Cuidado com a falsa felicidade

Penso que, na vida, a felicidade pode se apresentar das mais variadas maneiras. Desde as coisas mais simples até os maiores acontecimentos. Mas a felicidade é um produto caro, legítimo e único de sua espécie. E como raridade, muitas vezes acabamos comprando gato por lebre e levamos para casa a ilusão de “ser feliz”.

A verdade é que ninguém É feliz. E isso não é um poema parnasiano. Não pense em se matar agora porque eu te disse que ninguém É feliz. Isso já é um conceito batido. Todos sabemos que nós ESTAMOS felizes, como nós podemos ESTAR tristes ou cansados.

A felicidade, em si, é um conceito temporário e mensurável. Uma pessoa pode ter momentos felizes, muitos momentos felizes ou apenas a ilusão de que está feliz, pois, naquele momento, ela esquece de parte de seus problemas.

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Na verdade, a felicidade pode ser entendida como um estado de espírito elevado, uma sensação de plena paz espiritual que nada parece atrapalhar. Entretanto, a felicidade pode ser confundida, facilmente, com a ilusão da felicidade.

O conceito é simples: a pessoa sente-se feliz não por estar experimentando a paz de espírito, mas sim menos triste por esquecer dos problemas, por estar, temporariamente, preenchendo o inóspito espaço que existe dentro dela. Seja com drogas, álcool ou outros vícios que, em geral, não contribuem para o desenvolvimento do ser e o crescimento da consciência.

A ilusão da felicidade é barata, pode ser encontrada em qualquer esquina, em qualquer balada, em qualquer forma de fugir daquilo que se espera de sua própria vida. Veja, a falsa felicidade é tão perigosa, mas tão perigosa, que funciona como um atoleiro. As pessoas se afundam cada vez mais nela. Cada vez mais baladas, cada vez mais bebidas e cada vez menos paz de espírito.

Há uma desconstrução do ser. Ao passo que se avança rumo às ilusões, a tristeza aumenta, a ausência aumenta, a falta aumenta e tudo se torna cada vez mais escuro e solitário.

Fugir dos problemas, acreditar no efêmero, escapar… Esses não são remédios e não são a cura que a alma precisa. Antes de tudo, precisamos aceitar o que se passa em nossa vida, entender os motivos, aprender as lições. Agradecer.

Você merece a felicidade verdadeira. Mas fica difícil encontrá-la quando você escolhe viver na mentira.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.
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Que a maré sempre permita calmaria

É estranho te chamar de pequena, até mesmo porque temos quase o mesmo tamanho, mas é como se eu pudesse me tornar gigante para te defender de tudo que te atormenta, é como se eu tivesse uma espada e, então, eu enfrentasse tudo. Que loucura, né? Bem quando eu estava frágil, tive que ser forte para te salvar.

Antes de chegar até você, quase te afundei na tempestade que enfrentei. A minha maré estava me afogando e por pouco não te levou. Fico imaginando que o fundo do oceano foi a profundidade exata para entender que quem estava precisando de ajuda era você. Naveguei contra ventos dos quatro cantos do mundo e naufraguei em ilhas que nem no mapa se encontra. Eu demorei, pequena, mas cheguei

Te encontrei pela metade, incompleta, te encontrei pequena, mas ando tentando te fazer grande. Queria te dizer que a vida é assim mesmo, uma hora ela decepciona, outra surpreende.

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Pequena, espero que entenda que tudo que posso te oferecer vem de dentro e às vezes é mais complicado que física quântica, mas vê se desvenda esses cálculos que tanto me confundem, porque matemática nada mais é do que achar soluções, então que você seja o resultado exato, e, se não for, formule um novo problema que se encaixe em mim.

Não precisa complicar, dizer que a insegurança te persegue, que o medo não te deixa dormir ou que a saudade te faz pensar em desistir. Tem certas coisas que o destino não falha e mesmo que eu te fale milhões de vezes que não é para ser, se a teoria dos opostos se atraem estiver certa, é claro que vai ser.

Velejei tanto para te levar comigo que por frações de segundo me pego pensando que a recompensa é ver você por aqui, deitada na minha cama, reclamando que ainda é cedo pro dia nascer e que talvez cancele os compromissos de hoje, afinal, hoje é um daqueles dias que a maré permite a calmaria.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

O que você fez com aquilo que te fizeram?

Eu estava numa pista escura, sem carro, sem condução nenhuma. Era eu e meus pés. Olhei para todos os lados, para cima e para baixo, e ninguém podia me ouvir, então eu corri sem nem saber a direção. Corri com todo meu fôlego, atingindo a minha velocidade máxima, só para deixar para trás o que me atrasava.

