Caminhos e escolhas

Desde que nos conhecemos por gente, aprendemos que a vida é feita de escolhas e caminhos. Alguns caminhos são mais fáceis que outros, mas não necessariamente mais felizes pela sua facilidade. Mas ainda mais importante que o caminho que escolhemos, são as pessoas que entram no meio do percurso e colorem um pouco mais o ambiente que costumava ser só pedra e terra.

Algumas companhias temos a felicidade de compartilhar desde o berço, como no caso da família. Mas não menos importante que ela, encontramos abrigo dentro do abraço de um ou outro que aparece, reaparece e vai ficando, ficando e ficando… Nas nossa vida e dentro de nós. A esses eu chamo de amigos.

Dentro das nossas escolhas, acabamos sempre indo um pouco mais longe do que os pés do outro podem nos acompanhar. Logo após o Ensino Médio a gente aprende a reconhecer novos amigos e círculos de amizade com a distância da faculdade, onde cada um decide ir pra um canto do Brasil – ou do país. Mas até aí tudo bem, sabe… Somos jovens e poucas são as amizades que crescem e se enraízam junto ao nosso amadurecimento.

Difícil mesmo é se afastar daqueles que se mostraram sempre sinceros e verdadeiros, para toda a hora e situação. Mas é inevitável. Você decide mudar de cidade, seu amigo decide ir pra outra cidade, um terceiro é promovido e também tem que se mudar e, quando nos deparamos, temos amigos espalhados por todos os cantos. Só não conseguimos mais encontra-los fisicamente. E essa é a parte doída e doida.

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Há quase um ano eu saí do meu mundo e vim descobrir outro mundo do outro lado do país, e posso dizer que, talvez, seja mais fácil ser a que vai embora. Você se enche com novidades, emprego, lugares e novas pessoas que, vez ou outra, você tira do foco o fato de estar sozinha do lado de cá. Mas aí chegam os aniversários, os feriados, as festas e comemorações… E realmente dói não estar lá. As crianças vão crescendo, os pais vão envelhecendo, você vai correndo contra o tempo e, a cada dia que passa, você se sente um pouco menos de lá e um pouco mais daqui.

Os dias trazem novas lembranças e sentimentos, sua vida vai acontecendo, você vai vivendo e os reencontros mostram o quanto você passou tempo demais fora para saber de todas as novidades, brigas, términos, conflitos e surpresas que acontecem na vida daqueles que, um dia, costumavam ser grande parte da sua vida. Mas não tem problema, porque você sabe que eles, do lado de lá, também estão fazendo o que podem para que a felicidade deles seja tão real quanto seus sonhos. E que realmente seja.

Se nós somos do tamanho de nossos sonhos, que todos vocês, amigos, sejam gigantes por toda a vida e com tudo o que fizerem. Exatamente igual ao tamanho do carinho e amor que sinto por vocês, mesmo que eu não demonstre ou não esteja mais tanto próxima quanto costumava estar com as saídas de segunda a segunda, de janeiro a dezembro.

Que todos nós possamos ir, mas que sempre saibamos que sempre poderemos voltar.

P.s.: Post dedicado àqueles que decidiram voar e o fizeram com excelência.
Vocês podem não saber, mas são o sinônimo de amizade
verdadeira, mesmo distantes.
I’ll always be here for you, brodás and sistá.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 24 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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Querido breve amor,

Era uma tarde de segunda-feira, um dia rodeado de expectativas. Não sabia o que esperar daquela nossa conversa, assim como nunca soube o que esperar de você. Você nunca me deixou entrar a fundo no seu coração, nunca me deixou saber quais eram seus reais sentimentos.

Você me disse que tudo tinha acabado, que as coisas esfriaram na mesma velocidade com que eu entrei na sua vida. Foi difícil me segurar para não chorar naquele momento, mas eu não podia demonstrar tamanha fraqueza. “Não fique magoada comigo”, você disse depois de vomitar tudo aquilo. A gente andava tão distante, que eu não sabia como pedir pra você ficar. Então eu deixei você ir. Eu, com um sorriso amarelo e os olhos marejados; você, parecendo não muito certo da sua decisão, mas ciente que era o melhor a se fazer naquele momento.

Eu sei que erramos muito um com o outro. Você entrou na minha vida no pior momento dela.  Eu estava perdida, relutando contra tudo o que estava acontecendo, nem um pouco convencida de estar no caminho certo. E nesse momento, no meio de um mar turbulento, você apareceu, pura calma. Eram mundos opostos demais para um momento tão tenso. E eu me perdi de você em meio a tanta confusão. Mas graças a isso, eu me encontrei.

