Especial Um Eu COM Você conta histórias de amor

O dia dos namorados já passou, então, como tínhamos dito, selecionamos as três histórias de amor que foram comentadas lá no post do Um Eu Sem Você no facebook. E aí, vamos conferir quem são esses coraçõezinhos apaixonados?

Camila Gandolfi – 9 anos comemorando o dia dos namorados com o mesmo namorado (que agora é noivo, haha)… Amor à primeira vista da parte dele, e eu, com minha linda e jovem insegurança, demorei pra confiar e acreditar em “amor verdadeiro”, parece bobo e até clichê, mas é engraçado o quanto a gente se completa, o forte do nosso relacionamento é a confiança e o companheirismo.

E não é que foi contada mesmo? A Equipe do Um Eu Sem Você deseja toda felicidade do mundo para vocês! 😀


Outra história cheia de amor é a da Bárbara Silva, confira:

A minha melhor experiência de dia dos namorados acontece, na verdade, todos os dias. São muitos os desafios, as dificuldades e, muitas vezes, as lágrimas são mais extensas e duradouras do que os sorrisos. Apesar disso e de tantas adversidades que enfrentamos para estar juntas, continuamos tentando e superando tudo. Colocamos todos os momentos bons e todos os planos em primeiro lugar. Amar é isso: seguir em frente, não desistir, pensar que o amanhã será melhor do que foi hoje, olhar pra pessoa que você ama, mesmo quando você está muito, muito brava, e pensar: puta merda, você me tira do sério, mas eu te amo DEMAIS e isso não vai mudar! Eu encontrei a melhor pessoa do mundo sem estar procurando por ela e é com ela que eu quero passar todos os dias da minha vida, fazendo com que tenhamos, todos os anos, 365 dias dos namorados. Mas se for pra falar de presentes materiais, o melhor presente de dia dos namorados que eu já ganhei da namo foi o box das Crônicas de Gelo e Fogo hahahaahaha.

Fofo, não? Todo amor do mundo para vocês. E muito tempo de leitura para conseguir acabar com o box das Crônicas de Gelo e Fogo. Rs


A Neuzeli Lopes também  mandou seu recado sobre o dia dos namorados para gente, olha o conselho importantíssimo que ela deu.

O dia 12 é apenas uma data dentre tantas que temos durante o ano. Dia dos namorados é todo dia, toda hora. Um relacionamento tem que ser cultivado diariamente, não precisa de dia especifico para dizer eu te amo ou até mesmo dar um presente, mas precisamos sim deixar claro e explicito o que sentimos para que nunca haja dúvidas dos nossos sentimentos. O amor é como uma planta, tem que ser regada, adubada, então, sempre que tiver vontade, diga o quanto a pessoa é importante em sua vida, o quanto você a ama, pois o amanhã é incerto. Aproveitemos e façamos com que todos os dias sejam dia dos namorados.

Esse foi o nosso especial Um Eu COM Você, cheio de amor para vocês ❤

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A vida te surpreende, mas não espere

Certo dia me peguei pensando se alguém no meio de tanta gente já sentiu algo verdadeiro por mim. Acredito que essa pergunta, uma hora ou outra, atravessa os pensamentos de qualquer um que vive uma crise de emoções. Porque a gente sabe: está tudo ali, bem dentro da gente.

Parei e fixei meu olhar para o nada na tentativa de organizar tudo que estava vindo na minha cabeça. Passei horas e horas olhando o teto do meu quarto e a conclusão que tive era a que eu mais temia. EU PRECISAVA ESTAR SOZINHA.

A primeira pessoa que eu precisava afastar era a que estava mais próxima, mesmo sabendo que meu mundo estava uma bagunça. Todo mundo sabe que nada funciona sem organização, então me permiti sentir a solidão, afinal, ninguém merece sentir a maré turbulenta de sentimentos que eu vivia. Não parecia justo levar ninguém comigo quando o caminho era o fundo do poço.

