Se não te vejo por fora, porque vive aqui dentro?

Se já não vive fora, porque me atormenta por dentro? É bobagem pensar que quem não cruza mais com teu caminho, ainda cruza com seu coração?

Eu já não te vejo fora, mas o importante é não te ver mais aqui dentro.

A gente não se conhece mais, e não fazemos mais questão de nos conhecermos, a nossa soma não acrescenta mais. Conseguimos deixar o nosso um mais um no negativo. E é isso e ponto. Não precisamos mais das tardes nos descobrindo, explorando nosso universo, não tem mais lugar para isso, – e mesmo que tenha, quem poderia ocupa-lo melhor que você?

O tempo passou e nem se quer restou palavras para a despedida, simples como escrever uma história e aí quando ela ficasse chata, passasse a borracha, ou inventasse um desfecho mais rápido. Não teve diálogo nem sinal de fumaça, foi oito ou oitenta, foi você lá fora e você aqui dentro.

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Quanto mais temos certeza de que o fim foi o certo e que a vida está repleta de coisas maravilhosa para experimentarmos sem a presença do outro, mais ficamos enganados por puro ego de que vamos conseguir sem o outro. Obviamente a gente consegue, mas é porque ele está fora, fora dos nossos planos futuros, fora das nossas viagens espaciais por universos distantes, fora de cogitação.

Mas e quando o apego do “estar lá fora” se confronta com a dura e difícil realidade de que quem está lá fora, também está dentro da gente.

A nossa ilusão tem os pés amarrados na falsa ideia de que o que realmente importa é sobreviver sem o outro, é sair para encontrar os amigos e não sentir falta, é se jogar na pista de dançar e beijar quem der na telha. Mas e quando resolvermos tirar quem está fora, de dentro da gente?

A ideia parece absurda, mas tem gente querendo – e muito – ter um lugar para dormir no nosso sofázinho interno.  Então, como é que a gente tira alguém de dentro da gente sem que essa pessoa nos leve também?

Todo o sentido do ciclo da vida é deixar ir para que, em algum momento, algo de bom possa vir. E para algo bom vir, ele precisa de um sofázinho aconchegante e espaçoso para fazer sua morada, se não, ninguém vai conseguir deitar nele para dormir bem.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.
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Aquele ciclo que chamamos de “fim de namoro”

Eu, você e mais da metade da população mundial já passou por isso. O que muita gente não sabe é que esse ciclo que chamamos de “fim de namoro” serve para alguma coisa. Em especial, serve para fazer você ser uma pessoa melhor, mas antes disso acontecer você vai ser o maior babaca do planeta Terra.

Eu não vou colocar aqui o fim de namoro como algo dramático e doentio, vamos tratá-lo como o título desse texto: um ciclo.

Você namora a pessoa há 1 mês, 3 meses, 9 meses, 4 anos, 10 anos e a única semelhança que todos esses períodos têm é que um dia a contagem vai voltar a estaca zero e você será aquele -1 da matemática. Mas calma, nada que uma soma de fatores não resolva.

O primeiro mês pós-término é quando o ciclo se inicia, é o momento em que você se perde em meio a tantos sentimentos que preenchem seu coração, você sente saudade, raiva, dor, fome, sono, depois perde a fome, fica com insônia, quer se matar, quer procurar a pessoa, quer mostrar que está triste e depois que está feliz – e TUDO isso no FACEBOOK. Quem nunca postou uma foto com os amigos em um rolê super bosta e colocou de legenda: “Que rolê épico, o melhor, manda mais”. Se o ex viu ou não, a gente nunca vai saber, mas o objetivo é claro: EU TO NA MERDA MAS SE VOCÊ ENTRAR NO MEU FACEBOOK VAI VER QUE TÔ MELHOR QUE VOCÊ. É nesse momento que você é o -1.

O segundo mês não se difere muito disso, mas você se sente um pouco mais organizado com suas emoções. A saudade chega a ser sufocante, você olha pro lado e lembra da pessoa, olha pra frente e lembra, você olha para a barraquinha de cachorro quente da esquina e adivinha? Você lembra dela. Mas não dê muita importância, depois dos 6 meses essa coisa de lembrar vai ser bem rara.

No terceiro mês tudo que você precisa é fazer com que tudo que você faz chegue aos ouvidos do ex, e, aí, você continua sendo o -1, mas agora você é um -1 babaca. Eu vejo tanta gente nesse estágio que não sei ao certo quanto tempo essa de “olha aqui, veja como eu tô bem sem você” vai passar.