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Tenho certeza que a sua passagem na minha vida foi proposital. Você veio até mim para cumprir uma missão: mostrar que eu precisava de um ponto de paz interior. Nada de continuar buscando isso nos outros. Eu iniciei um processo de autoconhecimento que despertou sentimentos lindos em mim. A partir disso eu pude curar feridas que estavam abertas por anos e me restabelecer. Eu sou tão grata a você por isso. Seu papel foi cumprido e você seguiu adiante.

Hoje eu lembro com muita saudade dos nossos momentos. Uma saudade tão grande que às vezes me engole. Mas maior que essa saudade que não vai embora nunca, existe o carinho e o desejo que você seja imensamente feliz. Nunca poderia desejar coisas ruins àquele que me ensinou tanto em tão pouco tempo. Te mando coisas boas, sempre.

  • Carta do leitor

Esqueça essa história de amar

É estranho não é, te encontrar na rua e fingir não te conhecer, quando você era a pessoa que mais me conhecia em toda a face da terra. Estranho checar as mensagens do celular e não ver nome entre elas, estranho não ter o que falar quando algum amigo me pergunta sobre você, sendo que antes eu sabia como você estava. Estranho não poder compartilhar meus sonhos, se antes era você quem ouvia as mais loucas aventuras que eu planejava para nossa vida.

Que atalho errado pegamos? Qual foi a porta errada que abrimos? Para onde você foi?

Eu não te achei nos lugares que você mais ia comigo, não te achei no cinema, nos restaurantes, não te achei mais na minha vida, como se a porta errada tivesse te levado para o destino mais distante do meu.

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Foi então que eu esqueci essa bobagem toda de amar. Podem me julgar, um dia vocês vão entender.

Essa coisa de não esperar é a descoberta mais tranquilizadora que meu coração teve, a gente não espera, e se acontece vira surpresa, se não acontece, ué, a gente já não esperava mesmo, não é?

E aí as expectativas diminuem. E expectativas só servem para duas coisas: Deixar a gente ansioso ou totalmente desanimado.

Então o conselho é esse, esqueça essa história de amar. Uma hora vem, acontece, BOOM, explosão de sentimento que você jura saber lidar e ali, naquela hora, não sabe nada.

Você aprende tanto enquanto espera, aprende a reconhecer que tudo tem seu tempo, aprende a não atropelar as coisas e a não passar por cima de sentimentos, aprende a compreender o passado e aprende a organizar o presente.

Até que um dia a espera acaba e você começa a contagem de uma nova fase, talvez  agora mais preparada para essa nova jornada.

E aí, aquela porta errada que a gente tanto se perguntava já não faz mais diferença, porque aquele caminho que foi trilhado errado no passado, hoje se mostra certo.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Não banalize o meu amor

Das inúmeras babaquices que você pode fazer com meu coração, eu te peço para que você apenas não o banalize.

Eu te amei sim, por muito tempo e não me envergonho de dizer isso. Talvez seja a prova mais sincera de que o amor que senti não foi banal.

Certa vez ouvi um amigo dizer algo sobre a ingratidão que as pessoas carregam. Você deve estar se perguntando o porque encaixei esse diálogo nesse texto sobre banalização do amor. Mas é que ficou um pouco fácil identificar um amor se tornando banal com ingratidão.

Quantos dos seus amigos sentam na mesa de um bar após um término e cospem palavras horríveis sobre a(o) ex, e quantos dos seus amigos sentam e agradecem o aprendizado que aquele relacionamento trouxe? A ingratidão atinge os que banalizam o amor, porque quem ama, sabe agradecer o amor que recebeu.

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Entender isso não é fácil, eu demorei muito para conseguir agradecer e parar de ficar pensando como as atitudes passadas foram ridículas.  Foram incontáveis atitudes ridículas, e foram tantas atitudes, que por pouco não transformei meu ex relacionamento em pedaços de lixo que eu esqueceria no porão da alma.

Olha, dá para resgatar algo bom da nossa jornada, mesmo que hoje essa jornada seja dupla, antes foi via de uma mão só.

Exerça a gratidão  pelo amor que recebeu, limpo e puro do meu peito, agradeça pelas boas energias transferidas do meu corpo para o seu. Não banalize o que foi exclusivamente seu.

De todas as baboseiras ditas, será que fica tão difícil assim agradecer pelo tempo em que nossas mentes se mantiveram conectadas e por tantas mensagens de carinho que desejávamos uma para a outra. Gratidão por ser tão amável e tão cuidadosa com meu coração quando achou que deveria ser, obrigada por revelar seu lado sentimental e mostrar a doçura de um olhar apaixonado.

Que os dias possam mostrar ao seu coração a beleza da gratidão ao amor vivido e que o porão da sua alma não tenha acúmulo de amor ingrato.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #25 – 29 de Outubro

São nesses buracos, entre espaços de tempo e trajetos, como da cama pro banheiro, do banheiro pro quarto, da casa pro ponto de ônibus e do ônibus pro trabalho que o pensamento torna-se indomável.

