Porque UmEuSemVocê?

Eu teria pelo menos uns 4 assuntos para abordar em textos filosóficos de como o mundo funciona na minha cabeça já que essa semana foi difícil e bastante reflexiva. Pois bem, é hora de organizar tudo em palavras para transmitir alguma mensagenzinha que chegue até os corações de vocês.

É a primeira vez que vou falar do blog no blog. O Um Eu Sem Você surgiu numa madrugada solitária quando eu não conseguia dormir e inventei de escrever o que eu tinha aprendido depois que atingi o estágio do término de um namoro. Achei a ideia de transmitir mensagens por meio dos aprendizados que tive sensacional, além de, claro, estar me livrando aos poucos das dores que todo-ser-humano-que-já-se-apaixonou-na-vida-sente.

O nome diz tudo: Um EU Sem Você – ou melhor, quem eu me tornei depois de você. Já parou para refletir quem você se tornou depois de saber que era hora de começar do zero? O que você inventou de fazer nos finais de semana, com o que você anda se divertindo para fugir da realidade, qual está sendo seu universo paralelo para acalmar seu universo central? Quem você é depois de ter perdido o amor que julgava que merecia?

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Foi então que convidei dois dos mais entendedores de desamores que já conheci na vida: a Carla e o Léo – dois dos meus melhores amigos e que foram alpinistas na fase em que eu estava no fundo do poço. Até hoje aprendo com esses dois e foi assim que surgiu a vontade de compartilhar tudo que esses 3 corações têm a oferecer a vocês.

Não posso esquecer de uma pessoa que não hesitou em entrar nessa aventura com a gente, o Jonathas, Sabe esse design que o blog tem? Sabe essas fotos de tipografias no caderno? É o Jonathas quem faz e ela manda benzão.

Juntos, formamos – até o momento – o UmEuSemVocê, que acabou deixando de ser apenas (m)eu e está crescendo com uma baita guzirada se identificando com esse projeto que surgiu por uma decepção amorosa.

Como disse no começo do texto, a semana foi difícil, tive tempo de sobra pare refletir sobre a minha vida e tudo que eu tenho para dizer é: VIVA IMENSAMENTE. VIVA. A vida é teu melhor presente, faça dela a sua melhor aventura.

Esse blog é só mais um exemplo de que a vida me deu um limão e eu resolvi fazer uma limonada. As nossas decepções poderiam ficar guardadas na gaveta e vocês nunca iam ter uma compreensão significativa do que o amor pode nos trazer, mas a gente escolheu transformar nossas dores em arte e hoje escrevemos para os corações mais desacreditados e os mais inusitados.

Cada história é um aprendizado e compartilhar isso foi a forma mais sincera que encontrei de transformar tudo que me afogava em oxigênio para respirar.

O legal é que a gente ama contar histórias, mas amamos ainda mais ouvi-las. Quer contar para gente o que você aprendeu, qual é sua visão do mundo, quer desabafar, ou simplesmente escrever para aliviar o core? A gente adora conhecer mais dos nossos leitores.

Escreva para: umeusemvoce@outlook.com. O Jonathas estreou a coluna do leitor, quem sabe o próximo não pode ser você?

Fiquem ligados também que estamos preparando outras mil novidades para ampliar ainda mais essa coisa gostosa que é escrever para quem quer nos ouvir falar.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.
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Especial Um Eu COM Você conta histórias de amor

O dia dos namorados já passou, então, como tínhamos dito, selecionamos as três histórias de amor que foram comentadas lá no post do Um Eu Sem Você no facebook. E aí, vamos conferir quem são esses coraçõezinhos apaixonados?

Camila Gandolfi – 9 anos comemorando o dia dos namorados com o mesmo namorado (que agora é noivo, haha)… Amor à primeira vista da parte dele, e eu, com minha linda e jovem insegurança, demorei pra confiar e acreditar em “amor verdadeiro”, parece bobo e até clichê, mas é engraçado o quanto a gente se completa, o forte do nosso relacionamento é a confiança e o companheirismo.