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A partir do quarto mês MUITA coisa muda, você quer fugir dos seus sentimentos e aí você bloqueia tudo, cada vez que a pessoa vem em sua mente você troca seus pensamentos, você para de passar na frente de lugares que eram tão seus, não veste mais a blusa, a camiseta, ou o colar que ganhou de presente, você evita ouvir músicas que faziam parte da sua história e sua cartilha de filmes se limita em ação e suspense.

É nesse estágio que você começa aceitar melhor a ideia de que não tem mais volta. E aí volta a doer um pouco como nos dois primeiros meses, mas você passa por mais essa numa boa, porque agora você se deu conta que o mundo dos solteiros também tem um lugarzinho para você.

É hora de conhecer gente nova, lugares novos. Enfim, é hora de conhecer o poder da sua autoestima. Conforme você vai saindo e fazendo aquelas loucuras de quem se sente na liberdade, existem pessoas que começam a se interessar por você e a te querer. Agora que você já passou do -1 e está no 0,25 você até se dá a permissão de beijar outras bocas, de cair em outros braços e de trocar ideia com alguém bacana no final da balada, mas ainda assim, meu chapa, a noite vem e quando você deitar sua cabeça no travesseiro seus pensamentos vão se direcionar a apenas uma boca, e, te garanto, não é a mesma boca da balada.

Vai chegar o mês que completará 1 ano que você tirou o status de “relacionamento sério” do facebook e da sua vida. Mas quando esse dia chegar você terá outras preocupações, tais como: trabalho, jantar, qual série assistir, terminar de ler aquele livro do criado mudo, jogar vídeo game, ou sei lá, ficar no whatsapp.

Eu sempre acreditei que você esquece uma pessoa quando simplesmente não lembra mais de datas especiais, não se incomoda mais em usar o presente que ganhou, passa na frente dos lugares que eram tão seus e tudo isso fica um pouco indiferente para você. Seu catálogo de filmes volta a ser os seus romances e suas músicas começam a ter outros sentidos.

Não sou especialista em términos de namoro, mas sei que você passa de um babaca para alguém que cresceu muito emocionalmente. Ultrapassou os dramas, as fotos positivas com objetivo secreto de atingir o ex, você deixou de se sentir pequeno e começou a sentir-se grande.

Você provavelmente descobriu que dormir sozinho nem é tão ruim assim (excetos em domingos chuvosos), que o cinema pode ter graça com um litro de coca e muita pipoca. Você também deve ter dado mais valor aos seus amigos e à sua família, que provavelmente ficaram do seu lado nesse ciclo todo.

Espero que existam muitos ciclos em suas vidas e que vocês possam aprender e a evoluir muito com eles.

Que o cronômetro recomece.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #16 – 19 de Outubro

O dia está lindo, o Sol está potente e eu quero aproveitar o máximo desse domingo. Acordo com o calor insuportável dentro da barraca. De ressaca, esse calor me deixa com a pressão baixa.

Preciso comer. Na padaria, a fila está gigante e o tempo abafado. Me concentro pra me manter em pé e não deixar a pressão me derrubar. Não consigo e preciso sair dali. Me sento e peço a um amigo pra comprar por mim.

Me refresco, melhoro, como um misto quente e bebo bastante água, mas só com o passar do dia é que consigo ficar 100%.

Aqui, não tem sinal de celular e se torna uma boa maneira de eu não te procurar e não saber nada teu.

Aproveito o mar, a vista, o Sol, a areia. Mas sempre penso em você. Vejo casais e penso em você. Vejo demonstrações e penso em você. Tudo que eu vivo, vivo querendo dividir com você.

Às 16h uma ventania começa e faz guarda-sóis voarem, só não voa o amor que eu sinto por você. Saio do mar e começamos a arrumar as coisas para voltar para casa. Às 18h estamos em Bertioga e pegando a estrada de volta.

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Assim que o sinal do meu celular volta, busco informações sobre você. Ao observar seus passos virtuais, chego à conclusão de que você está pelo menos paquerando três caras diferentes.

De certa forma, saber desse número me deixa melhor. Prefiro que se encha de superficialidade do que encontre alguém pra ocupar o amor que um dia pensei ser meu.

Descubro que você virá pra Americana no fim de semana e minha vontade é ficar plantada no bar em que conhecemos e que suas amigas sempre vão só pra ver se eu consigo te ver. Fico imaginando como seria se nossos olhos se cruzassem. Talvez os meus não aguentassem e começariam a agitar esse mar que venho carregando dia após dia.