Eu cheguei lá. Passei dias do trabalho para a cama, da cama para o trabalho, diminui a frequência que olhava as notificações do celular e acabei decorando a programação da TV. Meu conhecimento cresceu também, mergulhei nos livros e nos filmes, fiz de mim uma companhia agradável. Mas sempre te faltou ali, mesmo que seja por um simples momento dizendo que me amava, sem nem saber se o amor era mesmo tudo que queria sentir.

A ideia de me isolar tinha surtido efeito. Venci as recaídas, as decepções que frequentemente acontecem, venci também as expectativas, venci meu medo de ir ao cinema sozinha, ou de caminhar por lugares que, antes, eram importantes. Não procurei por ninguém, era eu e o mundo que eu criava em torno de mim.

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Precisamos de um tempo nosso para reorganizarmos a ideia de quem somos e de quem queremos ser para as pessoas que nos cercam. Eu tive sorte por ter alguém que esperou meu tempo e quando eu estava pronta para sair, me estendeu a mão e me abraçou.

Agora tudo parece estar voltando aos trilhos, a bagunça tá se organizando e eu acreditando mais no potencial que o amor tem.

Volto a me perguntar, será que alguém no meio de tanta gente já sentiu algo verdadeiro por mim? A resposta veio logo com uma lembrança.

– Não esquece que independe do que acontecer depois disso aqui, depois desse show, ou desse beijo, eu te amo. Porra, como eu te amo.

A gente sabe quando todo o sofrimento se transforma em paz, a maré tá calma e o coração também.Vê se fica agora, porque o fundo do poço me fez ser forte, mas você me faz ser melhor.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

A economia do sorriso

Você já ouviu falar do sorriso? E da felicidade? O sorriso é a mais pura manifestação da felicidade. E é de graça. Não economize.

Vivemos tempos difíceis para sorrir. E eu sei que neste momento você deve estar se questionando do porque deixei de lado a política e a economia para falar do sorriso. Bom, eu não deixei: sorriso é universal, cabe em qualquer lugar.

Todos os dias, ao acompanharmos o noticiário, nos deparamos com fatos tão terríveis que saímos de casa levando um peso que não nos pertence em nossos ombros: o da culpa pela humanidade. Carregamos os assassinatos, carregamos a inflação, carregamos a recessão… Saímos de casa mais pesados do que acordamos. O dia já começa tenso e você começa a economizar os seus sorrisos.

Não precisa ser místico para saber que energia boa atrai energia boa. Que opostos só se atraem nos átomos. Somos regidos pela força universal, e aqui é bem assim: os dispostos se atraem. Sobreviva sem saber dos problemas dos outros. Se economize.

O sorriso

Viver momentos bons de verdade, sem dinheiro, pode ser um verdadeiro fardo. Você talvez esteja ou provavelmente conhece alguém que está desempregado, devendo. E você já ouviu ou falou: “sem grana tá foda, não dá pra ser feliz”. E eu entendo perfeitamente a importância do dinheiro na composição da felicidade. Sonhos, passeios, idas e vindas dependem de dinheiro. Mas entenda: sentir a felicidade, gostar de alguém ou entender que em algum lugar do mundo tem alguém que gosta e cuida de você é de graça. Sua saúde vem de graça. Você cria doenças com sua negatividade. Lembranças, sonhos e projetos são de graça. A força que você precisa para começar a mudar sua vida vem de graça.

Não se economize. Não economize seus sorrisos. O seu sorriso é combustível da sua felicidade. Com ele você cria forças para mudar toda a realidade da qual você está cansado. Eu aprendi isso da melhor maneira: de graça e NA graça. Amigos maravilhosos me mostraram que eu tenho o poder de decidir o que quero sentir e o que quero fazer com esse sentimento.

E eu escolhi sorrir. E esperar. E confiar. E sorrir. Sorrir porque chorar não resolve. E quando você emana um sorriso para o universo, o universo devolverá sorrisos para você. É simples assim que a vida é.