Hoje comecei a pensar antes mesmo de abrir os olhos. Quando meu corpo despertou, todas as lembranças de você estavam na minha visão, mesmo que os meus olhos ainda estivessem fechados. Seu corpo, seu beijo, seu gosto e seu cheiro. Tudo tão vivo que quase me iludi e acreditei que finalmente estivesse acordando desse pesadelo que é não ter você pra mim.

Entre as lembranças, revivi o dia em que te conheci. Era como se todo o resto do bar estivesse borrado e eu só conseguisse olhar pra você. Te vi antes mesmo de adentrar na casa, entre toldos, feições e paredes.

Você não sabe, mas troquei de lugar só para te enxergar melhor. Meus olhos estavam viciados em você desde o instante que te reencontrei. Era como se, de alguma forma, eu já tivesse te visto antes, sabe? Era como se eu te conhecesse de algum lugar que, ao nascer de novo, foi apagado das minhas lembranças.

O estalo que eu tive na fila do caixa de perguntar seu nome foi os cinco segundos de coragem que eu mais me orgulho. Foi depois de ouvir sua voz e um mês depois de conversas, quando minha boca se juntou à tua e nossos corpos se aproximaram de forma a parecerem só um, que eu caí em mim e vi o amor de todas as minhas vidas novamente comigo.

Acho que nessa vida não demos sorte, né? Afinal, pro amor dar certo, precisamos tirar a sorte grande de encontrar a pessoa certa no tempo exato e somar tudo isso com uma pitada de vontade recíproca de ser dois. Sentir, por si só, não é suficiente.

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No nosso caso, o azar ficou por conta dos sexos iguais. Um obstáculo que não deveria ser empecilho pro amor, certo? Certo. Mas não pro mundo que vivemos. Espero que o tempo passe e esse cenário mude. Quem sabe, assim, ainda dê tempo de terminarmos essa vida juntas.

Na rua, o Sol põe-se alto para iluminar o dia. O moletom que uso, mesmo em dias quentes, é pra aquecer as emoções que foram congeladas desde que você se foi. Sem você, todo dia faz frio. Até mesmo quando lá fora o Sol está escaldante e a temperatura acima dos 30ºC.

Mas basta olhar para a janela do Skype me avisando que você está online que todo meu gelo se derrete. Antes você só entrava à noite, quando nos encontrávamos para dividir a rotina e nosso amor. Penso se você ainda entra só pra ver meu status online. Se for, saiba que também me faz bem quando vejo você ali. É como se você estivesse um pouco mais perto de mim. Abro e fecho sua janela um milhão de vezes, até você ficar offline. Depois de você, o Skype ficou tão sem graça, e você nem imagina.

Durante a manhã, me pego num ato falho de ver todas as suas postagens no Facebook. Quer dizer, todas as desbloqueadas. A cada foto sua, meus olhos marejam águas salgadas da saudade de você. Eu havia encontrado a minha paz no teu olhar, e você costumava chamar meu abraço de lar. Onde nos perdemos?

Eu nem tive tempo de ver você fazendo as malas e calçando seu tênis para viajar. Talvez se eu percebesse antes, teria colocado um cadeado em nossos corações e jogado a chave fora. Será que adiantaria?

Espero que, assim como toda viagem exige retorno para o aconchego do nosso ninho, você volte para o meu carinho. Que o tempo a passar nos faça melhor uma para a outra.

Por hora, se alguém me pedisse para desenhar a saudade, eu tentaria tirar do lápis e colocar no papel um dia cinza de inverno com uma brisa carregada com teu cheiro. E as nuvens que descolorem o azul do céu se fazem tão triste que, assim como eu, seguram as suas chuvas para não desaguarem a todo instante e em cima de quem não tem na a ver com essa história toda.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 24 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

No seu momento

Muitas das vezes nas quais me perguntaram os motivos de eu nunca ter namorado, eu sempre dei a resposta padrão do “ah, nunca apareceu ninguém”.

Mentira. Já apareceram diversas pessoas. Muitas, inclusive, maravilhosas e que, caso me dessem nova oportunidade hoje, eu certamente consideraria bastante me aventurar na relação. Mas o fato é que, dadas as proporções de minha mentira ao explicar o motivo, torna-se necessária a luz da verdade sobre os acontecimentos. E a verdade é que: eu não estava pronto.

Eu não estou pronto. Sou daquele ingrediente que deve cozinhar sozinho, para depois se juntar à receita. Os motivos disso? Não sei. E, por mais que tenha tentado encontrar diversas explicações, deparei-me sempre com um “espere, não é a hora”.