Durmo quase a viagem toda e quando chego em casa tudo o que eu quero é dormir. Mas não consigo.

Demoro mais do que eu previa, mas antes das 01h eu adormeço.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

A carta dos 22

Olá, sweet heart!

Hoje é seu dia e eu estou aqui para te dizer algumas coisas que eu gostaria de ter ouvido quando eu tinha 22 anos – e se eu tivesse ouvido, não teria me importado assim como sei que você não irá de imediato.

Sei que não sou tão mais velha que você, mas o que realmente conta na vida são as experiências, não a quantidade de dias que carregamos em nossos corpos. Então em seu aniversário, te desejo um feliz, feliz, feliz ano. Você merece – e eu espero que você veja isso também.

Mas mais do que tudo, desejo que você receba um presente este ano. Um presente chamado let it go (“deixe ir”) – e não, não é a música. Alguns anos atrás, eu estava exatamente onde você está e se alguém me dissesse que dependia de mim, somente de mim, pra eu me levantar e deixar alguns sentimentos irem embora… Eu teria chorado na frente de todos.

Eu costumava pensar que o amor que eu sentia iria me acompanhar para sempre – com ou sem ela – e ela era uma piranha! Graças a Deus eu a deixei ir. Mas a questão é: eram só contos de fadas que eu me fiz acreditar. Nós conhecemos um monte de gente durante nossas vidas. Tem 7 bilhões de pessoas respirando no mundo. Por que deveríamos “ter” somente UM amor? Isso seria muito injusto – com todos nós! E é por isso que conhecemos novas pessoas. E é por isso também que algumas pessoas ficam em nossas vidas só por um tempo.

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Assim, em seus 22 anos, eu desejo que você realmente queira deixar esses sentimentos irem embora do seu pequeno corpo. Que todos os pedaços que a mantém para baixo vão embora desse seu gigante coração. O chão não é o seu lugar. Seu lugar é no céu. Um céu cheio de estrelas, como você.

Então: DEIXE IR. Depende de você, irmãzinha. Desista da idealização e vá ser feliz. Você merece um lugar melhor do que onde você está hoje. Não acha?

Em coração e em mente, eu estou nesse momento te enviando todas as energias que você precisa para acreditar que você merece mais. Muito mais. Que assim você consiga se levantar e caminhar para uma nova, e muito mais feliz, vida.

Algumas vezes na vida é melhor viver sem a poesia mas com a felicidade verdadeira. Seus textos tristes irão acabar, sua inspiração talvez diminua – ou aumente com os textos mais felizes que você já escreveu –, você vai dormir bem e confortavelmente… Então o que você tem a perder? Nossa vida é hoje. Só hoje. E só por hoje você tem que ser feliz. Depende de você. O que você vai fazer sobre isso? Assistir a vida passar ou passar com a vida?

Eu sei que esta é uma carta pesada para uma carta de aniversário, mas eu, como irmã mais velha, não aguentaria te ver ficar em modo de espera por mais um ano. Eu quero ver você correndo atrás dos seus sonhos, com o peito aberto para o que Deus, ou o destino, ou a vida reservou para você. Mas é você quem tem que abrir os olhos para ver o que é seu. Caso contrário, alguém pode roubar isso de você. E eu acho que não é isso que nós queremos.

Por último, desejo que você goste do livro e deste presente mental – o último mais que o primeiro.

Te amo e espero que este ano a faça se sentir infinita, por 365 dias.

Com amor e tapas na cara,
Carla Oliveira.

Assim que recebi essa carta e o Leonardo Lino a leu para mim a minha vontade era de chorar, mas eu travei. Eu a reli outras vezes e estava preparada para ouvir tudo que essa carta tem a dizer.

Só estou compartilhando ela aqui porque foi algo que me fez evoluir muito e claro, o tapa doeu.

Espero que vocês estejam prontos para deixar ir.

Obrigada Carla pelas palavras e Leo por acompanhar de pertinho esse progresso! – Amo vocês.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #15 – 18 de Outubro

É bom estar longe, em contato com o mar, a areia e o Sol. Mas às 10h, quando estamos todos prontos para ir à Praia, o tempo fecha e meu humor instantaneamente muda. Eu não funciono muito bem em dias nublados.

