Um eu sem você #8 – 11 de Outubro

Na noite passada, dormi antes de tomar o remédio para dor de garganta e, assim, acordo com ela ainda pior. Minha mãe sai logo de manhã para ir à praia e, sozinha em casa, acordo em prantos. Meus pensamentos me atormetam e eu lembro que, nesse instante, era pra eu estar dividindo a cama você.

Era pra eu estar acordando e te abraçando. Era pra estarmos sendo nós, na sua cama. Minhas mãos sentem falta de tocar sua pele, de sentir o seu calor. Aperto o travesseiro em uma tentativa vã de que ele se transforme em você.

Volto a dormir para que o tempo voe e eu acorde na parte desse filme em que você volta pra mim. O sono passa e a vontade de fazer algo ou comer não vem. Mesmo sem fome, compro uma lasanha congelada e outras porcarias para me acompanhar durante o dia.

Deixo filmes e seriados rodando para a casa não ficar tão vazia (ou seria para eu não sentir tanto o vazio dentro de mim?).

Antes, você era minha força. Conversar com você era o que dava sentido aos meus dias. Hoje, és minha maior fraqueza. Minha luta diária está não em te esquecer, mas em passar 24h sem te procurar.

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As comédias românticas me arrancam lágrimas e em cada cena de amor, o pensamento está em você. É difícil acreditar que alguém mais no mundo poderá ser o que você foi pra mim. Você não foi só o melhor que eu encontrei, você foi meu mais gostoso amor, o sexo do encaixe perfeito e do carinho sincero.

À noite, penso em pedir pizza, mas desisto. Nossos sábados à noite sempre eram recheados com a Pizza do Adolpho. Viver isso sozinha seria demais para quem mal conseguiu levantar da cama.

Começo a listar mentalmente todas as coisas que poderíamos estar fazendo juntas: você querendo assistir esquadrão da moda, dividir o sofá com você, fazer do meu abraço o teu travesseiro. Os beijos incontáveis que eu te daria, a felicidade imensa que eu estaria sentindo.

É muito injusto sentir tudo isso e não poder viver. É muito injusto não poder te viver. É muito, muito injusto. Deixo Lost Stars tocando no repeat infinito já que ela se tornou a sua música, pra mim, e você nem imagina.

Começo a assistir The O.C. e tenho vontade de mandar uma mensagem pra você e dizer: você é a minha Summer. Hoje faz três meses que te conheci e duas semanas que tudo acabou. Ainda sim, a cada vibrada do celular, espero que seja você.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.
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