Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Martha Medeiros tinha razão quando finalizou “A Despedida do Amor” com essa frase. Na verdade, essa crônica vem me assombrando desde julho, quando comecei a sentir a segunda dor.  Você deve estar se perguntando quais são essas duas dores que sentimos quando o amor se despede da gente.

A primeira é a dor física, a saudade dos abraços, dos beijos, a dor que aperta o coração e ele mesmo assim continua batendo. E se você acha que a primeira é massacrante, experimente conhecer a segunda.

No segundo estágio da dor você vai entender que dói mais deixar que o amor saia de você do que a própria saudade do outro.

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Não é fácil esvaziar nosso coração, se livrar dos sentimentos, do apego ao que foi bonito e mágico. A gente se acostuma a esquecer do que não fez bem, mas se livrar do que te fez feliz dói também. E dói em dobro.

Mesmo que os tempos sejam outros e que o amor que você vê hoje não seja o qual se adeque a sua vida, o amor que um dia sentimos ainda faz doer, abandonar esse papel de “seremos felizes” parte em bilhões de pedaços o castelo de esperança que a gente cria para morarmos eternamente lá.

Eu me encontro nessa fase, meio perdida porque querer deixar esse amor ir é também abandonar uma parte de mim que eu realmente gostava. É sair daquele castelo sem direção, sem nada, mas é também nessa fase que vou me reencontrar, deixar as fantasias dos meus desejos para dar de cara com a realidade, que não pertence mais a sua.

Portanto, meus caros, despedir-se  de um amor é despedir-se de si mesmo.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.
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1 comentário

  1. Mr.Cherry · agosto 27, 2015

    “Metade do amor que tenho, foi você quem me deu.”

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