Pouco depois das 11h30 nos sentamos para almoçar e, conversando com uma amiga sobre lembranças, sexo e sentimentos, meu olho começa a lacrimejar e choro na mesa da lanchonete.

Minhas amigas começam a cantar Parabéns pra mim, para mudar o ar e desafogar minhas emoções. No fim, fica tudo bem. O sol sai mais uma vez, a cerveja está gelada e o meu coração continua derretido por você.

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À noite, buscamos o que fazer e, no final, ficamos eu e um amigo bebendo em frente ao mar. Me atento aos casais sentados na areia em torno de luzes e violão e penso mais uma vez no quanto eu queria viver isso com você.

Com a luz do luar e das estrelas tudo fica sempre mais difícil e pesado. Sua ausência se acentua e eu queria o cheiro dos seus cabelos na minha roupa, na minha cama, no meu travesseiro. Na minha vida.

Embriagada, deito e durmo. Não tenho sequer tempo de pensar.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Um Eu Em Carta #3

Oi Mile, tudo bem? Está assustada com uma carta que veio do futuro, ou melhor, do SEU futuro? Não fique, aqui deixo alguns conselhos para que você sobreviva e seja feliz.

Você ainda não tem noção nenhuma do quanto você vai ser importante e vai conhecer pessoas incríveis, mas confie em mim, eu sou você com 22 anos.

As coisas em casa não estão muito bem, né? É importante que você tenha paciência porque a mãe vai passar por um momento de grande evolução, e você também. Então tenha calma e continue sendo a companheira dela. Daqui uns 10 anos vocês serão melhores amigas e você vai poder contar tudo que sufoca seu coraçãozinho.

Peço que você se prepare porque é com 13 anos que você vai conhecer a pior dor do mundo e vai entender que os anjos ficam no céu. E se você não compreender essa mensagem agora, entenderá aos 17 anos.

Aproveite essa idade para estar perto dos seus amigos da escola, você terá momentos lindos perto deles e eu te garanto, depois de 10 anos alguns vão te convidar para sair e vai ser a mesma coisa.
Carta Jamile

Essa carta deveria ser enviada quando você completasse 16, é nessa idade que sua evolução começa a expandir. E eu estou aqui para tentar te ajudar com tudo que irá acontecer a partir de 2009.

O sonho de ser uma jogadora de futebol não vai acontecer e ler isso agora vai doer, porém não se esqueça que sua missão no planeta é bem maior.

Você vai conseguir um emprego no zoológico da cidade, parece pouca coisa, né? Exceto por um pequeno detalhe: lá você vai encontrar a garota que vai te tirar do fundo do poço. Vocês vão viver uma história louca e, hoje, ela vai ser seu porto seguro. Nunca, nem por um segundo, sonhe em se afastar dela, essa garota vai te ajudar a construir a sua história. Quando encontrá-la de macacão circulando pelo Zoo, seja amiga dela, ela é a pessoa mais doce do mundo e você vai precisar de toda essa doçura algum dia.

É também com 16 anos que você vai se aceitar gay, então fique tranquila porque esse seu pensamento de que você é diferente de todo-o-resto-do-mundo é mentira. Com 16 anos você vai encontrar muitas iguais a você e vai se identificar com pessoas que vão te aceitar do jeitinho que você é. Portando nunca use saia e nem vestido, você não precisa disso e nunca precisará.  – Um segredinho entre nós: Na sua formatura da faculdade, SIM, FACULDADE! Você estará espetacular em um blaser –

Bom, você vai se apaixonar de verdade e vai ser a coisa mais gostosa que você sentiu na vida. Você vai sorrir a toa, vai passar horas no telefone, vai fazer loucuras, vai sentir frio na barriga, você vai amar como nunca amou em sua vida e essa é a única certeza que eu ainda tenho. Mas cuidado, você só tem 16 anos e o amor bateu muito forte dentro de você, aproveite e desfrute desse sentimento porque ele vai durar pouco, e quando acabar, mile, ele vai doer. Vai doer muito, você vai passar uns meses sem querer comer ou ver as pessoas e quando você for se abrir para sua mãe ela não vai entender. E então vai doer o dobro (mas perdoe, ela está tão perdida quanto você, e não esqueça: aos 22 tudo ficará bem). Nesse momento você vai precisar daquela menina que trabalhou com você no seu primeiro emprego e ela vai te salvar. Portanto, deixe ela ser sua salvação.

