Do amor cristão ao Malafaia: o anticristo vive

Há alguns dias venho refletindo a respeito do famigerado comercial do Boticário e toda a repercussão negativa que isso tem causado. Honestamente, me espanta tanto fundamentalismo no Brasil, um país que tem, por tradição, ser acolhedor, aberto, receptivo, inclusivo. Vivemos em um mar de diversidade étnica, religiosa, moral e cultural, e, até onde sei, pessoas de bem se esforçam para conviver em harmonia.

Neste caso, aqui, não estou preocupado com a homofobia. Pessoas ignorantes sempre existiram em qualquer lugar, situação e sociedade. O que me preocupa, na verdade, é o crescente fundamentalismo evangélico. E eu não estou começando uma epopeia anticristã neste texto. Se você espera isso, pode passar para o próximo.

A minha percepção, na verdade, se encontra no anticristianismo. Exatamente: Malafaias, Felicianos, Bolsonaros, e todos os demais fundamentalistas agem na contramão dos princípios cristãos.

Em sua vinda à Terra, Cristo disse como seu maior mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus, 22:37-39.). Então como, em interpretação simples e direta deste trecho, uma campanha homérica de dislikes no vídeo da campanha, boicote à marca, e incitação ao ódio pode ser considerada uma prova de amor ao próximo?

O amor de Cristo

Malafaia e sua turma adoram dizer que não condenam os homossexuais, mas sim o pecado. Então vejamos, de acordo com a Bíblia, onde a homossexualidade é considerada um pecado. “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22). Este é o único trecho da Bíblia no qual tal condenação aparece. Levítico é um livro do antigo testamento, parte integrante do Torá (Livro Judaico), e que, qualquer cristão em sã consciência da palavra de Deus e do evangelho, não deveria mais levar em consideração, visto que Jesus deu por encerradas as antigas escrituras.

Uma leitura superficial de alguns versículos apresenta uma dificuldade, até dando a impressão de uma contradição nas Escrituras. Alguns religiosos aproveitam esta suposta contradição para negar claras afirmações sobre o anulamento da Lei dada aos israelitas no monte Sinai.  

Em Mateus 5:17-18, Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Alguns citam esta afirmação para tentar obrigar as pessoas de hoje a guardarem o sábado e outros mandamentos da Antiga Aliança.  

Para compreender este comentário de Jesus, precisamos prestar atenção especial a três palavras que ele usou. A palavra revogar vem de uma palavra grega que significa derrubar, subverter ou destruir. Jesus não veio para subverter a Lei, ele veio para cumprir. A palavra traduzida cumprir significa completar, levar até o fim, realizar ou obedecer. Jesus não pretendia subverter a lei, ele pretendia cumpri-la, assim a levando até o seu determinado fim. A terceira palavra importante é a preposição até. Os céus e a terra poderiam passar, mas a lei não passaria até ser cumprida. Esta palavra (traduzida até, até que, ou enquanto) significa algo que chega até um certo ponto e termina. Deus falou para José ficar no Egito até que ele fosse avisado (Mateus 2:13). José não “conheceu” Maria “enquanto ela não deu à luz um filho” (Mateus 1:25). Na morte de Jesus, houve trevas até à hora nona (Lucas 23:44). A Lei não perdeu sua força até ser cumprida por Jesus.  

O autor de Hebreus usou uma palavra diferente, embora traduzida em algumas Bíblias pela mesma palavra portuguesa, quando disse: “Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus” (Hebreus 7:18-19). Revogar, neste trecho, significa anular, abolir, ou remover. No mesmo capítulo, ele falou da mudança (ou remoção) da lei (Hebreus 7:12).  

Os cristãos não estão “subordinados” à Lei (Gálatas 3:24-25). Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela (Romanos 7:6). O escrito da dívida foi removido inteiramente na cruz, pois Jesus cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Após a morte do Testador, a Nova Aliança tomou seu lugar (Hebreus 8:6-13; 9:15-17). 

