Como foi te esquecer

Venho te contar como foi te esquecer pois te esquecer foi –sem dúvida nenhuma- me ressurgir.

Vocês já se perguntaram como foi esquecer alguém que a gente amou muito? Pois é, eu me perguntei e a resposta veio em forma desse textinho.

Eu achava que eu nunca iria te esquecer, e de certa forma, estava certa, nunca vou te esquecer, eu só mudei meu jeito de lembrar de ti. E isso é o mais importante.

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Vamos usar a palavra “esquecer” nesse texto como uma maneira mais leve de dizer que a gente conseguiu lembrar de alguém de uma forma diferente, esquecemos como aquela paixão nos machucava, e começamos a lembrar do nosso sofrimento de uma forma mais construtiva.

O que então seria “lembrar do nosso sofrimento de uma forma mais construtiva esquecendo de alguém que a gente amou muito?” É exatamente lembrar de alguém sem raiva, sem rancor e sem ressentimentos. Não, isso não vai acontecer em 2,3 meses. Isso vai acontecer quando você decidir fazer do seu término algo construtivo para o seu próximo relacionamento (ou só para você mesmo).

Muitas vezes nos conduzimos a lembrar, pelo menos no começo, de como vamos viver sem aquela pessoa, ou como vamos construir nosso futuro sendo que praticamente TODOS os planos incluía você e ela. Mas depois o tempo vai fazendo o trabalho de fazer a sua vida continuar e você simplesmente está vivendo, e sim, sem aquela pessoa, e quer saber mais? Você tem planos.. e acredite, aquela pessoa não está mais neles.

Te esquecer foi também a aceitação de que eu precisava me livrar de um ciclo que há muito tempo eu insistia em não fechar, colocando a culpa no colo de alguém que provavelmente já estava com esse ciclo fechado. Me lembro qual foi a sensação quando percebi que esse ciclo estava fechado, foi como se magicamente eu te desejasse tudo de mais lindo na vida, me recordo que me perguntaram se eu ainda estava afim de você e por um segundo me peguei pensando em como era difícil responder aquela pergunta, em como eu ainda não conseguia mentir para as pessoas, e então com a maior naturalidade do mundo, assenti com um “cara, tô bem, e espero que ela esteja também”.

Quando vocês começarem a perder a raiva, ou quando vocês reconhecerem o perdão, o esquecimento vem com naturalidade. Foi assim que te esqueci, como se cada ar que eu respirasse fosse tirando você de mim aos poucos e eu não percebia, até que novos ares apareceram.

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Acreditar pode ser sua última esperança

Eu não vou ficar falando de quantas vezes passou pela sua cabeça desacreditar do amor, porque, meu caro, eu sei que foram inúmeras.

Mas eu venho aqui para dizer que você tem todo o direito de se revoltar contra esse sentimento, nada impede você de sair com quem quer que seja, você pode se aventurar por aí e beijar quantas bocas você quiser. E eu não vou negar, o descompromisso é uma das liberdades que você tem e abrir mão dela não é fácil.

Mas será que ninguém no mundo merece a sua segurança, o seu amor limpo, a sua clareza e a sua verdade?

Não sou eu quem vai dizer a hora em que você deve abrir seus olhos e finalmente acreditar no amor e… Sinceramente? A gente só vai acreditar quando estivermos prontos. Talvez só falte alguém. E para você também é só isso, é só a falta de alguém que te faça acreditar, ou talvez seja só o tempo, o tempo certo que te faça acreditar…

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A gente nunca sabe o que pode nos fazer ter fé, mas é importante não perder essa coisa pura que circula dentro do nosso coração. Perder o calor e a paixão vai fazer muitas coisas da sua vida não terem mais sentido. É importante se apaixonar e se doar sempre que achar, se permitir sempre que sentir vontade e acreditar que nem todo mundo é igual.

Eu mesmo sempre acreditei que posso encontrar a garota da minha vida em outro país ou pode ser que a vizinha nova lá do meu prédio me faça perder o juízo. Sei lá, eu sei que é um ato de extrema coragem acreditar nas pessoas. Ou pior, acreditar no amor delas. Ou pior ainda, acreditar no amor delas por você. E eu só estou dando a cara a tapa nesse texto porque é melhor continuar acreditando do que viver por uma caralhada de anos sem achar algum sentido na vida.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Aquele ciclo que chamamos de “fim de namoro”

Eu, você e mais da metade da população mundial já passou por isso. O que muita gente não sabe é que esse ciclo que chamamos de “fim de namoro” serve para alguma coisa. Em especial, serve para fazer você ser uma pessoa melhor, mas antes disso acontecer você vai ser o maior babaca do planeta Terra.

Eu não vou colocar aqui o fim de namoro como algo dramático e doentio, vamos tratá-lo como o título desse texto: um ciclo.