Mas eu estou viva! Sendo assim, você vai sobreviver e vai superar! Antes de você conseguir seguir em frente você vai errar, e vai errar feio. Agora você é forte e já administra seus sentimentos melhor, vai saber iludir, mentir, desvalorizar as pessoas e até mesmo machucá-las. Não me orgulho desse tempo em que você se tornou fria e ignorava o sentimento das pessoas. Vai demorar para você cair na real e ver que ser sincera com elas e com você mesma é a melhor solução.

As recaídas vão chegar, então aceite, vai passar 2 anos depois do término do seu primeiro namoro e você ainda vai sentir falta dela e vai chorar. Mas você vai continuar sua vida.

Quando você completar 17 anos, uma nova fase vai começar, uma fase de grandes conquistas e de coisas boas. Você vai entrar na faculdade de jornalismo (está surpresa? Eu também fiquei) e conhecer pessoas incríveis. Vai viajar, ganhar prêmios e compreender que o futebol não era o seu futuro, afinal, agora você se descobriu na comunicação, e, olha, você é boa nisso.

No seu último ano de faculdade o destino vai te surpreender e vai trazer de volta (sei lá porque, pois até hoje não entendo) aquela que você amou aos 16. Vocês vão namorar, usar alianças, ter contato com família, vão dormir juntas, acordar juntas e se amar. Você vai ser feliz, mas não se anime muito, vai acabar.

Agora é o momento que você deve estar pensando: “Quando algo de bom acontece na minha vida, algo faz dar errado e BOOM, acaba”. Mas lembra que você evoluiu? Então, Mile, dessa vez, você vai saber lidar melhor, mas o sofrimento vai ser o mesmo, a vontade de não comer e de sumir do planeta terra também vão te consumir.

Você vai chegar ao momento mais triste da sua vida: a faculdade vai acabar e agora você é formada, seu estágio vai acabar, e, novamente, a idealização que você tinha sobre o amor também vai ter seu fim. Você não vai ter nada e vai se sentir um nada também, o vazio vai preencher seu coração e sua cabeça.

Você leu tudo isso e deve estar assustada com tanta coisa que ainda vai acontecer, mas é agora, com 22 anos, que você vai entender que foi preciso passar por tudo para ser quem você é.

Lembro que algumas vezes você sentiu falta de um amigo, ou a falta da atitude deles, então fique tranquila, eu te asseguro, VOCÊ TEM OS MELHORES AMIGOS DO MUNDO. Você vai viajar com eles, vai sorrir com eles e eu te prometo, são eles quem vão te fazer feliz.

Não se preocupe com o amor, ele te ensinou a voar e você aprendeu a caminhar com os pés no chão, e quem sabe o destino não te surpreende novamente, não é?

É fundamental você nunca parar de escrever, escreva sobre tudo, tenha um diário, escreva sobre suas músicas, sobre seus filmes, crie poemas, letras, romances, mas nunca pare, isso fará toda a diferença. O conhecimento que você vai ter é o que vai te diferenciar de todas as outras pessoas do universo.

Ah, não posso me esquecer, viaje sempre que puder. Sabe esse seu sonho de conhecer o mundo? Vai começar a ter vida, então se prepare porque você tem muito o que descobrir ainda.

Seja mais confiante, a confiança que você deposita em você vai te abrir portas importantes.

Pode ser meio triste te dizer isso mas não crie muitas expectativas em cima das pessoas, elas vão dizer coisas que alegram seu coração mas 80% não vai acontecer. Suba, e suba alto, mas diante das suas próprias expectativas e realizações, é você por você.

E, Mile, sempre se lembre: VOCÊ VAI TER OS MELHORES AMIGOS DO MUNDO!

Acabo aqui essa carta consciente de que a vida vai te preparar durante todos esses anos para que hoje, completando 22 anos, você estivesse preparada para ser feliz.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Porque UmEuSemVocê?

Eu teria pelo menos uns 4 assuntos para abordar em textos filosóficos de como o mundo funciona na minha cabeça já que essa semana foi difícil e bastante reflexiva. Pois bem, é hora de organizar tudo em palavras para transmitir alguma mensagenzinha que chegue até os corações de vocês.

É a primeira vez que vou falar do blog no blog. O Um Eu Sem Você surgiu numa madrugada solitária quando eu não conseguia dormir e inventei de escrever o que eu tinha aprendido depois que atingi o estágio do término de um namoro. Achei a ideia de transmitir mensagens por meio dos aprendizados que tive sensacional, além de, claro, estar me livrando aos poucos das dores que todo-ser-humano-que-já-se-apaixonou-na-vida-sente.