Jesus não subverteu a Lei do Antigo Testamento; ele cumpriu e removeu aquela e nos deu a Nova Aliança.

Então como, amigos cristãos, podemos levar o antigo testamento como base de julgamento e apedrejamento do amor? Àquela época, não me restam dúvidas, de que estes evangélicos que hoje se levantam contra os homossexuais, não hesitariam em apedrejar Maria Madalena, tampouco a crucificar Jesus. Eles são exemplos de intolerância, de inconsciência coletiva, de burrice histérica, seguindo “mestres” que lucram com a disseminação do ódio, do medo e do próprio demônio.

Antes de encerrarmos, queridos leitores, se ainda restam dúvidas quanto ao comportamento execrável destes “cristãos, segue mais um trecho do evangelho: “Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós…” (Matheus 7:1).

Não me restam dúvidas que, nos dias de hoje, o anticristo vive em forma de fundamentalismo burro e cego, e as bestas são todos aqueles que pregam contra o amor.

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/bd13_07.htm

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.
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A pedra no meio do caminho

“Mas vocês vão prender crianças?
– Não. Vamos prender infratores. A inocência e a pureza da criança foram deixadas para trás no momento em que um crime foi cometido”. 

Estamos vivendo tempos de transformação em nossa sociedade. Tempos obscuros, eu diria. De reformas, de conceitos, de conservadorismo, de socialismo, de polarizações radicais e sedentas pela morte da outra parte. É uma batalha que parece estar bem longe do fim. Um caminho e um rumo de sociedade bem longe do ideal.

E no meio do caminho temos uma pedra. Reduzir ou não a maioridade penal? Se você diz que sim, você é coxinha, reacionário, fascista, dazelite-branca-paulistana, opressor, neo-ultra-liberal, neoconservador (?). Se você diz que não, você é petralha, protetor de bandido, leva-pra-casa, esquerdinha de merda, tá-com-dó-porque-nunca-aconteceu-com-você. 

Transformaram isso na batalha do século, para tirar a nossa atenção do que realmente importa: as mudanças políticas que precisamos fazer urgentemente em nosso país. Mas já que aqui estamos, vamos falar sobre a maioridade penal.

Mãos para o alto, novinha.

Mãos para o alto, novinha.

O fato primordial que devemos nos atentar ao falarmos de justiça no Brasil é que: ELA NÃO FUNCIONA. Não adianta. Juristas, advogados, promotores, policiais e toda a Santa Sé reunidas são incapazes de me convencer do contrário. Temos um judiciário todo aparelhado, precário, obsoleto. O código penal é fraco, feito para privilegiar bandidos. E não venha com o papo de que ele é um dos mais avançados do mundo pois não vou ouvir. Ele é avançado se você é um advogado criminalista. Nesse caso ele realmente te poupa um bom trabalho.

Então a principal reforma deveria ser no Código Penal. Na verdade, não proponho uma reforma. Proponho uma reescrita completa e irrestrita dele. Mas, só pra lembrar, estamos no Brasil… O país que deixou de pagar 20% de impostos como colônia para pagar 50% como república. Aqui as coisas não fazem sentido.

Dito isso, como defender a redução da maioridade penal? É simples e para entender bastam alguns passos:

  1. A redução da maioridade penal para 16 anos não é a solução definitiva de violência endêmica no Brasil. Ela nem se propõe a isso. É apenas parte de uma série de medidas que devem ser tomadas. É um começo.
  2. O argumento de que um adolescente de 16 anos é uma criança é completamente inválido. Com 16 anos o jovem já é capaz de discernir plenamente entre o certo e o errado. Os valores éticos já foram absorvidos. Eles sabem que matar, roubar e estuprar é errado. Não é uma vítima da sociedade, é uma vítima das próprias escolhas.
  3. Não vamos prender crianças e acabar com a infância. Nenhum argumento é mais preconceituoso que esse. Em nenhum momento ser criança é condição sine qua non para ser bandido. Vamos prender infratores, pessoas violentas que precisam estar longe da sociedade.