Você namora a pessoa há 1 mês, 3 meses, 9 meses, 4 anos, 10 anos e a única semelhança que todos esses períodos têm é que um dia a contagem vai voltar a estaca zero e você será aquele -1 da matemática. Mas calma, nada que uma soma de fatores não resolva.

O primeiro mês pós-término é quando o ciclo se inicia, é o momento em que você se perde em meio a tantos sentimentos que preenchem seu coração, você sente saudade, raiva, dor, fome, sono, depois perde a fome, fica com insônia, quer se matar, quer procurar a pessoa, quer mostrar que está triste e depois que está feliz – e TUDO isso no FACEBOOK. Quem nunca postou uma foto com os amigos em um rolê super bosta e colocou de legenda: “Que rolê épico, o melhor, manda mais”. Se o ex viu ou não, a gente nunca vai saber, mas o objetivo é claro: EU TO NA MERDA MAS SE VOCÊ ENTRAR NO MEU FACEBOOK VAI VER QUE TÔ MELHOR QUE VOCÊ. É nesse momento que você é o -1.

O segundo mês não se difere muito disso, mas você se sente um pouco mais organizado com suas emoções. A saudade chega a ser sufocante, você olha pro lado e lembra da pessoa, olha pra frente e lembra, você olha para a barraquinha de cachorro quente da esquina e adivinha? Você lembra dela. Mas não dê muita importância, depois dos 6 meses essa coisa de lembrar vai ser bem rara.

No terceiro mês tudo que você precisa é fazer com que tudo que você faz chegue aos ouvidos do ex, e, aí, você continua sendo o -1, mas agora você é um -1 babaca. Eu vejo tanta gente nesse estágio que não sei ao certo quanto tempo essa de “olha aqui, veja como eu tô bem sem você” vai passar.

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A partir do quarto mês MUITA coisa muda, você quer fugir dos seus sentimentos e aí você bloqueia tudo, cada vez que a pessoa vem em sua mente você troca seus pensamentos, você para de passar na frente de lugares que eram tão seus, não veste mais a blusa, a camiseta, ou o colar que ganhou de presente, você evita ouvir músicas que faziam parte da sua história e sua cartilha de filmes se limita em ação e suspense.

É nesse estágio que você começa aceitar melhor a ideia de que não tem mais volta. E aí volta a doer um pouco como nos dois primeiros meses, mas você passa por mais essa numa boa, porque agora você se deu conta que o mundo dos solteiros também tem um lugarzinho para você.

É hora de conhecer gente nova, lugares novos. Enfim, é hora de conhecer o poder da sua autoestima. Conforme você vai saindo e fazendo aquelas loucuras de quem se sente na liberdade, existem pessoas que começam a se interessar por você e a te querer. Agora que você já passou do -1 e está no 0,25 você até se dá a permissão de beijar outras bocas, de cair em outros braços e de trocar ideia com alguém bacana no final da balada, mas ainda assim, meu chapa, a noite vem e quando você deitar sua cabeça no travesseiro seus pensamentos vão se direcionar a apenas uma boca, e, te garanto, não é a mesma boca da balada.

Vai chegar o mês que completará 1 ano que você tirou o status de “relacionamento sério” do facebook e da sua vida. Mas quando esse dia chegar você terá outras preocupações, tais como: trabalho, jantar, qual série assistir, terminar de ler aquele livro do criado mudo, jogar vídeo game, ou sei lá, ficar no whatsapp.

Eu sempre acreditei que você esquece uma pessoa quando simplesmente não lembra mais de datas especiais, não se incomoda mais em usar o presente que ganhou, passa na frente dos lugares que eram tão seus e tudo isso fica um pouco indiferente para você. Seu catálogo de filmes volta a ser os seus romances e suas músicas começam a ter outros sentidos.

Não sou especialista em términos de namoro, mas sei que você passa de um babaca para alguém que cresceu muito emocionalmente. Ultrapassou os dramas, as fotos positivas com objetivo secreto de atingir o ex, você deixou de se sentir pequeno e começou a sentir-se grande.

Você provavelmente descobriu que dormir sozinho nem é tão ruim assim (excetos em domingos chuvosos), que o cinema pode ter graça com um litro de coca e muita pipoca. Você também deve ter dado mais valor aos seus amigos e à sua família, que provavelmente ficaram do seu lado nesse ciclo todo.

Espero que existam muitos ciclos em suas vidas e que vocês possam aprender e a evoluir muito com eles.

Que o cronômetro recomece.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Tempo certo

Era sexta-feira e o meu coração estava com uma vontade exagerada de mandar sinais para o cérebro deixar meu corpo ficar o dia todo na cama. Ao olhar pela janela, não havia sequer uma fresta colorida de azul no céu que estava nublado. Aos poucos pude perceber que a cidade era uma espécie de capital cinza e colorida, ao mesmo tempo.

