo – basta a outra pessoa, ou você, decidir soltar uma das pontas.

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Para amar, não é preciso entregar seu coração nas mãos de alguém, mas sim alugar um espaço dentro do teu peito para alguém que já o conquistou. Não é lamentar durante todos os dias que antecedem o encontro, mas agradecer por ter encontrado alguém bom o suficiente para mexer com os cantos dos teus lábios.

Não é esquecer os problemas enquanto tomam um café num domingo à tarde, mas ter um par a mais de mãos te ajudando a resolvê-los. Não é perder noites de sono pelas brigas ou pela euforia da felicidade em ter alguém, mas dormir como um bebê após ser ninado pela mãe. É descansar em paz para que o tempo corra ainda mais depressa.

Não é mentir ou omitir parte das suas histórias para evitar despertar desconfianças no outro, mas saber que ele não te julgará. Pelo contrário, sentará contigo em uma mesa de bar e dará risada das mesmas coisas que você.
Não é ceder a sua jaqueta para que o outro se esquente enquanto você tenta não demonstrar estar tremendo de frio, mas sim levar um agasalho a mais no caso dela ter se produzido tanto para te impressionar – mesmo que nós saibamos que ela ficaria linda até mesmo com a maquiagem borrada, o cabelo bagunçado e de pijamas – que tenha se esquecido do essencial.

Também não é esperar encontrar alguém igual a ti, com os mesmos gostos e preferências. Assim como não é, também, encontrar alguém totalmente oposto à você. Talvez o amor seja encontrar alguém que simplesmente faça sua vida um pouco mais colorida, independentemente das suas crenças e anseios.
Amar, por fim, não é obstáculo. O amor é solução. Por isso, quando houver empecilhos demais, desconfie. Esse sentimento pode ser qualquer coisa, menos amor.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na minha pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Se puder, tenha amigos mais velhos

Ninguém vai te ensinar tanto quanto seus amigos mais velhos. Acredite, eles fazem toda a diferença.

Conhecer pessoas vazias é o mesmo que não conhecer, é por isso que seus melhores amigos devem ser pessoas que te encham de sentimentos e de conhecimento. É fácil ir para balada, dançar até o chão e sorrir a tôa por que está bêbado, é fácil ir para uma festa e escolher o próximo beijo na boca, difícil é sentar na mesa de um bar e falar de amor, debater a crise do país, construir ideias novas sobre sexualidade, se abrir, falar a verdade, chorar. Seus amigos mais velhos vão saber lidar com as suas crises existências, com o término de relacionamento, vão ouvir o seu conceito sobre  redução da maioridade penal, vão discordar de você, e mais, eles vão mudar a forma com que tu vê a sua vida.

Parece banal dizer que pessoas mais velhas podem te mudar tanto, mas não é. A experiência que cada um adquiri é relativa, e talvez você tenha sorte em ter gente que já passou por muito perrengue na vida ao seu lado. Gente que te ensine que perdoar é preciso e te oferecem um mundo de possibilidades para um sábado a noite. Gente que te indica livros, bandas, filmes e séries porque aquele conceito cultural trouxe algo de bom, gente que gosta de transmitir energias positivas, aprenda com seus amigos mais velhos. Eles vão te puxar a orelha e dizer que você está fazendo tudo errado, e se for preciso vão assumir o papel de mãezona do role para te mostrar que naquele momento, você estava sendo um babaca.

Tenha amigos mais velhos

Seus amigos mais velhos vão te chamar para viajar, e vão provar para você que o mundo é bem mais do que você imaginou, serão eles que vão te “desvirginar” com uma serie de coisas que você nunca pensou em fazer na vida.

Absorva os conselhos amorosos, sugue as dicas de comportamento profissional, guarde as mensagens motivacionais, memorize os ditados filosóficos do domingo a noite. Pratique amigos mais velhos na sua vida.

 

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Olá, mundo!

Esta é a primeira publicação de um projeto enorme com muita gente brilhante envolvida.

Não é novidade que informação é algo que todo mundo tem que ter, principalmente os jovens, que estão começando a formar opinião e expressa-las com mais frequência, mas para botar toda opinião própria para fora é preciso conhecimento, mais que isso, experiência.

O Blog Um eu sem você vai discutir e transmitir muita experiência quando o assunto é a falta de alguém, como é que é lidar com a perda de tanta coisa que nos faz bem, será que é possível sobreviver em meio a tanta dor? Acredite meu caro, eu ainda estou aqui.

Nós, os escritores desse aglomerado lugar de conteúdos, vamos expressar toda nossa formação de experiência com vocês. Teremos alguém que já sofreu muito por amor, já foi muito feliz pela mesma doença e hoje, escreve aqui. Tem gente que adquiriu tanta experiência com a vida que quer compartilhar isso com o mundo todo, e tem gente que vai distribuir conhecimento através de temas jamais comentados em um blog para o público jovem: POLÍTICA E ECONOMIA.

Estejam preparados, aqui, a verdade é estampada na cara.