A maioria dos países que consideramos desenvolvidos já fizeram isso há muito tempo. Ao todo, 54 países já adotaram a medida.

Muito além da cadeia, o “menor” infrator precisa entender que seus atos não passam impunes. As medidas socioeducativas do Estatuto da Criança e do Adolescente são tão brandas, que, ao tirar uma vida, o adolescente passa 45 dias em reabilitação, aguarda julgamento em liberdade, e depois corre o sério risco de ficar 3 anos preso. Três anos por tirar uma vida, por matar um pai de família para roubar um celular, um relógio… É justo para você?

A partir dos 16 anos, o jovem vota se quiser, seu testemunho é aceito em juízo e pode ser emancipado, inclusive sem consentimento dos pais, se tiver economia própria. O Direito brasileiro reconhece, assim, que a partir dos 16 anos o adolescente tem condições de assumir a responsabilidade pelos seus atos. – Senador Aloysio Nunes

Dadas as circunstâncias, entendam que não sou utópico de acreditar que esta medida, por si só, vai acabar com a violência no Brasil. Precisamos ir muito além.

Este é apenas um pequeno passo na longa caminhada rumo à paz.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Existe amor na política – Acredite

Escrevo num blog no qual a maioria dos posts fala sobre amor. Então, o que venho eu fazer aqui falando de política? Bem, você pode não perceber, mas a política influencia diretamente todas as suas paixões.

Somos seres humanos dotados de plenos conhecimentos científicos, comportamentais e até mesmo espirituais. Temos nossas vontades, desejos, paixões, preguiças… Coisas pelas quais só nós podemos viver e dar significado a elas. Pois bem.

Como seres humanos, a convivência em sociedade é fator quase obrigatório para nós. Temos que cooperar voluntária e coercitivamente (por meio do Estado) para que haja progresso científico, material e pessoal. E, até hoje, ainda não descobrimos outro modo de organizar a nossa vida em sociedade que não seja pela política.

Seja você um democrata, um minarquista, um republicano, um parlamentarista ou até mesmo um anarquista, você é um ser político (se for socialista você só é mal informado mesmo). E até que você nunca tenha se envolvido com ela diretamente, ela está envolvida diretamente com você.

“Mas Léo, eu sou um apaixonado por artes… O que minha paixão tem a ver com política?” – Para responder, é simples. Volte à ditadura militar. A censura é só um exemplo de como a política pode interferir na arte. Nos dias de hoje, tente comprar materiais importados para produzir suas peças. Com o dólar a R$ 3,00, é quase mais barato comprar um legítimo Picasso.

E não é só aí. A política influencia no seu futebol, na programação da TV, na qualidade do seu ensino, na comida que chega na sua mesa. Você já é um ser político, ferinha. Aceita que dói menos.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

Temos um grande problema cultural em nosso país: as pessoas não acreditam na importância delas e da política, acham que “somente eu não mudo nada”… E aí vamos vivendo uma onda de violência endêmica, sistêmica. O estado nos mutila, a impunidade nos mutila, os impostos nos mutilam. E a gente só reclama, reclama e reclama. Vou te contar um segredo: reclamar não muda absolutamente nada. Nadica de nada. Só faz de você um chato.

Quer mudar a realidade? Faça política. Como? Converse com as pessoas. Espalhe ideias. Conheça teorias, saiba o que você está falando. Não adianta ser um ser político sem opiniões próprias, sem conhecer o que você fala. Envolva-se com paixão. Tenha candidatos. Vote. Ou não vote, mas saiba dizer exatamente os motivos pelos quais você não está votando.