E não é que foi contada mesmo? A Equipe do Um Eu Sem Você deseja toda felicidade do mundo para vocês! 😀


Outra história cheia de amor é a da Bárbara Silva, confira:

A minha melhor experiência de dia dos namorados acontece, na verdade, todos os dias. São muitos os desafios, as dificuldades e, muitas vezes, as lágrimas são mais extensas e duradouras do que os sorrisos. Apesar disso e de tantas adversidades que enfrentamos para estar juntas, continuamos tentando e superando tudo. Colocamos todos os momentos bons e todos os planos em primeiro lugar. Amar é isso: seguir em frente, não desistir, pensar que o amanhã será melhor do que foi hoje, olhar pra pessoa que você ama, mesmo quando você está muito, muito brava, e pensar: puta merda, você me tira do sério, mas eu te amo DEMAIS e isso não vai mudar! Eu encontrei a melhor pessoa do mundo sem estar procurando por ela e é com ela que eu quero passar todos os dias da minha vida, fazendo com que tenhamos, todos os anos, 365 dias dos namorados. Mas se for pra falar de presentes materiais, o melhor presente de dia dos namorados que eu já ganhei da namo foi o box das Crônicas de Gelo e Fogo hahahaahaha.

Fofo, não? Todo amor do mundo para vocês. E muito tempo de leitura para conseguir acabar com o box das Crônicas de Gelo e Fogo. Rs


A Neuzeli Lopes também  mandou seu recado sobre o dia dos namorados para gente, olha o conselho importantíssimo que ela deu.

O dia 12 é apenas uma data dentre tantas que temos durante o ano. Dia dos namorados é todo dia, toda hora. Um relacionamento tem que ser cultivado diariamente, não precisa de dia especifico para dizer eu te amo ou até mesmo dar um presente, mas precisamos sim deixar claro e explicito o que sentimos para que nunca haja dúvidas dos nossos sentimentos. O amor é como uma planta, tem que ser regada, adubada, então, sempre que tiver vontade, diga o quanto a pessoa é importante em sua vida, o quanto você a ama, pois o amanhã é incerto. Aproveitemos e façamos com que todos os dias sejam dia dos namorados.

Esse foi o nosso especial Um Eu COM Você, cheio de amor para vocês ❤

Especial dia dos namorados: Um Eu COM Você

O Blog Um Eu Sem Você resolveu fazer algo especial no dia dos namorados. Já que falamos (e até demais) sobre desamores e como sobreviver a eles, hoje estamos estrelando o Um Eu Com Você.

Nós, os escritores desse blog, vamos contar nossa experiência ou percepção de como o dia dos namorados nos afeta. E sabe o melhor? Você também vai poder participar juntinho com a gente contando sua experiência amorosa (ou não, rs).

Comente na nossa publicação do Facebook sobre o especial “Um Eu Com Você” e as três melhores experiências serão postadas aqui, bacana, né?

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Eu sou a mais nova dos escritores aqui do blog e sou a única que já passou o dia dos namorados namorando. Na verdade, eu nunca fui muito fã desse dia e achava que era mais um dia que meu facebook ficava um tédio. Mas, ano passado, eu realmente entendi essa data.

Primeiro, eu fiz de tudo para “estragar” esse dia, mesmo porque, até então, eu odiava. Mas eu tive sorte, a pessoa que eu namorava insistiu em mim e passou algumas horas fazendo (o que foi o melhor presente que já recebi) um pôster com propagandas vintage da coca cola.

Eu nunca tinha ganhado algo tão “minha cara”. Fiquei sem reação, com o olhar perdido naquele presente. Foi então que os versos de Vinícius de Morais encerraram a noite com um livro dos seus melhores poemas, com frases e versos grifados que, juntos, formavam uma declaração.

