Nunca imaginei que voltar fosse doer tanto

E dói como aquela dor imaginária de como você queria que tudo fosse, mas não é. A dor da expectativa que não sangra e nem precisa de atendimento médico, mas que parece não ter cura.

Voltar dói porque a vida já não é mais como era, e a gente finge acreditar que tudo ia ser como era antes. E tem doença que machuca mais do que não ter o que você tinha?

A casa já não é mais seu lar, os antigos bares já não têm mais graça, porque acima de tudo, nada vai ser como era antes.

O problema de aprender a voar é que voltar para casa dói e a gente se sente culpado por não querer mais estar em casa, no fundo a gente sabe que o mundo é tão vasto para oferecer apenas um lar.

Aqui tem amor e eu nunca duvidei disso.

Mas as minhas asas querem mais, mais brisa e vento forte, mais dias de sol e tempestade.

Voltar me trouxe a maior guerra civil dentro da cabeça de um ser humano, o maior desencontro de desejos. Logo eu, que quis tanto voltar, já não quero mais ficar aqui.

Será que cresci demais pra não querer desfrutar do que um dia foi a minha maior felicidade? Ou será que sou aquele tipinho que não se contenta com nada?

Por aqui não tem muito o que fazer a não ser continuar remando no barco dos outros, lá ao menos, eu tinha meu próprio barco.

Sair daqui me fez dançar mais leve e aprender a seguir sem música também, me fez reinventar a inspiração que faltava na vida, e me abriu os olhos para a sensação mais incrível do mundo, a liberdade.

Então porque voltar era tão importante? Talvez para ter a certeza que ir não é abandonar, mas sim, continuar voando.

E de todas as dores de voltar, a maior delas é ter que te ver pela tela do celular, ouvir tua voz através de áudios, ter que encarar a volta sem cafuné e sem carinho, não me perder mais nos teus olhos e consequentemente não me achar mais aqui, onde você não está.

 

No seu momento

Muitas das vezes nas quais me perguntaram os motivos de eu nunca ter namorado, eu sempre dei a resposta padrão do “ah, nunca apareceu ninguém”.

Mentira. Já apareceram diversas pessoas. Muitas, inclusive, maravilhosas e que, caso me dessem nova oportunidade hoje, eu certamente consideraria bastante me aventurar na relação. Mas o fato é que, dadas as proporções de minha mentira ao explicar o motivo, torna-se necessária a luz da verdade sobre os acontecimentos. E a verdade é que: eu não estava pronto.

Eu não estou pronto. Sou daquele ingrediente que deve cozinhar sozinho, para depois se juntar à receita. Os motivos disso? Não sei. E, por mais que tenha tentado encontrar diversas explicações, deparei-me sempre com um “espere, não é a hora”.

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No seu tempo

E, agora, você pode me culpar pela covardia, ou entender com admiração que as coisas simplesmente acontecem no tempo certo. Na hora certa, com a pessoa certa.

Sou daqueles românticos bobos que acreditam em alma gêmea, que se apaixonam fácil, que se entregam. E é justamente isso que eu precisava mudar. Eu achei a resposta.

Antes, eu seria capaz de doar a minha vida pelo bem amado. De fazer tudo e me sacrificar em prol da felicidade dele. Eu me anularia completamente para satisfazer as necessidades de meu amor. E isso seria a minha morte, mesmo que em vida.

Viver pelo o outro é morrer. Lenta e dolorosamente. Eu descobri que, antes de amar alguém, eu deveria me amar. Enxergar em mim qualidades que ninguém veria se eu não as visse primeiro. Minha dignidade precisava nascer, aflorar. Dedicar-se tanto a outra pessoa é indigno, é injusto. Comigo e com ele.

O amor não é caridade, não é doação. O amor não é anulação. O amor não é entrega. O amor é a soma de dois amores. E por mais clichê que isso pareça, e por mais vezes que isso já tenha sido dito, parece nunca ser suficiente. Insistimos no erro. Insistimos sempre em acreditar que, para ter alguém do lado, é necessário um calvário de sacrifícios em prol do outro.

Ontem, eu não estava pronto. Hoje também não estou. Talvez eu nunca esteja, e isso não é problema. Não é, porque problemas podem ser resolvidos. O amor, não. Ele só aparece quando você já aprendeu a resolver, sozinho, as dificuldades que a vida te traz.