Estamos no meio de uma crise, é inegável. Seja você governista ou não, o que você está fazendo para mudar o atual cenário no qual vivemos? Ou vai me dizer que você está seguindo sua vida normalmente? Está? Sério? Já tentou ir ao supermercado? Já pagou a conta de luz 100% mais alta este mês? Cancelou a viagem a Orlando porque o dólar subiu descontroladamente? Já cortou alguns rolês porque simplesmente o dinheiro não está dando? Se você respondeu que sim a qualquer uma dessas perguntas, a crise já te afetou. E, carinha, você também é responsável por ela. Seja por sua conivência com o governo, ou seja por sua abstinência em fazer política. Por qualquer um dos dois motivos, você também é responsável. Então comece hoje a fazer a sua parte. Tome um partido, faça uma escolha. Seja responsável pela sua realidade e por mudar aquilo que você acha que precisa ser mudado. Comece localmente, na sua casa. E deixe crescer. O mundo precisa de pessoas que acreditam, e eu acredito que você possa fazer a diferença.

Suas paixões estão diretamente ligadas a tudo o que vivemos. Está na hora de você perceber que existe amor na política, sim.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Não se mistura água com óleo, muito menos política com economia

Vamos fazer um exercício? Pegue um copo e adicione metade de água e a outra metade complete com óleo. Você já sabe que eles não se misturam. E é assim que deveria ser a política com a economia.

Desde o descobrimento do Brasil, o Estado tem uma função muito maior do que realmente deveria: acreditamos por muito tempo que o Governo é o benfeitor, o solucionador de problemas. Não é bem assim…

Quando falamos de economia, somos induzidos a acreditar que tudo se trata de uma soma de zeros. Que cálculos imprecisos, estatísticas, o Governo e o Planejamento Central vão resolver todos os nossos problemas, trazer prosperidade, pleno emprego, crescimento e estabilidade econômica. E hoje eu estou aqui pra te dizer: esqueça tudo isso. Essencialmente, quando falamos de economia falamos de mercado. E o mercado é um organismo vivo, impreciso, imprevisível e incontrolável. Todo o resto é bobagem.

Com o passar dos séculos, já aprendemos que mercados mais livres geram mais prosperidade, a população vive melhor, existe crescimento, baixa inflação, e tudo funciona como deveria: pela oferta e pela demanda. É um simples, básico e você já ouviu falar disso no ensino médio. Uma das poucas verdades que te disseram, acredite.

Voltando ao conceito da água e do óleo, fica fácil entender que a mistura de política com o mercado só pode gerar o que você já conhece ao misturar a água e o óleo: caos. Você não consegue mais usar nem um, nem outro.

Na última década, temos vivido no Brasil anos de crescimento forçado, irreal, fictício. Como nunca antes na história desse país. A começar pela expansão do crédito.

Amiguinhos, não tem nada que custe mais caro que dinheiro. Dinheiro custa muito dinheiro. Minha Casa Minha Vida, PAC`s, BNDES (o maior câncer da nossa economia – falaremos dele em outro artigo), Bolsa Família e tantas outras maneiras artificiais de injetarmos dinheiro no nosso mercado tem acabado com a nossa moeda, com o nosso poder de compra. Tem criado uma inflação monstruosa. A conta do crédito barato vai nos custar caro.

Só para que você entenda o conceito de inflação, funciona mais ou menos de acordo com aquela primeira lei básica que já falamos ali no começo: oferta e demanda. Quando temos muito dinheiro no mercado, temos muita oferta. Como acontece com qualquer produto em super oferta, seu preço cai. Ou seja, seu dinheiro vale menos, compra menos. Seu poder de compra se reduz. Tcharam: temos o monstro da inflação batendo à porta.

