Um eu sem você #8 – 11 de Outubro

Na noite passada, dormi antes de tomar o remédio para dor de garganta e, assim, acordo com ela ainda pior. Minha mãe sai logo de manhã para ir à praia e, sozinha em casa, acordo em prantos. Meus pensamentos me atormetam e eu lembro que, nesse instante, era pra eu estar dividindo a cama você.

Era pra eu estar acordando e te abraçando. Era pra estarmos sendo nós, na sua cama. Minhas mãos sentem falta de tocar sua pele, de sentir o seu calor. Aperto o travesseiro em uma tentativa vã de que ele se transforme em você.

Volto a dormir para que o tempo voe e eu acorde na parte desse filme em que você volta pra mim. O sono passa e a vontade de fazer algo ou comer não vem. Mesmo sem fome, compro uma lasanha congelada e outras porcarias para me acompanhar durante o dia.

Deixo filmes e seriados rodando para a casa não ficar tão vazia (ou seria para eu não sentir tanto o vazio dentro de mim?).

Antes, você era minha força. Conversar com você era o que dava sentido aos meus dias. Hoje, és minha maior fraqueza. Minha luta diária está não em te esquecer, mas em passar 24h sem te procurar.

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As comédias românticas me arrancam lágrimas e em cada cena de amor, o pensamento está em você. É difícil acreditar que alguém mais no mundo poderá ser o que você foi pra mim. Você não foi só o melhor que eu encontrei, você foi meu mais gostoso amor, o sexo do encaixe perfeito e do carinho sincero.

À noite, penso em pedir pizza, mas desisto. Nossos sábados à noite sempre eram recheados com a Pizza do Adolpho. Viver isso sozinha seria demais para quem mal conseguiu levantar da cama.

Começo a listar mentalmente todas as coisas que poderíamos estar fazendo juntas: você querendo assistir esquadrão da moda, dividir o sofá com você, fazer do meu abraço o teu travesseiro. Os beijos incontáveis que eu te daria, a felicidade imensa que eu estaria sentindo.

É muito injusto sentir tudo isso e não poder viver. É muito injusto não poder te viver. É muito, muito injusto. Deixo Lost Stars tocando no repeat infinito já que ela se tornou a sua música, pra mim, e você nem imagina.

Começo a assistir The O.C. e tenho vontade de mandar uma mensagem pra você e dizer: você é a minha Summer. Hoje faz três meses que te conheci e duas semanas que tudo acabou. Ainda sim, a cada vibrada do celular, espero que seja você.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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Cuidado com a falsa felicidade

Penso que, na vida, a felicidade pode se apresentar das mais variadas maneiras. Desde as coisas mais simples até os maiores acontecimentos. Mas a felicidade é um produto caro, legítimo e único de sua espécie. E como raridade, muitas vezes acabamos comprando gato por lebre e levamos para casa a ilusão de “ser feliz”.

A verdade é que ninguém É feliz. E isso não é um poema parnasiano. Não pense em se matar agora porque eu te disse que ninguém É feliz. Isso já é um conceito batido. Todos sabemos que nós ESTAMOS felizes, como nós podemos ESTAR tristes ou cansados.

A felicidade, em si, é um conceito temporário e mensurável. Uma pessoa pode ter momentos felizes, muitos momentos felizes ou apenas a ilusão de que está feliz, pois, naquele momento, ela esquece de parte de seus problemas.

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Na verdade, a felicidade pode ser entendida como um estado de espírito elevado, uma sensação de plena paz espiritual que nada parece atrapalhar. Entretanto, a felicidade pode ser confundida, facilmente, com a ilusão da felicidade.

O conceito é simples: a pessoa sente-se feliz não por estar experimentando a paz de espírito, mas sim menos triste por esquecer dos problemas, por estar, temporariamente, preenchendo o inóspito espaço que existe dentro dela. Seja com drogas, álcool ou outros vícios que, em geral, não contribuem para o desenvolvimento do ser e o crescimento da consciência.

A ilusão da felicidade é barata, pode ser encontrada em qualquer esquina, em qualquer balada, em qualquer forma de fugir daquilo que se espera de sua própria vida. Veja, a falsa felicidade é tão perigosa, mas tão perigosa, que funciona como um atoleiro. As pessoas se afundam cada vez mais nela. Cada vez mais baladas, cada vez mais bebidas e cada vez menos paz de espírito.