Naquele momento, eu entendi o sentindo dessa data, entendi que alguém no meio de tanta gente no mundo “perdeu” seu tempo para chegar até mim e me ver sorrindo. Certamente o dia dos namorados foi feito para demonstrar o afeto e o carinho que o amor traz em nossas vidas, mas naquele dia, depois de anos desafiando as teorias da vida, eu pude compreender o quanto eu estava feliz.

E ah, esse ano o Facebook voltou a ser um tédio. (Jamile Ferraz)


Se eu dissesse que nunca “comemorei” o dia dos namorados, estaria mentindo. Mas foi uma única vez, com uma pessoa a qual, hoje, eu posso ver que não agregou nada de bom em mim… Então, a meu ver, falar sobre esse dia torna-se nulo, mesmo que na época tivesse sido tudo lindo e maravilhoso. Portanto, deixo aqui minha visão sobre esse dia.

Similar a muitas coisas na minha vida, o dia dos namorados é uma contradição dentro de mim. Ao mesmo tempo em que acredito ser legal ter um dia no ano em que todos se sentem “obrigados” a exalar amor, também acredito que esse dia nada mais é do que uma jogada de marketing muito boa para aumentar as vendas no mês de junho (até porque em outros países a data é comemorada em fevereiro. Mas imagina que louco ter em um mesmo mês o carnaval e o dia dos namorados, né?).

Não tenho problemas com as milhares de postagens amorosas, nem com as das pessoas que dizem que o dia é dos namorados mas a noite é dos solteiros. Acredito que o importante mesmo é só se comprometer a estar com alguém no momento em que você estiver plenamente comprometido consigo mesmo, e esse outro alguém não te traga nada além de mais felicidades. (Carla Oliveira)


Falar de dia dos namorados quando, mesmo tendo 24 anos, você nunca namorou, não parece ser tarefa fácil. Mas é.

As pessoas sempre me perguntaram como eu nunca namorei, “por que?”, “como assim?”, “você não fica carente?”… E as minhas respostas sempre foram: não sei. Assim. E é claro que fico carente, mas racionalmente falando, é impossível você sentir falta de algo que você nunca teve. Se eu nunca namorei, não sei como é namorar.

E talvez porque eu acredite que essas coisas simplesmente acontecem na hora e no tempo certo, com a pessoa certa, quando não é pra ser, não adianta insistir. O universo dá um jeito de levar a pessoa embora da sua vida. E aí você come aquele chocolate meio amargo, assiste mais um episódio de Game of Thrones e vai pro bar com seus amigos “convictamente solteiros”, deixa o tempo passar e logo o coração se esquece.

O fato é que eu sou um romântico incompreendido. Primeiro porque eu ainda não me compreendi. Não me entendi, não vivi diversas situações amorosas que muita gente na minha idade já viveu. E isso fez de mim mais forte. Fez de mim autônomo. Fez de mim inteiro. Hoje a verdade é: eu não preciso de alguém. Eu já sou completo mesmo sozinho. E é completo desta maneira que todos deveriam ser ao se relacionar. O amor transborda, não preenche. O que te preenche são seus hobbies, suas paixões, seu trabalho… O amor é aquela coisa que você pode viver perfeitamente sem, diferente de comida e dinheiro, mas que quando existe torna tudo o que você conhece mais doce e alegre.

Hoje eu não sei se estou pronto para namorar. De fato, não sei de muitas coisas. Mas o que eu sei é que o que tiver de ser meu, será. E eu serei inteiro dele. Não irei pelas metades, não irei faltando, não irei precisando. Irei transbordando. E quem sabe, flor, quando você menos esperar, o amor acontece. E vai acontecendo, e você vai ganhando amigos, confiança, a pessoa (até a família, hehe :P)…

Quando você menos esperar, você está transbordando. E duas almas se juntam. Os corpos se atraem todos os dias. E os pensamentos e palavras ficam mais doces. Quem sabe, quando você menos esperar, o amor é tudo aquilo que você imaginou um dia que seria(Leonardo Lino)

Um eu sem você #2 – 5 de Outubro

Eleições. Esse deveria ser meu primeiro pensamento no dia, mas não foi. Assim como em todas as manhãs desde o segundo que me apaixonei por você, meu primeiro pensamento é teu.