E hoje o textinho é curto mesmo. Economizei no texto para deixar você gastar o que sobra restando.

Aproveita, é de graça. E força na peruca que amanhã é segunda. Sorria pra ela. 😁😃

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Tempo certo

Era sexta-feira e o meu coração estava com uma vontade exagerada de mandar sinais para o cérebro deixar meu corpo ficar o dia todo na cama. Ao olhar pela janela, não havia sequer uma fresta colorida de azul no céu que estava nublado. Aos poucos pude perceber que a cidade era uma espécie de capital cinza e colorida, ao mesmo tempo.

Coloco um pé no chão e, similar a colocar o dedo na tomada e sentir a corrente elétrica correndo da cabeça aos pés, senti uma onda de ansiedade percorrer todo o meu corpo. Era como se minha alma já soubesse que, naquele dia, minha vida inteira mudaria.

Sem pressa, me arrumo e realizo todas as minhas tarefas diárias. O tempo passa, mas a angústia não. E pior do que viver um dia de angústia, é não saber o motivo dessa agonia que parece ter duas mãos extremamente fortes posicionadas bem em cima do peito.

Enquanto espero o ônibus, faço uma lista mental de todas as razões que poderiam me levar a sentir esse medo e felicidade, tudo junto e misturado.

– Aniversário de alguém especial? Não. Entrega de um trabalho importante? Não. Algum event…

Até que o ônibus chega e, num susto de volta à realidade, interrompe minhas indagações. O transporte estava tão lotado que acabo esquecendo o quanto meu coração estava prestes a transbordar de algo que eu nem sequer conseguia descobrir o que.

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Mesmo entediada, conforme as horas passavam e meu dia era ocupado por obrigações, mais eu conseguia tirar do foco o que meu coração havia decidido gritar desde a hora em que acordei, mas eu, leiga na linguagem da saudade, não consegui decifrar.

No caminho de volta pra casa, enquanto navegava pelas redes sociais em busca de qualquer distração até chegar ao meu destino final – minha cama –, me dei conta que era dia dos namorados. Nessa hora, todos os casais e o excesso da dosagem adocicada em cada um – fosse pelas ruas ou pelas postagens – fez sentido. Mesmo que, pra mim, não passasse de mais uma sexta-feira como outra qualquer.

Isso até o momento em que, em casa, abri a caixa do correio e me deparei com uma correspondência sem remetente. Eu andava tão esquecida que até olhei no calendário para confirmar que não estava esquecendo nada. E realmente não estava.

Sentada no meu quarto, abro o envelope branco e, nele, encontro nada além do que um papel dobrado com tanto cuidado que parecia ter sido feito milimetricamente planejado para que suportasse as mãos suadas, geladas e rápidas dos correios.

Quando o abri, puder notar que não reconhecia a letra. Conforme realizava a leitura, as lágrimas começaram a escorrer tão naturalmente quanto as minhas mãos buscavam pelas tuas quando dividíamos a cama – e a vida.

Na carta, você tentava ser breve ao me atualizar com tudo que eu já sabia sobre você, mesmo que eu não tivesse ouvido nada de você durante todo esse tempo. Ao final, você me pedia desculpas por, na época em que terminamos, não ter tido coragem para estar comigo, me tirava a dúvida e me enchia com a certeza de que também esteve pensado em mim… E, mais do que isso, me dava o aviso que naquela noite iria chegar na cidade que eu escolhi como lar. Você finaliza a carta com seu novo número e dizia que se eu quisesse poderia te ligar para nos encontrarmos.

Eu esperei tanto tempo por isso que todo esse tempo de espera me faz hesitar se te procurava ou não. É que eu não conseguiria te ver indo embora mais uma vez, sabe? Eu demorei tanto tempo para conseguir me reerguer que, talvez, eu não estivesse pronta ainda para me permitir fragilizar o coração por alguém novamente. Principalmente se esse alguém fosse você.