Há uma desconstrução do ser. Ao passo que se avança rumo às ilusões, a tristeza aumenta, a ausência aumenta, a falta aumenta e tudo se torna cada vez mais escuro e solitário.

Fugir dos problemas, acreditar no efêmero, escapar… Esses não são remédios e não são a cura que a alma precisa. Antes de tudo, precisamos aceitar o que se passa em nossa vida, entender os motivos, aprender as lições. Agradecer.

Você merece a felicidade verdadeira. Mas fica difícil encontrá-la quando você escolhe viver na mentira.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Ah, teus olhos verdes

Quer saber um segredo, que talvez eu nunca tenha contado pra ninguém? Eu sempre quis ter um amor com a cor dos olhos esverdeados. É, igual a esse teu que ainda não se cansou de olhar para os meus com cor de terra.

Sempre ansiei pelo mergulho nesse mar que alguns carregam no olhar, mesmo que todos meus amores antigos só tenham me oferecido o chão, não o pulo nessas águas lindas que vejo sempre quando meu olhar cruza com o teu.

Mas, ao contrário de todas minhas expectativas, esse teu mar é calmo e doce. É tão bom não ter que me manter alerta o tempo inteiro enquanto nado em ti, como se fosse me afogar, muito menos fechar os olhos e a boca para que o sal não me deixe ainda mais amarga. Sua doçura sai por todos os lados e só me faz te querer ainda mais.

Me tempere a gosto. Ao seu gosto.

Me tempere a gosto. Ao seu gosto.

Às vezes me pergunto se até suas lágrimas têm o gosto adocicado. Devem ter. Menina, queria te dizer que você é pura poesia. E, como todo verso declarado, esbanja alegria, pureza e suavidade por onde quer que passe.

Aprendi com o tempo que, assim como nas refeições, na vida devemos manter o nosso sabor em equilíbrio. Não se endurecer demais, não se amolecer de menos. Para pessoas como eu, extremistas, difícil chegar nesse ponto, mas não impossível.

De repente o teu sabor, misturado com o meu, seja o ponto perfeito para não nos estragarmos mesmo que o tempo passe. Diga-me o que gosta que eu procuro a receita. O que for do teu agrado, assino embaixo.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

A culpa é da perspectiva

Ando com uma mania chata de ficar inventando a relação de uma coisa com outra. Esses dias vi que o amor era mais ou menos como os números da matemática, uma hora eles te somam, outra te subtraem e depois de todos esses altos e baixos você ainda fica no negativo.

Mas na vida tudo é uma questão de perspectiva, como nas interpretações de texto das aulas de português, sabe? Existem milhões de ângulos para enxergar uma situação. Dá para você encarar de frente, virar as costas, ver tudo por cima ou simplesmente deixar passar.

Já parou para pensar que o lugar onde você esteve minutos atrás também passou alguém, um alguém que leva uma vida totalmente diferente da tua e que quando você vai dormir milhões de pessoas acordam? O destino é o lugar onde a probabilidade de tudo acontecer é infinita, tu nunca sabes se o amor está na esquina da tua casa ou do outro lado do mundo.

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Imagina que a mesma água que escorre pelo seu corpo e se mistura com tuas lágrimas no banho vai abastecer outra casa, ou que a mesma cadeira que tu sentastes no ônibus minutos atrás pertenceu ao grande amor da sua vida que demorou pelo menos 3 anos para estar na sua frente.

E eu só falei tudo isso para você perceber o quanto tudo é uma questão de perspectiva. Se você está sofrendo por amor, ou qualquer outra razão que te deixou arrasado, lembre-se de ver tudo isso com outra perspectiva. Muitas vezes enxergar de cima te faz analisar coisas que quando você estava de frente, não enxergava.

Procurar o ponto de fuga e centralizar as linhas sobre ele é só mais uma das técnicas que os artistas usam para se referir à profundidade. Use seu ponto de fuga e centralize as tuas linhas, saber usar a perspectiva é saber analisar os momentos ruins de uma forma que você consiga extrair algum aprendizado. Usar a perspectiva é sem dúvida alguma chegar ao ponto de fuga totalmente capaz de atingir a profundidade.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Um eu sem você #7 – 10 de Outubro

A sexta-feira começa e, o que era pra ser motivo de felicidade, se torna um peso ainda maior dentro de mim. Era pra eu curtir o fim de semana, era pra eu te ver, era pra eu estar ao menos aliviada com o fato de não ter que sair de casa até segunda-feira. Mas não dá.

