O que você fez com aquilo que te fizeram?

Eu estava numa pista escura, sem carro, sem condução nenhuma. Era eu e meus pés. Olhei para todos os lados, para cima e para baixo, e ninguém podia me ouvir, então eu corri sem nem saber a direção. Corri com todo meu fôlego, atingindo a minha velocidade máxima, só para deixar para trás o que me atrasava.

Correr sem uma direção não parece ser uma decisão correta, mas, se precisar, corra e fique longe de tudo que possa te fazer se sentir inferior. Correr não é fugir, não é ser fraco por não encarar. Correr é mostrar que você não precisa mais daquilo. E quando você chegar naquela pista escura, desapegado de tudo que te  decepcionava, olhe para todos os lados, pegue ar e siga na direção correta.

Se precisar, corra para os braços dos seus amigos, para o colo da tua mãe, mas nunca se perca no caminho de se encontrar.

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A gente nunca sabe quem é a próxima pessoa que vai precisar se preencher tirando de você o teu melhor e, na maioria das vezes, não podemos culpá-las. Somos nós os sortudos por não precisarmos usar a escada dos sentimentos para pisarmos neles com a finalidade de atingirmos o topo. No final, toda a humilhação e sofrimento nos fortalece e nos acrescenta experiência.

Cabe a nós sermos diferentes e permanecermos distantes de pessoas que pregam o egoísmo. A solidão é o pior remédio, quem esteve com ela sabe o quão é difícil caminhar sem ajuda. E por mais que vivamos em um mundo cheio de ignorância, devemos filtrar o que chega até nós, pois somos o que somos por tudo aquilo que recebemos. A vida sempre foi uma via de mão dupla.

Lembro que na oitava série tive um professor de filosofia me inspirou muito, e revendo as palavras que eu ia usar nesse texto, e me faz relembrar agora da teoria, de um filósofo chamado Epiruco, sobre felicidade e tristeza. Ele dizia que para cada período de tristeza haveria um período maior de alegria, e assim por diante.

Tristeza é inevitável, mas podemos limitá-la. Foi com esse pensamento que apostei na corrida e na distância. Uma hora ou outra, a vida retribui o que oferecemos a ela.

Já se perguntou “O que você fez com aquilo que te fizeram?”? É disso que esse texto fala. Seja melhor do que foram para e com você.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.
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