Coloco um pé no chão e, similar a colocar o dedo na tomada e sentir a corrente elétrica correndo da cabeça aos pés, senti uma onda de ansiedade percorrer todo o meu corpo. Era como se minha alma já soubesse que, naquele dia, minha vida inteira mudaria.

Sem pressa, me arrumo e realizo todas as minhas tarefas diárias. O tempo passa, mas a angústia não. E pior do que viver um dia de angústia, é não saber o motivo dessa agonia que parece ter duas mãos extremamente fortes posicionadas bem em cima do peito.

Enquanto espero o ônibus, faço uma lista mental de todas as razões que poderiam me levar a sentir esse medo e felicidade, tudo junto e misturado.

– Aniversário de alguém especial? Não. Entrega de um trabalho importante? Não. Algum event…

Até que o ônibus chega e, num susto de volta à realidade, interrompe minhas indagações. O transporte estava tão lotado que acabo esquecendo o quanto meu coração estava prestes a transbordar de algo que eu nem sequer conseguia descobrir o que.

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Mesmo entediada, conforme as horas passavam e meu dia era ocupado por obrigações, mais eu conseguia tirar do foco o que meu coração havia decidido gritar desde a hora em que acordei, mas eu, leiga na linguagem da saudade, não consegui decifrar.

No caminho de volta pra casa, enquanto navegava pelas redes sociais em busca de qualquer distração até chegar ao meu destino final – minha cama –, me dei conta que era dia dos namorados. Nessa hora, todos os casais e o excesso da dosagem adocicada em cada um – fosse pelas ruas ou pelas postagens – fez sentido. Mesmo que, pra mim, não passasse de mais uma sexta-feira como outra qualquer.

Isso até o momento em que, em casa, abri a caixa do correio e me deparei com uma correspondência sem remetente. Eu andava tão esquecida que até olhei no calendário para confirmar que não estava esquecendo nada. E realmente não estava.

Sentada no meu quarto, abro o envelope branco e, nele, encontro nada além do que um papel dobrado com tanto cuidado que parecia ter sido feito milimetricamente planejado para que suportasse as mãos suadas, geladas e rápidas dos correios.

Quando o abri, puder notar que não reconhecia a letra. Conforme realizava a leitura, as lágrimas começaram a escorrer tão naturalmente quanto as minhas mãos buscavam pelas tuas quando dividíamos a cama – e a vida.

Na carta, você tentava ser breve ao me atualizar com tudo que eu já sabia sobre você, mesmo que eu não tivesse ouvido nada de você durante todo esse tempo. Ao final, você me pedia desculpas por, na época em que terminamos, não ter tido coragem para estar comigo, me tirava a dúvida e me enchia com a certeza de que também esteve pensado em mim… E, mais do que isso, me dava o aviso que naquela noite iria chegar na cidade que eu escolhi como lar. Você finaliza a carta com seu novo número e dizia que se eu quisesse poderia te ligar para nos encontrarmos.

Eu esperei tanto tempo por isso que todo esse tempo de espera me faz hesitar se te procurava ou não. É que eu não conseguiria te ver indo embora mais uma vez, sabe? Eu demorei tanto tempo para conseguir me reerguer que, talvez, eu não estivesse pronta ainda para me permitir fragilizar o coração por alguém novamente. Principalmente se esse alguém fosse você.

Tomo uma, duas, três cervejas e todo o amor que eu sentia no dia em que decidiu seguir sem mim me toma as mãos e te ligo. Quando você atende, quase me lembro de que quase tinha esquecido a sua voz e tenho que me concentrar para não mostrar meu nervosismo e gaguejar.

Marcamos de nos encontrarmos em uma pizzaria que não era tão boa quanto àquela que comíamos quando eu te visitava, mas engoli tanto as palavras nos últimos meses que até mesmo o gosto de algumas comidas acabou mudando.

Em meio aos risos, sorrisos e a vontade constante de te pegar pelos braços e puxar para dentro do meu abraço, você acaba confessando que, assim como eu, tem acompanhado minha “vida” por algumas redes sociais e que cansou de lutar contra nós. Antes que você terminasse a frase, eu já não conseguia pensar me nada.

Quando vi, estava com as mãos no seu pescoço e preparada para encostar os meus lábios nos teus. Nesse segundo, com você bem à minha frente me mostrando mais uma vez todos os motivos pelos quais me apaixonei por você, eu não queria saber de nada. Não queria explicativas, justificativas, e nem mesmo declarações. Eu só queria você.