Te vejo online toda hora no Whatsapp e sinto uma vontade gritante de te procurar, de te mandar mensagem e um oi. Às 09h37 o meu coração vence a briga contra minha cabeça e eu te procuro. Mando um oi, pergunto como você está e suas palavras monossilábicas me desesperam e te deixo quieta.

Eu tento te deixar quieta, mas o meu pensamento não me deixa em paz e eu te procuro novamente a fim de entender como você consegue, em tão pouco tempo, já estar indiferente e fria com tudo. Fui só umazinha que cruzou sua vida e te fez experimentar uma coisa nova, mas que, do dia em que decidiu terminar tudo, agora não sou e nunca fui ninguém?

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Você tenta me convencer de que não está fria nem indiferente, mas que é a sua maneira de ficar bem. Eu não acredito, mas o que posso fazer? Despeço-me antes que me despedace ainda mais pra e por você.

Resolvo matar as saudades de uma forma meio errada e leio toda nossa conversa, desde o primeiro oi. Era incrível como desde o primeiro segundo parecíamos tão nós, tão uma da outra. A naturalidade estava em cada letra, o carinho em cada reticência e a vontade recíproca em cada palavra trocada.

Paro um segundo pra pensar e listo, mentalmente, todas as músicas que você estragou pra mim (a menos que decida voltar): Ensaio Sobre Ela, Pra Sonhar, Proibida Pra Mim, Lost Stars, Magic, Você Me Bagunça e, a mais dolorida e sincera: Wonderwall. Você conseguiu estragar Oasis, tem noção disso?

Em casa, deito às 19h e pouco antes das 20h já estou dormindo. No mundo dos sonhos fica menos difícil viver.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

O amor não é um jogo. Ou: Se você joga, já está perdendo

Sempre fui do tipo romântico, que presta atenção nos detalhes, que gosta de fazer surpresas, que gosta de sentir e se envolver. Sou daqueles que adora uma mensagem boba no WhatsApp, ou que vibra com aquela ligação de 30 segundos no meio do dia. Minha vida é prestar atenção nos movimentos, nas delicadezas do dia a dia e na percepção da vontade do outro de querer, de fato, estar com você.

Talvez você possa pensar que deva ser um saco aguentar alguém como eu. Que deva ser chato, trabalhoso e até metódico. Pois eu te digo que não. Não se você estiver fazendo da maneira certa.

Veja, o amor não é um jogo de quem perde ou ganha. Se um perde, os dois perdem. Se um ganha, automaticamente o outro também deve ganhar. Relacionar-se trata de estar junto em todos os momentos – mesmo que na distância física. Não adianta criar regras e manuais para te ensinar a lidar com o amor. Simplesmente as coisas acontecerão, e se tiver de ser, nada ficará no caminho.

O amor não é um jogo

O amor não é um jogo

Estar junto requer apenas um pouco de vontade e a total entrega. Entrega porque, apesar de não ser um jogo, o amor é uma aposta. Você precisa apostar na relação, acreditar que aquilo pode funcionar e jogar sempre com sua honestidade e imparcialidade. Ninguém é capaz de prever o futuro. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Então esqueça essa história do “se eu me entregar posso me machucar”. Se você tiver que se machucar, vai se machucar se entregando ou não.

O gosto da entrega, o gosto de ser e estar inteiramente nos braços de outra pessoa é sensacional. Ninguém gosta de viver pela metade, ninguém gosta de inseguranças e incertezas. Então minha dica é: se você está com uma pessoa e se você acredita que pode ser feliz ao lado dela, aposte. Aposte alto e viva intensamente cada momento.

As pessoas não são eternas, os momentos não são pra sempre e suas memórias um dia sumirão apagadas pelo tempo. Por isso, ao se relacionar, acredite no hoje. Acredite no momento do agora. O futuro é a preocupação das cartomantes. O presente é a dádiva de quem ama.