O nome diz tudo: Um EU Sem Você – ou melhor, quem eu me tornei depois de você. Já parou para refletir quem você se tornou depois de saber que era hora de começar do zero? O que você inventou de fazer nos finais de semana, com o que você anda se divertindo para fugir da realidade, qual está sendo seu universo paralelo para acalmar seu universo central? Quem você é depois de ter perdido o amor que julgava que merecia?

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Foi então que convidei dois dos mais entendedores de desamores que já conheci na vida: a Carla e o Léo – dois dos meus melhores amigos e que foram alpinistas na fase em que eu estava no fundo do poço. Até hoje aprendo com esses dois e foi assim que surgiu a vontade de compartilhar tudo que esses 3 corações têm a oferecer a vocês.

Não posso esquecer de uma pessoa que não hesitou em entrar nessa aventura com a gente, o Jonathas, Sabe esse design que o blog tem? Sabe essas fotos de tipografias no caderno? É o Jonathas quem faz e ela manda benzão.

Juntos, formamos – até o momento – o UmEuSemVocê, que acabou deixando de ser apenas (m)eu e está crescendo com uma baita guzirada se identificando com esse projeto que surgiu por uma decepção amorosa.

Como disse no começo do texto, a semana foi difícil, tive tempo de sobra pare refletir sobre a minha vida e tudo que eu tenho para dizer é: VIVA IMENSAMENTE. VIVA. A vida é teu melhor presente, faça dela a sua melhor aventura.

Esse blog é só mais um exemplo de que a vida me deu um limão e eu resolvi fazer uma limonada. As nossas decepções poderiam ficar guardadas na gaveta e vocês nunca iam ter uma compreensão significativa do que o amor pode nos trazer, mas a gente escolheu transformar nossas dores em arte e hoje escrevemos para os corações mais desacreditados e os mais inusitados.

Cada história é um aprendizado e compartilhar isso foi a forma mais sincera que encontrei de transformar tudo que me afogava em oxigênio para respirar.

O legal é que a gente ama contar histórias, mas amamos ainda mais ouvi-las. Quer contar para gente o que você aprendeu, qual é sua visão do mundo, quer desabafar, ou simplesmente escrever para aliviar o core? A gente adora conhecer mais dos nossos leitores.

Escreva para: umeusemvoce@outlook.com. O Jonathas estreou a coluna do leitor, quem sabe o próximo não pode ser você?

Fiquem ligados também que estamos preparando outras mil novidades para ampliar ainda mais essa coisa gostosa que é escrever para quem quer nos ouvir falar.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Mas livra-nos do mal. Amém!

Você pode ter religião. Pode não ter. Pode acreditar em destino ou pode viver do acaso. Pode achar que tudo é fruto das suas escolhas ou pode achar que o universo tem um plano pra você. Talvez você seja do tipo cético ou talvez seja do tipo místico. Independente de tudo aquilo que você acredita ou não, uma coisa essencialmente todos somos: humanos.

Seja pelo Kharma ou pelo acaso, a natureza humana é absolutamente focada no aprendizado. Nós estamos em constante aprendizado, dia após dia. Eu, como todos sabem, acredito piamente que as coisas estão todas conectadas, e que as minhas preces são atendias.

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Não importa o tipo de lição que você pratica, o importante mesmo é aprender. A minha última lição – fresquinha, de ontem mesmo – foi baseada na expectativa aliada à doação. Dada a experiência que vivi ontem à noite (long story, caro leitor. Perdoe-me a deselegância), eu deveria estar escrevendo um texto cheio de melancolia, revolta, raiva e ódio. Eu deveria estar aqui disseminando todo o mal que senti percorrer o meu corpo nas últimas horas.

Mas não. Sentei, meditei, respirei, orei e decidi que carregar esses sentimentos é exatamente aquilo que eu não quero pra minha vida. Eu decidi que vou transformar toda essa negatividade em perdão, resignação, piedade e bondade. E olha, não é fácil. Me deitei às 03h e ainda não dormi. Agora são exatamente 09h19 e eu estou aqui, acordado, com a cabeça a milhão sentindo um mix de emoções que eu não pensei que pudessem coexistir.

Sempre que você sente algo por uma pessoa, cria uma expectativa e se decepciona, provavelmente você sentirá o mesmo que eu senti. Nós não controlamos os nossos sentimentos. No entanto, podemos aprender, pouco a pouco, a transformá-los. Você não precisa e não deve carregar nada de negativo com você. Sentir raiva, amargura e coisas do tipo é tomar veneno e esperar que o outro morra. Não se mate.