No celular, mensagens as quais, pela primeira vez, eu não esperava nenhuma sua. Sempre contrária às minhas intuições, lá estava você querendo saber de mim. Respondi com todo carinho – e uma pontinha de felicidade por você não conseguir manter-se distante – e, com a mesma naturalidade em que te conheci naquele bar quando nossas almas se conectaram, o papo fluiu durante todo o dia e noite.

Engraçado, mas eu ainda não me permiti sentir esse término do que só ameaçou começar.

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Um eu com você #1 – 11 de Julho

“Conhecer você foi como encontrar o prêmio mais valioso de uma competição que eu nem sabia que estava participando. Numa tradução aproximada, vi que “serendipidade” é como chamamos as descobertas felizes que fazemos, aparentemente, por sorte ou acaso. No meu caso, você”.

Era uma semana antes do meu aniversário, e, como de costume, me bateu aquela sensação de poupar as energias para que o novo ano pudesse chegar ainda mais com disposição para que eu pudesse ganhar o mundo. Então, nesse dia – que além de tudo estava gelado, pedindo um edredom, um misto quente e o Netflix ligado –, eu não ia sair de casa.

Fazia algum tempo que não via um amigo e entre minhas oscilações cancerianas de humor e vontades, aceitei ir com ele e outros amigos em um bar de uma cidade próxima a que eu morava. Eu não tinha expectativas nenhuma quanto ao lugar ou ao passeio. Tudo o que eu queria era uma cerveja, uma porção de batatas fritas e uma conversa agradável com aqueles que me cercavam.

Foi quando, antes mesmo de entrar no bar, te vi entre os espaços dos toldos. De imediato, me senti como se estivesse na pista de um show internacional, rodeada de pessoas, mas só conseguisse enxergar um rosto à frente: o seu.

Isso eu nunca te contei, mas na disposição das mesas livres, persuadi meus amigos a escolherem um lugar onde eu pudesse estar ao mesmo tempo mais próxima de ti e, também, que me permitisse te observar. Antes mesmo do primeiro diálogo, eu já te estudava e tentava entender aqui dentro de mim o que é que havia em você para se destacar tanto assim na minha retina.

Passei todos os instantes em que estava no bar te olhando de tempos em tempos, como quem está perto de um ídolo e não consegue tirar os olhos dele. A cada ida sua ao banheiro, um desejo insano de ir até você me seguia e ainda me lembro de quando cruzei contigo na fila do banheiro e, sem explicativa alguma, me estremeci por inteira só de perguntar se iria usá-lo.

Quase no final da noite, um amigo meu arriscou falar contigo e voltou com a notícia de que nunca tinhas ficado com alguma menina, mas que talvez eu pudesse ir falar contigo. Depois disso, sua mesa lotou de companhias masculinas e a minha coragem de ir até você voltou à estaca zero.

Seus olhares direcionados pra mim, acompanhados pelo brilho do teu sorriso, me faziam movimentar os lábios e sorrir pra ti de uma forma tão natural que há tempos eu não sabia como era. Eu já havia desistido dessa história de envolvimentos emocionais há bastante tempo, então descobrir que uma alma conseguia tocar a minha sem nem uma palavra trocada era, ao mesmo tempo, assustador e excitante.

Normalmente, eu não me importaria tanto em descobrir um nome para manter contato com alguém que nem sequer havia “experimentado” o que eu tinha para oferecer, mas com você nada nunca fez muito sentido além do sentir. E foi nos 45 minutos do segundo tempo, na fila do caixa, enquanto você estava atrás mim, que eu tive um segundo de coragem insana, virei para você e perguntei o seu nome.

Mal pisei na calçada do bar e já busquei por você nas redes sociais para tentar te conhecer e entender o que é que tanto tinha em você. O que eu mal sabia, na verdade, era que você já estava abrindo a porta do meu coração e garantindo o seu lugar aqui dentro.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na sua pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.