De fato, os governos do PT colocaram o doce na boca do brasileiro para depois tirar. Lula adotou uma política mais liberal em relação à economia. Apesar de ter concebido a maioria desses programas sociais que citei ali em cima, nossa moeda era forte. O Banco Central e o Ministério da Fazenda faziam a lição de casa e deixavam – mesmo que ainda muito pouco – nosso parco mercado respirar. Todos se lembram do dólar a R$ 1,56 e a felicidade que era para os brasileiros. Tínhamos muito mais acesso a bens de consumo. Mas ele pecou num ponto que colocaria tudo a perder: criou um monstro gigante, capaz de devorar a tudo e a todos, de corroer tudo o que o mercado estava criando: um Estado agigantado, gastão, irresponsável. E aí conhecemos Dilmãe. A fera, que já estava grande e bem alimentada, saiu do controle. A incompetência da antiga equipe econômica da presidente, a incompetência dela própria, e a incompetência dos eleitores que a reelegeram fez o monstro sair de controle. Agora, temos um Kraken chamado estado, e ele está devorando tudo o que vê pela frente.

Kraken de Piratas do Caribe.

Kraken de Piratas do Caribe.

 

Todo santo dia ouvimos falar de ajuste fiscal, aumento de impostos, corte de gastos, um desespero generalizado em Brasília, tudo para tentar conter essa fera que está aterrorizando nossas vidas. E eu posso te contar um segredo? Estão fazendo tudo errado de novo.

O herói que vai destruir essa fera não vive no Palácio do Planalto e nem no Ministério da Fazenda. Também não se esconde no circo que é nosso congresso e muito menos no nosso parco judiciário. Esse Kraken (ou crise, chame como quiser), que nos assola, vive e é alimentada pelo estado. Logo, a solução está e não está nele ao mesmo tempo.

Com o aumento dos impostos, estamos sufocando um mercado que já respira por aparelhos. Hoje, pagamos cerca de 50% de tudo o que produzimos em tributação. E deixa eu te dizer: imposto é roubo. Mas trataremos disso em outro artigo. O ponto que quero chegar é: quem criou a crise foi o Governo, foi o estado injetando dinheiro de maneira artificial na economia. Quem alimenta esse monstro é o governo. Portanto, companheiros, quem deve morrer para que o monstro morra é o Estado. Não há outra solução para a crise que não a seguinte: corte os gastos do governo. Mas corte muito, sem dó. E deixe o mercado respirar, resolver o problema. Parece radical? Bem, não é. Não existe outra maneira de cortar um mal que não pela raiz.

Privatizem a Petrobrás, cortem a burocracia, cortem os gastos, diminuam impostos. Essa é a receita básica e que ninguém quer fazer. Estamos insistindo em misturar água e óleo e esperar que algo proveitoso saia disso. Estamos bebendo veneno esperando que o outro morra. E esse vai ser o nosso suicídio. Me avisem quando virarmos a nova Venezuela.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Olá, mundo!

Esta é a primeira publicação de um projeto enorme com muita gente brilhante envolvida.

Não é novidade que informação é algo que todo mundo tem que ter, principalmente os jovens, que estão começando a formar opinião e expressa-las com mais frequência, mas para botar toda opinião própria para fora é preciso conhecimento, mais que isso, experiência.

O Blog Um eu sem você vai discutir e transmitir muita experiência quando o assunto é a falta de alguém, como é que é lidar com a perda de tanta coisa que nos faz bem, será que é possível sobreviver em meio a tanta dor? Acredite meu caro, eu ainda estou aqui.

Nós, os escritores desse aglomerado lugar de conteúdos, vamos expressar toda nossa formação de experiência com vocês. Teremos alguém que já sofreu muito por amor, já foi muito feliz pela mesma doença e hoje, escreve aqui. Tem gente que adquiriu tanta experiência com a vida que quer compartilhar isso com o mundo todo, e tem gente que vai distribuir conhecimento através de temas jamais comentados em um blog para o público jovem: POLÍTICA E ECONOMIA.

Estejam preparados, aqui, a verdade é estampada na cara.