O primeiro passo para aceitar a decepção é entender o primeiro parágrafo do texto: somos humanos. Somos fracos, suscetíveis ao erro e ao impropério. Somos seres tão complexos em nossa originalidade que errar torna-se parte essencial de nossa existência. E é do erro que tiramos as lições.

Veja: eu gostei, me entreguei, dei meu melhor, fui meu melhor, fui inteiro. E recebi metade, recebi o descaso, recebi aquilo que eu não desejaria para ninguém. Mas e daí? Culpar o outro por escolhas minhas não me lavará para um lugar melhor.

Sabe, esses tombos fazem com que nós nos olhemos por dentro, que vejamos quão belo é o nosso ser e quão maravilhosos nós somos. Às vezes nos esquecemos disso para viver em prol do outro, em prol de algo que não sabemos se é coisa sólida ou se é mole feito areia. E o tombo nos faz encontrar o perdido: a beleza e o amor que existe em nós, de fato. E se quem estava com você não quis enxergar isso, não quis viver isso, não quis aceitar esse presente maravilhoso que é você, qual o problema? Presente caro não pode ter dono barato.

O ponto que quero deixar registrado aqui é que tudo passa, e pode passar mais rápido se você compreender que tudo o que vai é porque não era para ficar. É “livrai-nos do mal, amém!” e agora você junta caquinho por caquinho desse coração e se refaz. Pois ao contrário do vidro, você não fica quebrado pra sempre.

Seja luz, fique na luz, espalhe a luz!

Namastê!

E eu queria deixar aqui registrado o meu agradecimento público às minhas amigas, aos meus guias e anjos, sem as quais eu viveria imensamente mais triste e incompleto. São nesses momentos que a amizade verdadeira se fortalece ainda mais, e as novas aparecem. Gratidão ao universo e aos anjos por tamanho presente. Não sei se sou merecedor de tanto. Amo vocês, amigas! ❤

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Nós somos infinitos

Poucas vezes na vida a gente se sente infinito. Lembro que a primeira vez que ouvi a palavra “infinito” foi em uma música e que me fez pensar o quão pequenos somos diante do todo, mas quando interpretei o “sentir-se infinito” no livro “As Vantagens de Ser Invisível” compreendi corretamente o termo. Era eu e o resto de tudo, só.

Parece impossível chegar nesse estado tão sobrenatural, mas não é. No livro, o momento em que o protagonista Charlie se sente infinito é quando ele escuta uma música na picape do seu melhor amigo e fica na parte traseira do veículo para se posicionar em pé e sentir o vento, a música e a sensação de estar com as pessoas que ele mais amava. Ali, naquele momento, Charlie considerou sentir-se infinito.

E eu, particularmente, sei muito bem que essa teoria dá certo mesmo. O vento batendo contra seu corpo, contra seu cabelo, contra seus olhos, deixando a boca seca e o som alto da música entrando pelos seus ouvidos, tudo isso acompanhado pela sensação mais extraordinária do mundo: a de estar presente com pessoas que gostam de verdade de você. É um momento simples, mas que na imensidão do planeta te faz infinito.

Lembro de estar em poucos lugares, entre poucas pessoas, e ter a mesma sensação que o Charlie teve. Encontrei essa sensação em dois momentos diferentes da minha vida, mas que tinham algo em comum – eu estava entre amigos. Não precisei comentar com nenhum deles o que estava sentindo, simplesmente fechei os olhos e deixei o vento percorrer o meu corpo, eu sabia que naquele momento ninguém poderia destruir o meu infinito.

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Quando começamos entender o sentido das coisas em nossas vidas é que começamos a enxergar o sentido de tudo ter acontecido da forma que aconteceu. O meu sentir-se infinito é a sensação que encontrei para dizer aos meus amigos o quanto eles me preenchem e o quanto eu quero que todas as vibrações que meu ser recebe deles não tenha fim.

Eu sei que muita gente não vai acreditar no estado de plenitude e de poder que o infinito pode te dar, ou vai achar que ser sentir-se o dono do mundo por alguns segundos é algo totalmente fora da realidade, e acabo me perguntando o quanto essas pessoas acreditam na vida e por qual motivo estão vivendo – se é que estão vivendo.