Tomo uma, duas, três cervejas e todo o amor que eu sentia no dia em que decidiu seguir sem mim me toma as mãos e te ligo. Quando você atende, quase me lembro de que quase tinha esquecido a sua voz e tenho que me concentrar para não mostrar meu nervosismo e gaguejar.

Marcamos de nos encontrarmos em uma pizzaria que não era tão boa quanto àquela que comíamos quando eu te visitava, mas engoli tanto as palavras nos últimos meses que até mesmo o gosto de algumas comidas acabou mudando.

Em meio aos risos, sorrisos e a vontade constante de te pegar pelos braços e puxar para dentro do meu abraço, você acaba confessando que, assim como eu, tem acompanhado minha “vida” por algumas redes sociais e que cansou de lutar contra nós. Antes que você terminasse a frase, eu já não conseguia pensar me nada.

Quando vi, estava com as mãos no seu pescoço e preparada para encostar os meus lábios nos teus. Nesse segundo, com você bem à minha frente me mostrando mais uma vez todos os motivos pelos quais me apaixonei por você, eu não queria saber de nada. Não queria explicativas, justificativas, e nem mesmo declarações. Eu só queria você.

Naquele segundo, eu não pensava em nada. Nada além de que, realmente, as coisas – e até mesmo o amor – têm seu tempo certo. E, talvez, naquele dia fosse a nossa hora de começarmos a ser felizes.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Especial dia dos namorados: Um Eu COM Você

O Blog Um Eu Sem Você resolveu fazer algo especial no dia dos namorados. Já que falamos (e até demais) sobre desamores e como sobreviver a eles, hoje estamos estrelando o Um Eu Com Você.

Nós, os escritores desse blog, vamos contar nossa experiência ou percepção de como o dia dos namorados nos afeta. E sabe o melhor? Você também vai poder participar juntinho com a gente contando sua experiência amorosa (ou não, rs).

Comente na nossa publicação do Facebook sobre o especial “Um Eu Com Você” e as três melhores experiências serão postadas aqui, bacana, né?

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Eu sou a mais nova dos escritores aqui do blog e sou a única que já passou o dia dos namorados namorando. Na verdade, eu nunca fui muito fã desse dia e achava que era mais um dia que meu facebook ficava um tédio. Mas, ano passado, eu realmente entendi essa data.

Primeiro, eu fiz de tudo para “estragar” esse dia, mesmo porque, até então, eu odiava. Mas eu tive sorte, a pessoa que eu namorava insistiu em mim e passou algumas horas fazendo (o que foi o melhor presente que já recebi) um pôster com propagandas vintage da coca cola.

Eu nunca tinha ganhado algo tão “minha cara”. Fiquei sem reação, com o olhar perdido naquele presente. Foi então que os versos de Vinícius de Morais encerraram a noite com um livro dos seus melhores poemas, com frases e versos grifados que, juntos, formavam uma declaração.

Naquele momento, eu entendi o sentindo dessa data, entendi que alguém no meio de tanta gente no mundo “perdeu” seu tempo para chegar até mim e me ver sorrindo. Certamente o dia dos namorados foi feito para demonstrar o afeto e o carinho que o amor traz em nossas vidas, mas naquele dia, depois de anos desafiando as teorias da vida, eu pude compreender o quanto eu estava feliz.

E ah, esse ano o Facebook voltou a ser um tédio. (Jamile Ferraz)


Se eu dissesse que nunca “comemorei” o dia dos namorados, estaria mentindo. Mas foi uma única vez, com uma pessoa a qual, hoje, eu posso ver que não agregou nada de bom em mim… Então, a meu ver, falar sobre esse dia torna-se nulo, mesmo que na época tivesse sido tudo lindo e maravilhoso. Portanto, deixo aqui minha visão sobre esse dia.