Você não precisa de outra metade, você já é inteiro. Só precisa descobrir isso. E então o amor chegará. Leve, doce e calmo. Sem cobranças, sem pressões, sem ciúmes, sem tortura. Tudo em paz. Tudo no SEU momento.

 

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24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

O que você fez com aquilo que te fizeram?

Eu estava numa pista escura, sem carro, sem condução nenhuma. Era eu e meus pés. Olhei para todos os lados, para cima e para baixo, e ninguém podia me ouvir, então eu corri sem nem saber a direção. Corri com todo meu fôlego, atingindo a minha velocidade máxima, só para deixar para trás o que me atrasava.

Correr sem uma direção não parece ser uma decisão correta, mas, se precisar, corra e fique longe de tudo que possa te fazer se sentir inferior. Correr não é fugir, não é ser fraco por não encarar. Correr é mostrar que você não precisa mais daquilo. E quando você chegar naquela pista escura, desapegado de tudo que te  decepcionava, olhe para todos os lados, pegue ar e siga na direção correta.

Se precisar, corra para os braços dos seus amigos, para o colo da tua mãe, mas nunca se perca no caminho de se encontrar.

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A gente nunca sabe quem é a próxima pessoa que vai precisar se preencher tirando de você o teu melhor e, na maioria das vezes, não podemos culpá-las. Somos nós os sortudos por não precisarmos usar a escada dos sentimentos para pisarmos neles com a finalidade de atingirmos o topo. No final, toda a humilhação e sofrimento nos fortalece e nos acrescenta experiência.

Cabe a nós sermos diferentes e permanecermos distantes de pessoas que pregam o egoísmo. A solidão é o pior remédio, quem esteve com ela sabe o quão é difícil caminhar sem ajuda. E por mais que vivamos em um mundo cheio de ignorância, devemos filtrar o que chega até nós, pois somos o que somos por tudo aquilo que recebemos. A vida sempre foi uma via de mão dupla.

Lembro que na oitava série tive um professor de filosofia me inspirou muito, e revendo as palavras que eu ia usar nesse texto, e me faz relembrar agora da teoria, de um filósofo chamado Epiruco, sobre felicidade e tristeza. Ele dizia que para cada período de tristeza haveria um período maior de alegria, e assim por diante.

Tristeza é inevitável, mas podemos limitá-la. Foi com esse pensamento que apostei na corrida e na distância. Uma hora ou outra, a vida retribui o que oferecemos a ela.

Já se perguntou “O que você fez com aquilo que te fizeram?”? É disso que esse texto fala. Seja melhor do que foram para e com você.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Se atente aos sinais, isso faz toda a diferença

Tentei ao máximo procurar algum tema relevante para esse texto, fui em busca de algo que me desse alguma inspiração, uma luz, ou simplesmente um sinal do que eu deveria escrever depois de uma semana totalmente complicada.

Fechei os olhos na expectativa de que algum sonho viesse e me atingisse mas não tive sucesso. Foi então que um diálogo preencheu meus pensamentos. Um diálogo que eu evitava reviver a meses mas que já estava na hora de encará-lo. Lembro de olhar para o nada e deixar com que a voz que proferiu essas palavras entrasse nos meus ouvidos e chegasse ao meu consciente. Era a primeira vez que me permitia uma tortura dessa chegar até minha mente. A expectativa era de dor e sofrimento, mas foi algo suave e leve.

Depois de passar alguns minutos repetindo cada palavra, achando a entonação original da fala e recordando minha reação após toda aquela conversa, me revi naquela cena e percebi o quanto aquilo me doeu e o quanto, hoje, sou grata pelas mesmas palavras.

Eu havia passado um grande período realizando as atitudes mais puras que meu coração podia concretizar. Talvez alguns tropeços me impediram de ir ainda mais longe, mas quer mesmo saber? Eu estava dando o meu melhor e tudo que havia feito até então tinha saído do lugar mais sincero que conheço: o meu coração.

Agora continuo fazendo isso, mas direcionando as energias para alguém que se entregou a ponto de aceitar toda a tempestade que corria em minha volta. E olha que essa tempestade quase derrubou a gente.