Te quero e te desejo só por hoje. Hoje eu tenho a certeza de que é você que eu quero. E isso basta. Só por hoje eu sou teu. E amanhã é uma nova conquista, uma nova certeza, uma nova vitória. Amanhã é a graça de poder conquistar novamente aquela pessoa que, por ontem, eu amei e desejei intensamente. E assim como os erros e defeitos, o ontem também deve estar no passado.

O amor é novo todo dia. E se você não estiver disposto a arriscar, a correr perigo, não tente amar. Não finja querer. Amor é aventura, é adrenalina, e, ao mesmo tempo, é calmaria e paz. O amor é muito mais que tudo isso: é simplicidade. É a simplicidade de não precisar jogar, mas de ser apenas o que verdadeiramente se é.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Que a maré sempre permita calmaria

É estranho te chamar de pequena, até mesmo porque temos quase o mesmo tamanho, mas é como se eu pudesse me tornar gigante para te defender de tudo que te atormenta, é como se eu tivesse uma espada e, então, eu enfrentasse tudo. Que loucura, né? Bem quando eu estava frágil, tive que ser forte para te salvar.

Antes de chegar até você, quase te afundei na tempestade que enfrentei. A minha maré estava me afogando e por pouco não te levou. Fico imaginando que o fundo do oceano foi a profundidade exata para entender que quem estava precisando de ajuda era você. Naveguei contra ventos dos quatro cantos do mundo e naufraguei em ilhas que nem no mapa se encontra. Eu demorei, pequena, mas cheguei

Te encontrei pela metade, incompleta, te encontrei pequena, mas ando tentando te fazer grande. Queria te dizer que a vida é assim mesmo, uma hora ela decepciona, outra surpreende.

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Pequena, espero que entenda que tudo que posso te oferecer vem de dentro e às vezes é mais complicado que física quântica, mas vê se desvenda esses cálculos que tanto me confundem, porque matemática nada mais é do que achar soluções, então que você seja o resultado exato, e, se não for, formule um novo problema que se encaixe em mim.

Não precisa complicar, dizer que a insegurança te persegue, que o medo não te deixa dormir ou que a saudade te faz pensar em desistir. Tem certas coisas que o destino não falha e mesmo que eu te fale milhões de vezes que não é para ser, se a teoria dos opostos se atraem estiver certa, é claro que vai ser.

Velejei tanto para te levar comigo que por frações de segundo me pego pensando que a recompensa é ver você por aqui, deitada na minha cama, reclamando que ainda é cedo pro dia nascer e que talvez cancele os compromissos de hoje, afinal, hoje é um daqueles dias que a maré permite a calmaria.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Namastê! Livre-se da negatividade.

Estou aprendendo a observar. Ao passo que os dias correm, fica mais fácil admitir que a observação é a melhor maneira de aprendizagem. Quem aprende observando sofre menos. O fato é que, dia após dia, a vida dá um jeitinho de nos fazer evoluir, de mostrar que nem sempre nossas escolhas e nossas revoltas são fundamentadas naquilo que realmente precisamos.

Antes de mais nada é preciso aceitar que somos passageiros e que a força universal está no controle de tudo. Não se sinta capitão desta jornada. Se precisar, você pode abandonar o barco do que está vivendo a qualquer momento.

E como consequência das minhas observações, tenho me espantado com o número de pessoas que precisam de ajuda, não material ou profissional, mas espiritual.

O desânimo, a ansiedade, o medo, o desespero, a raiva, a inveja… Uma onda de sentimentos ruins tem dominado muitas pessoas. É preciso que tenhamos ação. Não podemos deixar que a luz se apague e que as trevas dominem.

Para isso, vou lhe ensinar algumas técnicas energéticas básicas para que você se defenda do negativismo.

  1. Use seu quinto chacra.

A sua garganta – precisamente sua tireoide – é a sua armadura. Ali está o seu quinto chacra, o da energia azul. Muitas vezes nos tornamos vulneráveis a pessoas e locais que são vampiros energéticos justamente porque este nosso chacra está em desequilíbrio. Mas isso é fácil de resolvermos.

Para começar, você vai se sentar ou deitar em um local confortável. É importante que você possa se concentrar.

