Um eu sem você #24 – 28 de Outubro

Fingir estar triste é impossível, ou você está ou não está. Assim como amar, embora muitas pessoas consigam fingir sentir algo por anos. Mas a felicidade? Ah, essa é uma máscara fácil de se encontrar no rosto das pessoas. Ao caminhar pela rua, quase nunca cruzamos com alguém em lágrimas. Afinal, é muito mais fácil tampar aquilo que nos perturba para não darmos maiores explicações ao mundo.

Mas a verdade é que sempre percebemos quando uma felicidade é plena e verdadeira. Ela se difere das máscaras: ela é real! A gente não consegue passar por ela e não percebê-la: os olhos brilham, os cantos da boca se movimentam sozinhos e, quem não entende, até os julgam loucos por sorrirem sozinhos.

Eu costumava ser assim quando tinha você. Até nos dias cinzas, que sempre me deixavam um pouco deprimida, você conseguia encher de cores e transformar as tristezas em alegria. Eu pensei que você havia chego para transformar minha vida por toda a eternidade, sabe?

No final é muito mais fácil fingir não sentir quando se sente tudo do que fingir sentir tudo quando não se sente nada. Pelo menos comigo, sempre foi assim. Nunca consegui fingir afetos e esconder os que tenho sempre foi um desafio.

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Mas quem em sã consciência trocaria estar em paz para fingir ter um buraco no peito que não pode ser preenchido? Eu não. Por isso tento, diariamente, fingir não ter um buraco no peito.

Antes, eu precisei me desculpar com você. Precisei dizer o quanto eu sentia muito pelas coisas que eu te disse, pelas dúvidas e ofensas que joguei em você em meio ao caos que eu não consigo arrumar. Sei que te machuquei e essa era a última das minhas intenções.

Sei que o que passou foi verdadeiro e que o fato de não poder ser não anula o que foi. Não podemos julgar o passado pelo presente, por mais difícil que seja aceitar isso na prática. Você merece ficar bem e ser feliz. E eu vou te deixar ir e viver o que quiser e sentir.

E eu vou continuar. Vou continuar a te ver nos textos de amor e a te escutar nas músicas que falam sobre saudades. E você vai seguir sendo a melhor pessoa que conheci e o caminho que se perdeu do meu, mas que um dia há de cruzar.

E eu vou continuar: a amar você.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 24 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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