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Estou agradecendo por aquele diálogo e devo a ele toda a vida que comecei a construir de uns messes para cá.

A gente passa tanto tempo se afogando nas nossas mágoas e imaginando como as coisas poderiam ser diferentes, ficamos tão cegos diante da realidade que não paramos (nem por um segundo) para pensar se aquela experiência e, no meu caso aquele diálogo, serviu de aprendizado.

Tanta coisa que passa na nossa frente e que só aprendemos a observar quando já é tarde demais, e a teoria do tudo tem seu tempo se desfaz completamente. Os sinais estão aí, em todo lugar, nas atitudes, nas palavras, basta você se atentar a eles.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #3 – 6 de Outubro

De volta à rotina que as segundas-feiras oferecem, abro os olhos, mal tenho tempo de pensar e a minha ficha cai com um atraso de 48 horas. Meu peito está apertado. Parece que fizeram um boneco com a minha imagem e começaram a alfinetá-lo exatamente no peito.

Como toda pessoa que se forma, cresce e tem um emprego, eu preciso me levantar, eu preciso escovar os dentes, eu preciso trocar de roupa. Eu preciso abrir a porta e sair pelo estacionamento do Condomínio e me dirigir até o ponto de ônibus. Eu preciso mostrar meu rosto para o mundo, mesmo querendo enterrá-lo no travesseiro e dormir pelo resto da minha vida. Mais do que precisar, eu sou obrigada a cumprir meus deveres e obrigações.

E eu cumpro. Com esse incômodo instalado bem do lado esquerdo do meu peito, eu executo minhas tarefas diárias assim como deveriam ser feitas, mas 90% de mim não está mais aqui. Eu luto contra mim mesma a cada segundo que passa, mas essa guerra já está vencida por mim mesma.

Na luta pra não te procurar, eu falho em menos de 12 horas. Mas é a sua fala – seja ela audível ou legível – que me acalma. Loucura, né? A única pessoa que pode te salvar é a mesma que te destrói.

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Passo a manhã conversando com você, sabendo de você… E apenas a ciência da sua vida já me é suficiente. Eu falho em te procurar, mas, em um segundo, por um instante, tudo pareceu ser bom como era há duas semanas atrás. Como se nada tivesse acontecido.

Dentre as conversas, planos de onde moraremos, de um futuro conjunto e próspero. Da família que eu pensava em construir com você.

Eu sei que não pode ser assim. A escolha foi feita: os caminhos devem ser distintos. Então eu te deixo em paz durante a tarde. Percebo que tirou o last seen do Whatsapp (será que foi por “minha” culpa?) e ainda pior que ver que esteve online há um minuto atrás é não saber quando esteve.

Com o passar das horas, a dor de garganta também decide juntar-se a mim e me enfraquecer ainda mais para continuar essa luta sem você. Minha garganta não aguenta mais guardar tantas emoções, meu corpo não sabe mais ser triste sem adoecer.

Junto com a noite vem o esquadrão mais forte e bem armado. Deitada na minha cama, a falta do que fazer só me lembra do quanto era bom chegar em casa e ter você. Volto a lutar contra eles e, mais uma vez, sou derrotada. Dessa vez eu não deixo a briga ir muito longe e brevemente te desejo mentalmente uma boa noite.

Eu, que costumava ter sono às 21h, agora não consigo me deitar antes das 23h.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Aceita que dói menos

O título desse texto parece frio e agressivo, mas é assim que a gente se sente muitas vezes, não é? Esse lance de ficar se remoendo, se culpando, e, na maioria das vezes, se humilhando, não é para a gente. 

É inevitável o desespero que nos encontramos quando o que julgávamos ser amor, acaba. A dor nos consome e tudo que pensamos em fazer é cumprir nosso papel de culpados e nos ajoelharmos pedindo perdão (por algo que nem cometemos). E então começamos a criar uma série de sentimentos turbulentos no peito que nos impedem de enxergarmos nossa própria essência. Nesse momento, nesse exato momento, esquecemos o orgulho, a dignidade, e até nos esquecemos, colocamos as lágrimas para fora dos olhos e chegamos a implorar para que tudo fique no seu devido lugar. É esse tipo de atitude que você deve evitar. Sua dignidade jogada no lixo não paga nenhum sentimento de amor.tumblr_m492m7i6c31rwur42o1_500

Aceita que dói menos e te poupa mais. A aceitação do término é a paz no coração que você tanto procura, é a parte vazia que te faltava, é o “eu estou bem” e você estar mesmo. Aceita. E não guarda rancor não. Afinal, em algum momento, tudo aquilo deu certo.

