Um eu sem você #11 – 14 de Outubro

Ah, quem me dera que a leveza da vida não fosse apenas ilusões momentâneas. O sol nasce, e junto dele nasce toda a realidade diante dos meus olhos e sentidos: a sua falta. A cabeça que não me deixa te esquecer e, a cada dia, me faz viver uma lembrança nova.

Acredito que sempre temos uma nova história pra ser lida. Se não nas páginas de um livro, na vida. O problema é que, às vezes, a gente gosta tanto de uma história em específico que fica difícil gostar das sinopses à mostra.

O dia está pesado, mas, de certa forma, estou mais calma quanto a você. Assim, volto seu nome pra minha agenda telefônica. Agora, vejo também seu last seen do Whatsapp.

A tarde termina pesada, acho que é o ambiente de trabalho me carregando. Em casa, eu não consigo ter um bom humor. Tenho sono, preguiça das pessoas e de dialogar… Desconto essa infelicidade em minha mãe. Eu sei que ela não tem culpa, mas é involuntário.

Minha vontade é trancar tudo o que eu sinto e jogar a chave fora, mas ao não conseguir fazer isso, me tranco em uma cara fechada e em um humor que não melhora, apenas oscila. Sua falta afeta até onde nunca teve você.

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WHY IS DAMM DIFFICULT NOT TALKING TO YOU?

Te vejo online no Facebook e tenho que me controlar muito para não abrir seu chat e falar: “ei, estou aqui! Você está me vendo? Te amo!” No mesmo instante em que penso ir falar contigo, vejo suas atividades na rede social, curtindo postagens antigas de caras que nem sei quem são. Prefiro sair dali para não fazer besteira.

Deitada, decido passar pelo Instagram. Lá, você acaba de curtir outras duas fotos antigas de um cara que eu já não ia muito com a cara durante minhas stalkeadas. Eu sinto a maior raiva que eu jamais pensei poder sentir por você. E decido: eu não posso ver isso. Deslogo do Instagram, deleto meu Facebook e tento me acalmar.

Sinto-me a maior otária do mundo. Eu estou aqui, sofrendo, não consigo nem pensar em outra pessoa se não você… E você? Você está bem, “focando no TCC”, curtindo postagens e fotos antigas de caras nas redes sociais. Porra, não faz nem duas semanas!

Sinto como se tivesse sido a maior tola em acreditar em você ou na gente. Você conseguiu estragar algo que nunca ninguém no mundo havia conseguido: você estragou minhas redes sociais. Você estragou duas das redes as quais eu mais gostava.

Eu até desisti dos meus jogos para não correr mais o risco de ver você andando por aí feliz e sedutora no campo virtual enquanto eu acordo cada dia mais com olheiras, cansada e com um coração cada vez mais aberto, rasgado e diminuído.

Uma amiga me diz que você está em negação, tentando provar pra si mesma que não gostou. Mas precisava ser assim? Agir como se eu nem existisse, como se eu tivesse sido só mais uma?

Com o perdão da palavra, você me fodeu. E, dessa vez, não foi gostoso.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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