Eu busco pelo desconhecido em cada esquina para provar que eu estou viva e vivendo cada momento como se fosse o último. Vejo que se eu caminhar para o desconhecido vou ter pelo menos três amigos me acompanhando porque, porra, eles estão vivendo. Então eu não me importo se um dia tudo isso só vai virar história: hoje nós somos infinitos.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Sobre essa tal amizade

Dia desses estava lendo um artigo que falava sobre amizade e há algum tempo tenho ficado de deixar claro e explícito a minha gratidão ao universo por todas as pessoas que apareceram – e ficaram – na minha vida. Pois bem.

Durante nossos caminhos a gente cruza com tanta gente, mas são tão poucas as que realmente nos tocam, né? Pode ser professor, colega de classe ou trabalho, amigos de balada… Se a gente parasse algum dia pra tentar contar com quantas pessoas já trocamos ao menos um breve diálogo, com certeza ultrapassaria o limite de amizades imposto pelo facebook. Mas poucos conhecidos realmente se dispõem a construir uma amizade sincera e verdadeira.

Em resumo ao texto que estou usando como referência e lembrete pra, finalmente, tirar essa declaração apenas da teoria, o autor falava que sem afinidade não existe amizade*. E tem frase mais verdadeira do que essa?

Eu nunca pertenci a um grupo específico (tipo as patricinhas/mauricinhos, sabe?). Na verdade, pertenci sim. Ao grupo dos inadequados pra qualquer outro grupo e, assim, sempre tive amigos muito diferentes. Mas todos sempre me complementavam em ao menos um aspecto.

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Tenho amigos que, se eu ligar às duas da manhã chorando, me encontram sem nem perguntar o porque – e se não estiverem na mesma cidade que eu, vão ficar me ouvindo até às quatro sem nem pensar que dali duas horas já é a hora de levantar e ir trabalhar. Eu tenho companhias lindas pra falar sobre seriados, ir ao cinema, discutir gostos musicais e cantar sertanejo na pista, pra falar sobre mulheres e homens, dividir as experiências e até mesmo falar sobre cocô (porque, sim, esse é o auge que atingimos de intimidade depois de um tempo de amizade) e depilação… Ou simplesmente companhias que, por serem tão afins da minha alma, uma mesa de bar ou uma roda de violão é suficiente pra encher meu pote imaginário com risos e sorrisos pro resto do mês.

Dizem que precisamos ter alguém na nossa vida pra sermos plenamente felizes (afinal, “a felicidade só é real quando compartilhada”, né?), mas todo o mundo foca tanto em encontrar UMA pessoa – o futuro marido ou a futura esposa – para dividir a vida até o fim dos dias que se esquece de ver o brilho nas múltiplas pessoas que nos cercam diariamente. Mas eu não.

Eu não quero um amor pra vida toda se eu não tiver, ao meu lado, meus amigos pra vida toda. Eu poderia passar um século da minha vida sem ter alguém pra chamar de amor, mas seria imensamente infeliz se não tivesse ao menos uma alma pra chamar de amigo.

Recentemente mudei minha vida radicalmente (saí de casa, aos 23 anos, pra morar com pessoas que mal conhecia, em outro estado e há mais de 700 quilômetros de distância) e foi nessa reviravolta do mundo que eu pude reconhecer aqueles que realmente estão comigo, mesmo eu não estando mais fisicamente ao lado deles.

E são eles, as pessoas que ficaram do meu lado em cada segundo, que usaram as palavras mais lindas antes, durante e depois, e que continuam me apoiando e dividindo as novidades da vida mesmo longes, que eu quero por toda a minha vida.

Afinal, são eles, meus amigos lindos e tão imperfeitos quanto eu, que me conhecem da cabeça aos pés, com todos meus sonhos, sentimentos, conselhos, loucuras cancerianas e bizarrices que só a convivência proporciona e me aceitam assim, mesmo jogando a verdade na cara de cada um de vocês. (Aceitem mais essa verdade recheada de sentimento e amor <3).

Dizem que se puderes contar e encher uma mão com todos os amigos – AMIGOS MESMO –, podes se considerar uma pessoa rica. Eu, meus caros, já ultrapassei uma mão. E nada tem me feito mais feliz e grata do que saber que tenho as melhores pessoas correndo ao meu lado.

*É bom lembrar que os anos passam e tendemos a crescer e a evoluir. Por isso não estranhe se algumas amizades não durarem sua vida inteira – afinidade não é tudo, mas duas – ou mais – almas precisam estar em sintonia para seguirem juntas.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.