Aceita para poder se permitir e se permita aceitar. Agradeça, porque a gente nunca sabe o que a vida nos prepara. É difícil agradecer por ter acabado? Então experimente agradecer por ter acontecido.

Aceita que teu papel na vida daquela pessoa foi exercido e que você não teve culpa nenhuma dos caminhos terem se separado. Evite expor toda sua fraqueza: se sentir humilhado é, definitivamente, a pior sensação do mundo. Entenda que alguma coisa você ensinou a ela, seja a ser mais organizada, seja a gostar de filmes e músicas que só você via graça, seja a como fazer das pequenas coisas, momentos inesquecíveis. Aceita também que você se abasteceu de conhecimento e de felicidade, porque essa mesma pessoa te mostrou o mundo de outro ângulo.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #2 – 5 de Outubro

Eleições. Esse deveria ser meu primeiro pensamento no dia, mas não foi. Assim como em todas as manhãs desde o segundo que me apaixonei por você, meu primeiro pensamento é teu.

No celular, mensagens as quais, pela primeira vez, eu não esperava nenhuma sua. Sempre contrária às minhas intuições, lá estava você querendo saber de mim. Respondi com todo carinho – e uma pontinha de felicidade por você não conseguir manter-se distante – e, com a mesma naturalidade em que te conheci naquele bar quando nossas almas se conectaram, o papo fluiu durante todo o dia e noite.

Engraçado, mas eu ainda não me permiti sentir esse término do que só ameaçou começar.

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Um eu com você #1 – 11 de Julho

“Conhecer você foi como encontrar o prêmio mais valioso de uma competição que eu nem sabia que estava participando. Numa tradução aproximada, vi que “serendipidade” é como chamamos as descobertas felizes que fazemos, aparentemente, por sorte ou acaso. No meu caso, você”.

Era uma semana antes do meu aniversário, e, como de costume, me bateu aquela sensação de poupar as energias para que o novo ano pudesse chegar ainda mais com disposição para que eu pudesse ganhar o mundo. Então, nesse dia – que além de tudo estava gelado, pedindo um edredom, um misto quente e o Netflix ligado –, eu não ia sair de casa.

Fazia algum tempo que não via um amigo e entre minhas oscilações cancerianas de humor e vontades, aceitei ir com ele e outros amigos em um bar de uma cidade próxima a que eu morava. Eu não tinha expectativas nenhuma quanto ao lugar ou ao passeio. Tudo o que eu queria era uma cerveja, uma porção de batatas fritas e uma conversa agradável com aqueles que me cercavam.

Foi quando, antes mesmo de entrar no bar, te vi entre os espaços dos toldos. De imediato, me senti como se estivesse na pista de um show internacional, rodeada de pessoas, mas só conseguisse enxergar um rosto à frente: o seu.

Isso eu nunca te contei, mas na disposição das mesas livres, persuadi meus amigos a escolherem um lugar onde eu pudesse estar ao mesmo tempo mais próxima de ti e, também, que me permitisse te observar. Antes mesmo do primeiro diálogo, eu já te estudava e tentava entender aqui dentro de mim o que é que havia em você para se destacar tanto assim na minha retina.

Passei todos os instantes em que estava no bar te olhando de tempos em tempos, como quem está perto de um ídolo e não consegue tirar os olhos dele. A cada ida sua ao banheiro, um desejo insano de ir até você me seguia e ainda me lembro de quando cruzei contigo na fila do banheiro e, sem explicativa alguma, me estremeci por inteira só de perguntar se iria usá-lo.

Quase no final da noite, um amigo meu arriscou falar contigo e voltou com a notícia de que nunca tinhas ficado com alguma menina, mas que talvez eu pudesse ir falar contigo. Depois disso, sua mesa lotou de companhias masculinas e a minha coragem de ir até você voltou à estaca zero.