Correr sem uma direção não parece ser uma decisão correta, mas, se precisar, corra e fique longe de tudo que possa te fazer se sentir inferior. Correr não é fugir, não é ser fraco por não encarar. Correr é mostrar que você não precisa mais daquilo. E quando você chegar naquela pista escura, desapegado de tudo que te  decepcionava, olhe para todos os lados, pegue ar e siga na direção correta.

Se precisar, corra para os braços dos seus amigos, para o colo da tua mãe, mas nunca se perca no caminho de se encontrar.

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A gente nunca sabe quem é a próxima pessoa que vai precisar se preencher tirando de você o teu melhor e, na maioria das vezes, não podemos culpá-las. Somos nós os sortudos por não precisarmos usar a escada dos sentimentos para pisarmos neles com a finalidade de atingirmos o topo. No final, toda a humilhação e sofrimento nos fortalece e nos acrescenta experiência.

Cabe a nós sermos diferentes e permanecermos distantes de pessoas que pregam o egoísmo. A solidão é o pior remédio, quem esteve com ela sabe o quão é difícil caminhar sem ajuda. E por mais que vivamos em um mundo cheio de ignorância, devemos filtrar o que chega até nós, pois somos o que somos por tudo aquilo que recebemos. A vida sempre foi uma via de mão dupla.

Lembro que na oitava série tive um professor de filosofia me inspirou muito, e revendo as palavras que eu ia usar nesse texto, e me faz relembrar agora da teoria, de um filósofo chamado Epiruco, sobre felicidade e tristeza. Ele dizia que para cada período de tristeza haveria um período maior de alegria, e assim por diante.

Tristeza é inevitável, mas podemos limitá-la. Foi com esse pensamento que apostei na corrida e na distância. Uma hora ou outra, a vida retribui o que oferecemos a ela.

Já se perguntou “O que você fez com aquilo que te fizeram?”? É disso que esse texto fala. Seja melhor do que foram para e com você.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Existe amor na política – Acredite

Escrevo num blog no qual a maioria dos posts fala sobre amor. Então, o que venho eu fazer aqui falando de política? Bem, você pode não perceber, mas a política influencia diretamente todas as suas paixões.

Somos seres humanos dotados de plenos conhecimentos científicos, comportamentais e até mesmo espirituais. Temos nossas vontades, desejos, paixões, preguiças… Coisas pelas quais só nós podemos viver e dar significado a elas. Pois bem.

Como seres humanos, a convivência em sociedade é fator quase obrigatório para nós. Temos que cooperar voluntária e coercitivamente (por meio do Estado) para que haja progresso científico, material e pessoal. E, até hoje, ainda não descobrimos outro modo de organizar a nossa vida em sociedade que não seja pela política.

Seja você um democrata, um minarquista, um republicano, um parlamentarista ou até mesmo um anarquista, você é um ser político (se for socialista você só é mal informado mesmo). E até que você nunca tenha se envolvido com ela diretamente, ela está envolvida diretamente com você.

“Mas Léo, eu sou um apaixonado por artes… O que minha paixão tem a ver com política?” – Para responder, é simples. Volte à ditadura militar. A censura é só um exemplo de como a política pode interferir na arte. Nos dias de hoje, tente comprar materiais importados para produzir suas peças. Com o dólar a R$ 3,00, é quase mais barato comprar um legítimo Picasso.

E não é só aí. A política influencia no seu futebol, na programação da TV, na qualidade do seu ensino, na comida que chega na sua mesa. Você já é um ser político, ferinha. Aceita que dói menos.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

O poder de mudar uma nação está nas mãos de cada indivíduo.

Temos um grande problema cultural em nosso país: as pessoas não acreditam na importância delas e da política, acham que “somente eu não mudo nada”… E aí vamos vivendo uma onda de violência endêmica, sistêmica. O estado nos mutila, a impunidade nos mutila, os impostos nos mutilam. E a gente só reclama, reclama e reclama. Vou te contar um segredo: reclamar não muda absolutamente nada. Nadica de nada. Só faz de você um chato.

Quer mudar a realidade? Faça política. Como? Converse com as pessoas. Espalhe ideias. Conheça teorias, saiba o que você está falando. Não adianta ser um ser político sem opiniões próprias, sem conhecer o que você fala. Envolva-se com paixão. Tenha candidatos. Vote. Ou não vote, mas saiba dizer exatamente os motivos pelos quais você não está votando.