Agora que você está confortável, imagine uma luz azul que começa a surgir na sua garganta, no formato de uma pedra ou diamante. Imagine esse azul brilhando cada vez mais forte e o seu brilho e sua cor começam a tomar todo o seu corpo. Sinta a energia percorrendo todo o seu ser.

Vá lentamente levando esta energia para fora do seu corpo e deixe ela ir tomando todo o ambiente onde você está. Vá ampliando e imaginando que a luz brilha cada vez mais e mais intensamente. Deixe ela tomar todo o bairro, toda a redondeza. Deixe fluir para longe tudo o que você sentir de negativo.

Pronto, você harmonizou seu chacra. Sempre que se sentir vulnerável, carregado, pesado, sem energia, imagine essa luz formando uma armadura em você, te protegendo, na cor azul celestial.

  1. Mude seu pensamento

Pode parecer clichê, mas sua vida é totalmente guiada e destinada por seus pensamentos. Não existe sorte, não existe azar, não existe acaso. Existe aquilo que você atrai, aquilo que você acredita.

Uma das passagens bíblicas que mais gosto é aquela que diz que, caso você tenha a fé do tamanho de um grão de mostarda, você moverá montanhas. E é realmente assim. Ter uma fé inabalável é um grande desafio, talvez um dos maiores que enfrentaremos durante nossa vida. Mudar nossos pensamentos requer lutar diariamente contra você mesmo.

Somos ensinados desde criança a sermos conformistas, pessimistas, negativos. Ao crescer, nos deparamos com esse muro solidificado que bloqueia nossa conexão universal e temos que ir desconstruindo tijolo por tijolo dessa barreira, até que voltemos a fluir na positividade, na luz.

Não desista de acreditar. Você merece o melhor, você merece amor, você merece paz, você merece sucesso, você merece saúde. Você é filho do Criador e digno de todas as coisas boas, mas, para isso, precisa se achar merecedor. Tem que estar pronto para receber. Solidifique sua fé, creia que o melhor acontecerá. Não aceite nada menos que o melhor. Lute pelo que você quer, ouça seu coração. Você tem o universo dentro de você, use-o a seu favor.

Positividade

  1. Agradeça

Gratidão. Gratidão. Gratidão. “Em tudo dai graças”. E aqui começa a segunda batalha mais difícil que vamos enfrentar contra nós mesmos. Se você acredita na sua existência com um propósito, se você acredita que não está aqui à toa, você tem que acreditar, também, que você precisa estar preparado para receber o que Deus tem de bom preparado para você. Pois bem.

Como todo aprendizado, a vida te traz lições significativas, muitas vezes em forma de dificuldades. Como disse no tópico anterior, somos ensinados desde crianças que momentos ruins são castigos, punições ou coisas do tipo. Não são.

Você só começa realmente a aprender com as dificuldades quando passa a olhar para elas como ensinamentos, não como castigos. A gratidão é sua mestra, sua professora, que te ensina a resolver os problemas e enxergar tudo com clareza. Se você está vivo para tentar de novo, agradeça.

Tenho certeza que sua vida vai mudar quando você deixar de reclamar e passar a agradecer.

  1. Busque ajuda

Engana-se quem pensa que viemos aqui para sermos sozinhos. Somos todos irmãos e estamos nesta jornada juntos. Como seres de luz, estamos conectados por uma força maior, a força universal. Sua dor e sua alegria são compartilhadas queira você ou não. Então não tente segurar tudo, não tente ser forte sozinho. Não bloqueie a corrente.

Uma coluna só não sustenta um prédio. São necessárias várias. Então não deixe de acreditar no próximo, não deixe de acreditar que estamos aqui para nos ajudarmos. Seja humilde, compartilhe seus sentimentos, abra-se para as amizades. Abra-se para o amor.

Quem divide soma. Soma sorrisos, soma abraços, soma carinhos, soma histórias. Você não precisa passar por isso sozinho (a). Tem um irmão aqui por você. Olhe ao seu redor e valorize quem está próximo, identifique-se.

Deixe eu te ajudar. Será uma honra. Escreva para leonardolino@outlook.com e me conte seu problema. Fale, desabafe, descarregue. Prometo não te julgar e fazer o meu melhor para encontrarmos uma solução para seus problemas. Seja luz. Ilumine-se.