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No seu tempo

E, agora, você pode me culpar pela covardia, ou entender com admiração que as coisas simplesmente acontecem no tempo certo. Na hora certa, com a pessoa certa.

Sou daqueles românticos bobos que acreditam em alma gêmea, que se apaixonam fácil, que se entregam. E é justamente isso que eu precisava mudar. Eu achei a resposta.

Antes, eu seria capaz de doar a minha vida pelo bem amado. De fazer tudo e me sacrificar em prol da felicidade dele. Eu me anularia completamente para satisfazer as necessidades de meu amor. E isso seria a minha morte, mesmo que em vida.

Viver pelo o outro é morrer. Lenta e dolorosamente. Eu descobri que, antes de amar alguém, eu deveria me amar. Enxergar em mim qualidades que ninguém veria se eu não as visse primeiro. Minha dignidade precisava nascer, aflorar. Dedicar-se tanto a outra pessoa é indigno, é injusto. Comigo e com ele.

O amor não é caridade, não é doação. O amor não é anulação. O amor não é entrega. O amor é a soma de dois amores. E por mais clichê que isso pareça, e por mais vezes que isso já tenha sido dito, parece nunca ser suficiente. Insistimos no erro. Insistimos sempre em acreditar que, para ter alguém do lado, é necessário um calvário de sacrifícios em prol do outro.

Ontem, eu não estava pronto. Hoje também não estou. Talvez eu nunca esteja, e isso não é problema. Não é, porque problemas podem ser resolvidos. O amor, não. Ele só aparece quando você já aprendeu a resolver, sozinho, as dificuldades que a vida te traz.

Você não precisa de outra metade, você já é inteiro. Só precisa descobrir isso. E então o amor chegará. Leve, doce e calmo. Sem cobranças, sem pressões, sem ciúmes, sem tortura. Tudo em paz. Tudo no SEU momento.

 

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24 anos, publicitário,  é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Também tem um lado místico. Não olha torto que o santo é forte. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Carta de agradecimento a quem foi embora

É preciso agradecer a quem está ao seu lado, mas mais que isso, agradeça a quem foi embora. É isso mesmo, livre-se do ódio e da raiva para dizer ao menos um obrigada a quem preferiu seguir uma jornada longe da sua. Muitas vezes o universo agiu para o seu crescimento, e você, cego com as dores do coração, não enxergou.

É difícil agradecer por algo que a gente não quer que aconteça, é difícil agradecer quando você quer continuar e o outro decidiu parar. A caminhada fica desiquilibrada, mas veja só, quando um para, o outro continua. Que esse ser seja você.

Eu te agradeço por tudo que fez a mim nesse tempo que tivemos o privilégio de conhecermos um pouco mais da gente, dos nossos corpos, dos nossos paladares, dos nossos filmes preferidos. Obrigada por me ajudar naquele momento difícil aqui em casa, por me dar abrigo, segurança e amor. Eu te agradeço imensamente por acertar em todos os presentes, por me agradar sempre que podia, por me ensinar a ser mais humana e menos fria. Obrigada, enfim, por apresentar o seu melhor lado.

Mas meus agradecimentos nessa noite vão para tudo que você não fez por mim e permitiu que eu mesma fizesse.

Eu passei por alguns momentos complicados que com toda certeza você iria me ajudar, mas você não estava mais lá, então eu aprendi a me reerguer sozinha e visualizar na minha cabeça todos os motivos pelos quais eu ainda tinha que continuar minha jornada. Não é fácil não desistir, mas eu fiz isso. Eu não desisti de mim.

Quando eu te mandava uma foto minha, você delicadamente, me elogiava, me mantinha em um nível alto de beleza, agora, eu tive que me olhar no espelho e me sentir bonita pela minha própria concepção. Analisei alguns dos detalhes que você jurava ser a coisa mais linda que pertencia ao meu corpo, mas há muito mais em mim.

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Você me trouxe paz e companheirismo, mas sem você aprendi a descobrir o mundo com uma penca de gente totalmente diferente de mim. Eles me trouxeram novos motivos para sonhar, uma nova visão do mundo e da vida.

Depois da sua partida eu tive que me reencontrar porque você levou quase tudo, então eu me dei à liberdade de passar dias sozinha na incessante busca pelo meu eu que agora não era mais seu. Então comecei do zero, aprendi a fechar um ciclo para começar outro.

Você me encorajou (mesmo sem saber) a ir em busca dos meus sonhos. Me fez enxergar que mesmo sozinha eu podia continuar caminhando.

Obrigada pelo crescimento e por não ter voltado atrás, por ser forte e ter conseguido, assim como eu, um novo caminho a ser trilhado.

Se eu soubesse que eu iria ganhar tanto te perdendo, eu te perderia.
Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.