Estamos no meio de uma crise, é inegável. Seja você governista ou não, o que você está fazendo para mudar o atual cenário no qual vivemos? Ou vai me dizer que você está seguindo sua vida normalmente? Está? Sério? Já tentou ir ao supermercado? Já pagou a conta de luz 100% mais alta este mês? Cancelou a viagem a Orlando porque o dólar subiu descontroladamente? Já cortou alguns rolês porque simplesmente o dinheiro não está dando? Se você respondeu que sim a qualquer uma dessas perguntas, a crise já te afetou. E, carinha, você também é responsável por ela. Seja por sua conivência com o governo, ou seja por sua abstinência em fazer política. Por qualquer um dos dois motivos, você também é responsável. Então comece hoje a fazer a sua parte. Tome um partido, faça uma escolha. Seja responsável pela sua realidade e por mudar aquilo que você acha que precisa ser mudado. Comece localmente, na sua casa. E deixe crescer. O mundo precisa de pessoas que acreditam, e eu acredito que você possa fazer a diferença.

Suas paixões estão diretamente ligadas a tudo o que vivemos. Está na hora de você perceber que existe amor na política, sim.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Um eu sem você #1 – 4 de Outubro

Sempre gostei de sábados. Pra mim, é o dia oficial da semana em que posso dormir tarde e acordar ainda mais tarde, com uma eterna sensação de dever cumprido.

Neste dia, ele deveria ter sido como qualquer outro sábado: eu deitaria tarde na sexta-feira, fosse por ter saído com meus amigos, ou por ter ficado até altas horas falando com você ou simplesmente vendo um filme. Mas não, tive que desligar o celular para dormir (coisa que fiz contáveis vezes em toda a minha vida). Ou melhor, tive que me desligar dele.

Se não fizesse assim, continuaria observando seu last seen no Whatsapp e sua foto de perfil enquanto escrevia e apagava frases desconexas que só faziam sentido dentro da minha cabeça e do meu coração.

Era véspera das eleições e, meu Deus, quem em sã consciência pensa tanto em amor quando o foco do fim de semana é a política brasileira? Ou ao contrário: quem consegue pensar em política quando o amor está latente?

Quando abro os olhos, já sabia que sua ausência estaria gritante, mas minha esperança cega me faz religar o aparelho só para confirmar que não, não tem nada teu. Com o tempo e as frustações constantes eu estampei na minha cara e pra vida toda uma realidade que, hoje, aceito em paz: Quem nasceu pra ser passagem jamais será ponto de chegada.

Mas por que é que eu fui deixar você ser tão gigante dentro de mim a ponto de me invadir plenamente, roubando até mesmo o espaço que eu dava pra minha insegurança e me fazendo somente sua? Por que eu fui acreditar, mais uma vez, que seria diferente? Nunca é.

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Correndo contrária à minha vontade de saber de você, desligo novamente o celular mas você logo comenta em alguma atualização minha no Facebook e suponho que me procuraria. Assim, religo o aparelho e lá estavam suas mensagens desesperadoras pedindo pra que eu te atendesse.

Do outro lado da linha, você estava aos prantos, de uma forma que, do lado de cá, a única coisa que eu queria era poder correr para o seu lado e ser o seu porto para você desaguar todo esse mar dos olhos.

Após algum tempo o seu choro diminui e você consegue me explicar o motivo desse teu mar estar agitado: achar que eu seria capaz de seguir em frente, sem você, tão rapidamente e, ainda, sua mãe.

Foram três horas de conversa e ainda hoje, sete meses depois, sinto como se não tivesse falado tudo. Ou ao menos eu não falei. Afinal, era para eu passar uma vida inteira te ouvindo e falando com você.

Sua decisão torna-se inalterável: desistir dos sonhos que mal começamos a construir, dos sentimentos, dos planos, do carinho e desse amor. Você alega ser o melhor pra nós, mas eu sei que, na verdade, é o melhor pra você, não pra mim.

Em meio às ilusões de que tudo um dia ficará bem e de que nos reencontraremos pela vida, indiretamente não me permito aceitar essa realidade. Como quem foge de si mesmo durante a fase da negação, meu consciente não reage e poucas lágrimas caem.

É sábado à noite, o que mais eu poderia fazer para não te procurar além de tomar um banho e sair? Encontro-me com uma amiga e, dentro de mim, parecia como se nada tivesse acontecido, mesmo a maior pauta do encontro ser você. Ela me consola, me ouve e divide as suas experiências em meio às garrafas de cerveja em cima da mesa.

Prolongo a noite encontrando outro amigo e indo até uma festa com outros tantos rostos conhecidos – quando, na verdade, era o seu que eu queria encontrar – e estendo meu sábado para o domingo, até às cinco da manhã.

Eu, o álcool, a madrugada e a ilusão de que tudo ficará bem – com a gente.