Seus olhares direcionados pra mim, acompanhados pelo brilho do teu sorriso, me faziam movimentar os lábios e sorrir pra ti de uma forma tão natural que há tempos eu não sabia como era. Eu já havia desistido dessa história de envolvimentos emocionais há bastante tempo, então descobrir que uma alma conseguia tocar a minha sem nem uma palavra trocada era, ao mesmo tempo, assustador e excitante.

Normalmente, eu não me importaria tanto em descobrir um nome para manter contato com alguém que nem sequer havia “experimentado” o que eu tinha para oferecer, mas com você nada nunca fez muito sentido além do sentir. E foi nos 45 minutos do segundo tempo, na fila do caixa, enquanto você estava atrás mim, que eu tive um segundo de coragem insana, virei para você e perguntei o seu nome.

Mal pisei na calçada do bar e já busquei por você nas redes sociais para tentar te conhecer e entender o que é que tanto tinha em você. O que eu mal sabia, na verdade, era que você já estava abrindo a porta do meu coração e garantindo o seu lugar aqui dentro.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na sua pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Se puder, tenha amigos mais velhos

Ninguém vai te ensinar tanto quanto seus amigos mais velhos. Acredite, eles fazem toda a diferença.

Conhecer pessoas vazias é o mesmo que não conhecer, é por isso que seus melhores amigos devem ser pessoas que te encham de sentimentos e de conhecimento. É fácil ir para balada, dançar até o chão e sorrir a tôa por que está bêbado, é fácil ir para uma festa e escolher o próximo beijo na boca, difícil é sentar na mesa de um bar e falar de amor, debater a crise do país, construir ideias novas sobre sexualidade, se abrir, falar a verdade, chorar. Seus amigos mais velhos vão saber lidar com as suas crises existências, com o término de relacionamento, vão ouvir o seu conceito sobre  redução da maioridade penal, vão discordar de você, e mais, eles vão mudar a forma com que tu vê a sua vida.

Parece banal dizer que pessoas mais velhas podem te mudar tanto, mas não é. A experiência que cada um adquiri é relativa, e talvez você tenha sorte em ter gente que já passou por muito perrengue na vida ao seu lado. Gente que te ensine que perdoar é preciso e te oferecem um mundo de possibilidades para um sábado a noite. Gente que te indica livros, bandas, filmes e séries porque aquele conceito cultural trouxe algo de bom, gente que gosta de transmitir energias positivas, aprenda com seus amigos mais velhos. Eles vão te puxar a orelha e dizer que você está fazendo tudo errado, e se for preciso vão assumir o papel de mãezona do role para te mostrar que naquele momento, você estava sendo um babaca.

Tenha amigos mais velhos

Seus amigos mais velhos vão te chamar para viajar, e vão provar para você que o mundo é bem mais do que você imaginou, serão eles que vão te “desvirginar” com uma serie de coisas que você nunca pensou em fazer na vida.

Absorva os conselhos amorosos, sugue as dicas de comportamento profissional, guarde as mensagens motivacionais, memorize os ditados filosóficos do domingo a noite. Pratique amigos mais velhos na sua vida.

 

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Olá, mundo!

Esta é a primeira publicação de um projeto enorme com muita gente brilhante envolvida.

Não é novidade que informação é algo que todo mundo tem que ter, principalmente os jovens, que estão começando a formar opinião e expressa-las com mais frequência, mas para botar toda opinião própria para fora é preciso conhecimento, mais que isso, experiência.

O Blog Um eu sem você vai discutir e transmitir muita experiência quando o assunto é a falta de alguém, como é que é lidar com a perda de tanta coisa que nos faz bem, será que é possível sobreviver em meio a tanta dor? Acredite meu caro, eu ainda estou aqui.

Nós, os escritores desse aglomerado lugar de conteúdos, vamos expressar toda nossa formação de experiência com vocês. Teremos alguém que já sofreu muito por amor, já foi muito feliz pela mesma doença e hoje, escreve aqui. Tem gente que adquiriu tanta experiência com a vida que quer compartilhar isso com o mundo todo, e tem gente que vai distribuir conhecimento através de temas jamais comentados em um blog para o público jovem: POLÍTICA E ECONOMIA.

Estejam preparados, aqui, a verdade é estampada na cara.