Haja luz, haja luz, haja luz!

Namastê!

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um minarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Bagagem emocional

Você já parou para pensar que todos nós carregamos, diariamente, bagagens emocionais? É, isso mesmo. Uma mochila, uma mala ou uma bolsa similar a essas que você leva todo dia para o trabalho – depende do quanto você está disposto a carregar.

E nós, seres humanos acomodados e nada dispostos a trocar aquela mochila velha e surrada por uma nova porque “eu gosto tanto dessa mochila, eu conheço cada bolso dela, cada zíper quebrado”, preferimos continuar carregando nossas bagagens emocionais pesadas e surradas do que encostá-las e pegar uma mais leve.

Convenhamos, é muito mais fácil continuar carregando aquela mala que você sabe que pesa e machuca exatamente na mesma proporção de ontem do que ousar trocar por uma mais nova a qual você não sabe se vai machucar o seu ombro ou não. O novo amedronta.

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Demonstrar é tirar tudo de dentro e colocar à mostra. E tudo que se mostra é muito arriscado.

Mas, cedo ou tarde, da mesma maneira em que você para de usar um sapato, pois a sola saiu de tanto usá-lo, você – e eu também – tem que se livrar dessa bagagem que não serve mais para guardar nenhum sentimento bom.

Recentemente eu fiz uma limpeza sentimental dentro de mim e, me desculpa, coloquei aquela bolsa surrada que você me emprestou com uma dose de amor dentro do meu baú imaginário com tudo que poderia ter sido e não foi. Decidi deixar pra lá essa ideia de carregar você comigo de um lado pro outro. Não posso – e nem quero – te apagar da minha história, mas deixei as páginas desse livro em cima da estante para juntar pó.

Larguei minhas bagagens emocionais que tanto pesavam e abri espaço para quem estiver disposto a encher-me de leveza, risos e borboletas no estômago. Quem sabe não é você, se aceitar me carregar contigo.

O que você fez com aquilo que te fizeram?

Eu estava numa pista escura, sem carro, sem condução nenhuma. Era eu e meus pés. Olhei para todos os lados, para cima e para baixo, e ninguém podia me ouvir, então eu corri sem nem saber a direção. Corri com todo meu fôlego, atingindo a minha velocidade máxima, só para deixar para trás o que me atrasava.

Correr sem uma direção não parece ser uma decisão correta, mas, se precisar, corra e fique longe de tudo que possa te fazer se sentir inferior. Correr não é fugir, não é ser fraco por não encarar. Correr é mostrar que você não precisa mais daquilo. E quando você chegar naquela pista escura, desapegado de tudo que te  decepcionava, olhe para todos os lados, pegue ar e siga na direção correta.

Se precisar, corra para os braços dos seus amigos, para o colo da tua mãe, mas nunca se perca no caminho de se encontrar.

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A gente nunca sabe quem é a próxima pessoa que vai precisar se preencher tirando de você o teu melhor e, na maioria das vezes, não podemos culpá-las. Somos nós os sortudos por não precisarmos usar a escada dos sentimentos para pisarmos neles com a finalidade de atingirmos o topo. No final, toda a humilhação e sofrimento nos fortalece e nos acrescenta experiência.

Cabe a nós sermos diferentes e permanecermos distantes de pessoas que pregam o egoísmo. A solidão é o pior remédio, quem esteve com ela sabe o quão é difícil caminhar sem ajuda. E por mais que vivamos em um mundo cheio de ignorância, devemos filtrar o que chega até nós, pois somos o que somos por tudo aquilo que recebemos. A vida sempre foi uma via de mão dupla.

Lembro que na oitava série tive um professor de filosofia me inspirou muito, e revendo as palavras que eu ia usar nesse texto, e me faz relembrar agora da teoria, de um filósofo chamado Epiruco, sobre felicidade e tristeza. Ele dizia que para cada período de tristeza haveria um período maior de alegria, e assim por diante.

Tristeza é inevitável, mas podemos limitá-la. Foi com esse pensamento que apostei na corrida e na distância. Uma hora ou outra, a vida retribui o que oferecemos a ela.

Já se perguntou “O que você fez com aquilo que te fizeram?”? É disso que esse texto fala. Seja melhor do que foram para e com você.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.