Um eu sem você #28 – 01 de Novembro

Você levou contigo tudo o que eu havia de bom. Meu sorriso, minha paz, meu sossego, meu riso, minha calma… Meu coração. Aqui, agora, bate apenas um órgão que me mantém sobrevivendo às cegas, trancos e barrancos.

Passo o sábado deitada, vendo seriados e tentando constantemente dormir para não pensar em você. Coloco o filme que ficou por assistir com você, Se Eu Ficar e, em uma cena, um dos personagens chama a pessoa amada de Lar. Assim como você costumava referir-se a mim.

Isso dói na minha alma e desato a chorar. Tenho andado com o coração menos apertado, mas a saudade ainda me visita diariamente. Ela gosta de se juntar a mim para jantar, que é o momento que mais penso em você.

Revejo nossas e suas fotos no celular e é impossível não notar que nós sorríamos com os olhos. Tudo que não podíamos gritar pro mundo inteiro ouvir, o brilho em nossos olhares nos entregavam.

Atente-se às fotografias: a alegria de dividirmos sorrisos, beijos e carinhos dilatavam nossas pupilas. A felicidade e o amor estavam além da leitura simples de sorrisos eternizados, eles estão fixados em nossos corações.

Talvez um dia você entenda. E quando cansar de fugir e fingir não sentir nada e se forçar a ler as pequenas linhas de nossa história da pior maneira, talvez você consiga realizar uma leitura mais sensata e real do amor que cresceu não só em nossos peitos, mas em cada expressão em nossos rostos.

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Em um segundo, penso que não a quero fora da minha vida por completo e te convido a ficar, mesmo que não possamos ser nós. Você não responde e deixa a conversa pra outra hora. As horas passam e eu decido voltar atrás.

Dessa vez, te deixo realmente livre para partir e viver o que achar que deve ser vivido. Acredito que sua não resposta tenha dado espaço para eu pensar melhor e aceitar que nunca conseguiria te tirar do lugar que coloquei em mim e em minha vida para algo menor e acabaríamos nos machucando ainda mais.

Então que você vá e viva sua vida, em paz e no sossego das companhias que decidir agregar pra ela. Enquanto isso, eu torço para que um dia você decida voltar e ficar, para nunca mais ir embora.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 24 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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1 comentário

  1. paravocelembrar · janeiro 17, 2016

    Ótimo texto Carla. Adoro seus posts!

    Beijos

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