Naquele segundo, eu não pensava em nada. Nada além de que, realmente, as coisas – e até mesmo o amor – têm seu tempo certo. E, talvez, naquele dia fosse a nossa hora de começarmos a ser felizes.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Um eu sem você #3 – 6 de Outubro

De volta à rotina que as segundas-feiras oferecem, abro os olhos, mal tenho tempo de pensar e a minha ficha cai com um atraso de 48 horas. Meu peito está apertado. Parece que fizeram um boneco com a minha imagem e começaram a alfinetá-lo exatamente no peito.

Como toda pessoa que se forma, cresce e tem um emprego, eu preciso me levantar, eu preciso escovar os dentes, eu preciso trocar de roupa. Eu preciso abrir a porta e sair pelo estacionamento do Condomínio e me dirigir até o ponto de ônibus. Eu preciso mostrar meu rosto para o mundo, mesmo querendo enterrá-lo no travesseiro e dormir pelo resto da minha vida. Mais do que precisar, eu sou obrigada a cumprir meus deveres e obrigações.

E eu cumpro. Com esse incômodo instalado bem do lado esquerdo do meu peito, eu executo minhas tarefas diárias assim como deveriam ser feitas, mas 90% de mim não está mais aqui. Eu luto contra mim mesma a cada segundo que passa, mas essa guerra já está vencida por mim mesma.

Na luta pra não te procurar, eu falho em menos de 12 horas. Mas é a sua fala – seja ela audível ou legível – que me acalma. Loucura, né? A única pessoa que pode te salvar é a mesma que te destrói.

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Passo a manhã conversando com você, sabendo de você… E apenas a ciência da sua vida já me é suficiente. Eu falho em te procurar, mas, em um segundo, por um instante, tudo pareceu ser bom como era há duas semanas atrás. Como se nada tivesse acontecido.

Dentre as conversas, planos de onde moraremos, de um futuro conjunto e próspero. Da família que eu pensava em construir com você.

Eu sei que não pode ser assim. A escolha foi feita: os caminhos devem ser distintos. Então eu te deixo em paz durante a tarde. Percebo que tirou o last seen do Whatsapp (será que foi por “minha” culpa?) e ainda pior que ver que esteve online há um minuto atrás é não saber quando esteve.

Com o passar das horas, a dor de garganta também decide juntar-se a mim e me enfraquecer ainda mais para continuar essa luta sem você. Minha garganta não aguenta mais guardar tantas emoções, meu corpo não sabe mais ser triste sem adoecer.

Junto com a noite vem o esquadrão mais forte e bem armado. Deitada na minha cama, a falta do que fazer só me lembra do quanto era bom chegar em casa e ter você. Volto a lutar contra eles e, mais uma vez, sou derrotada. Dessa vez eu não deixo a briga ir muito longe e brevemente te desejo mentalmente uma boa noite.

Eu, que costumava ter sono às 21h, agora não consigo me deitar antes das 23h.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Aceita que dói menos

O título desse texto parece frio e agressivo, mas é assim que a gente se sente muitas vezes, não é? Esse lance de ficar se remoendo, se culpando, e, na maioria das vezes, se humilhando, não é para a gente. 

É inevitável o desespero que nos encontramos quando o que julgávamos ser amor, acaba. A dor nos consome e tudo que pensamos em fazer é cumprir nosso papel de culpados e nos ajoelharmos pedindo perdão (por algo que nem cometemos). E então começamos a criar uma série de sentimentos turbulentos no peito que nos impedem de enxergarmos nossa própria essência. Nesse momento, nesse exato momento, esquecemos o orgulho, a dignidade, e até nos esquecemos, colocamos as lágrimas para fora dos olhos e chegamos a implorar para que tudo fique no seu devido lugar. É esse tipo de atitude que você deve evitar. Sua dignidade jogada no lixo não paga nenhum sentimento de amor.tumblr_m492m7i6c31rwur42o1_500

Aceita que dói menos e te poupa mais. A aceitação do término é a paz no coração que você tanto procura, é a parte vazia que te faltava, é o “eu estou bem” e você estar mesmo. Aceita. E não guarda rancor não. Afinal, em algum momento, tudo aquilo deu certo.

Aceita para poder se permitir e se permita aceitar. Agradeça, porque a gente nunca sabe o que a vida nos prepara. É difícil agradecer por ter acabado? Então experimente agradecer por ter acontecido.

Aceita que teu papel na vida daquela pessoa foi exercido e que você não teve culpa nenhuma dos caminhos terem se separado. Evite expor toda sua fraqueza: se sentir humilhado é, definitivamente, a pior sensação do mundo. Entenda que alguma coisa você ensinou a ela, seja a ser mais organizada, seja a gostar de filmes e músicas que só você via graça, seja a como fazer das pequenas coisas, momentos inesquecíveis. Aceita também que você se abasteceu de conhecimento e de felicidade, porque essa mesma pessoa te mostrou o mundo de outro ângulo.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.