Continua...

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele que gruda na sua pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Se encontre antes de encontrar alguém

É comum a gente se preencher de gente que não nos preenche, mesmo porque ninguém pode fazer por você o que você julga ser impossível fazer sozinho. Se completar.

É triste perceber que olhar para dentro de si, na maioria das vezes, só acontece quando nos sentimos sozinhos, ou quando a corda que nos segurava e que nos mantinha em pé, se solta. É nessa hora, do caminho da altura da corda até nosso corpo chegar ao chão que começamos a enxergar nosso eu interior.se encontre antes de encontrar alguem

É também na solidão da queda que você estabelece uma conexão consigo mesmo, talvez por isso a escuridão seja tão assustadora. É hora de você se encontrar no teu próprio olhar, descobrir os planos que eles carregam, olhe para sua boca, repare nos seus dentes e perceba o que pode te fazer mostra-los. Se olhe, vá mais fundo, defina suas qualidades, seus talentos, se organize para praticar o seu reencontro.

Não adianta se antecipar e tapar os buracos do coração com areia fofa, uma hora você vai pisar nesse monte e vai se afundar, pior, vai levar quem está por baixo junto. Saiba gostar da sua companhia, assista um filme e debata, discuta um livro, entenda que a tua felicidade consiste no amor que você tem por quem você é.

E então vai ser nessa hora – quando sentirmos que não somos tão ruins assim – que vamos conseguir mostrar nosso verdadeiro eu, e então encontraremos outra corda, que vai nos manter leve e nos equilibrar, porque dessa vez sabemos que se a corda vir a se soltar, teremos a nossa própria de reserva.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

O amor é tudo aquilo que nós dissemos que não era

O amor não é saudade, é presença mesmo na distância entre dois corpos que não podem dividir o mesmo ar. Não é sonhar e aspirar pelo mesmo, mas podermos somar e multiplicar todos os sonhos.

Amar não é escrever cartas românticas a todo instante, mas encontrar alguém que saiba e consiga te ler mesmo nos dias em que nenhuma palavra sai de ti. Não é lembrar-se de datas “especiais”, muito menos espera-las para presentear àquele que se ama, mas sim transformar o dia a dia do outro, durante todos os dias.

O amor também não é aquilo que lhe dá paz, nem tampouco um furacão. É simplesmente sentir a presença do outro como se a brisa do mar estivesse a soprar seu coração. Não é aquecer nas noites frias, é sentir-se suficientemente bem com a companhia do outro para não sentir calor em excesso, muito menos frio.

O amor não é paciente, é compreensivo. Só é preciso tolerar aquilo que não compreendemos, o que é compreendido é respeitado e aceito. Não é encontrar o seu equilíbrio em alguém, mas andar constantemente em uma corda bamba que pode se soltar a qualquer segundo – basta a outra pessoa, ou você, decidir soltar uma das pontas.

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Para amar, não é preciso entregar seu coração nas mãos de alguém, mas sim alugar um espaço dentro do teu peito para alguém que já o conquistou. Não é lamentar durante todos os dias que antecedem o encontro, mas agradecer por ter encontrado alguém bom o suficiente para mexer com os cantos dos teus lábios.

Não é esquecer os problemas enquanto tomam um café num domingo à tarde, mas ter um par a mais de mãos te ajudando a resolvê-los. Não é perder noites de sono pelas brigas ou pela euforia da felicidade em ter alguém, mas dormir como um bebê após ser ninado pela mãe. É descansar em paz para que o tempo corra ainda mais depressa.

Não é mentir ou omitir parte das suas histórias para evitar despertar desconfianças no outro, mas saber que ele não te julgará. Pelo contrário, sentará contigo em uma mesa de bar e dará risada das mesmas coisas que você.
Não é ceder a sua jaqueta para que o outro se esquente enquanto você tenta não demonstrar estar tremendo de frio, mas sim levar um agasalho a mais no caso dela ter se produzido tanto para te impressionar – mesmo que nós saibamos que ela ficaria linda até mesmo com a maquiagem borrada, o cabelo bagunçado e de pijamas – que tenha se esquecido do essencial.

Também não é esperar encontrar alguém igual a ti, com os mesmos gostos e preferências. Assim como não é, também, encontrar alguém totalmente oposto à você. Talvez o amor seja encontrar alguém que simplesmente faça sua vida um pouco mais colorida, independentemente das suas crenças e anseios.
Amar, por fim, não é obstáculo. O amor é solução. Por isso, quando houver empecilhos demais, desconfie. Esse sentimento pode ser qualquer coisa, menos amor.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na minha pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.