Similar a muitas coisas na minha vida, o dia dos namorados é uma contradição dentro de mim. Ao mesmo tempo em que acredito ser legal ter um dia no ano em que todos se sentem “obrigados” a exalar amor, também acredito que esse dia nada mais é do que uma jogada de marketing muito boa para aumentar as vendas no mês de junho (até porque em outros países a data é comemorada em fevereiro. Mas imagina que louco ter em um mesmo mês o carnaval e o dia dos namorados, né?).

Não tenho problemas com as milhares de postagens amorosas, nem com as das pessoas que dizem que o dia é dos namorados mas a noite é dos solteiros. Acredito que o importante mesmo é só se comprometer a estar com alguém no momento em que você estiver plenamente comprometido consigo mesmo, e esse outro alguém não te traga nada além de mais felicidades. (Carla Oliveira)


Falar de dia dos namorados quando, mesmo tendo 24 anos, você nunca namorou, não parece ser tarefa fácil. Mas é.

As pessoas sempre me perguntaram como eu nunca namorei, “por que?”, “como assim?”, “você não fica carente?”… E as minhas respostas sempre foram: não sei. Assim. E é claro que fico carente, mas racionalmente falando, é impossível você sentir falta de algo que você nunca teve. Se eu nunca namorei, não sei como é namorar.

E talvez porque eu acredite que essas coisas simplesmente acontecem na hora e no tempo certo, com a pessoa certa, quando não é pra ser, não adianta insistir. O universo dá um jeito de levar a pessoa embora da sua vida. E aí você come aquele chocolate meio amargo, assiste mais um episódio de Game of Thrones e vai pro bar com seus amigos “convictamente solteiros”, deixa o tempo passar e logo o coração se esquece.

O fato é que eu sou um romântico incompreendido. Primeiro porque eu ainda não me compreendi. Não me entendi, não vivi diversas situações amorosas que muita gente na minha idade já viveu. E isso fez de mim mais forte. Fez de mim autônomo. Fez de mim inteiro. Hoje a verdade é: eu não preciso de alguém. Eu já sou completo mesmo sozinho. E é completo desta maneira que todos deveriam ser ao se relacionar. O amor transborda, não preenche. O que te preenche são seus hobbies, suas paixões, seu trabalho… O amor é aquela coisa que você pode viver perfeitamente sem, diferente de comida e dinheiro, mas que quando existe torna tudo o que você conhece mais doce e alegre.

Hoje eu não sei se estou pronto para namorar. De fato, não sei de muitas coisas. Mas o que eu sei é que o que tiver de ser meu, será. E eu serei inteiro dele. Não irei pelas metades, não irei faltando, não irei precisando. Irei transbordando. E quem sabe, flor, quando você menos esperar, o amor acontece. E vai acontecendo, e você vai ganhando amigos, confiança, a pessoa (até a família, hehe :P)…

Quando você menos esperar, você está transbordando. E duas almas se juntam. Os corpos se atraem todos os dias. E os pensamentos e palavras ficam mais doces. Quem sabe, quando você menos esperar, o amor é tudo aquilo que você imaginou um dia que seria(Leonardo Lino)

Um eu sem você #3 – 6 de Outubro

De volta à rotina que as segundas-feiras oferecem, abro os olhos, mal tenho tempo de pensar e a minha ficha cai com um atraso de 48 horas. Meu peito está apertado. Parece que fizeram um boneco com a minha imagem e começaram a alfinetá-lo exatamente no peito.

Como toda pessoa que se forma, cresce e tem um emprego, eu preciso me levantar, eu preciso escovar os dentes, eu preciso trocar de roupa. Eu preciso abrir a porta e sair pelo estacionamento do Condomínio e me dirigir até o ponto de ônibus. Eu preciso mostrar meu rosto para o mundo, mesmo querendo enterrá-lo no travesseiro e dormir pelo resto da minha vida. Mais do que precisar, eu sou obrigada a cumprir meus deveres e obrigações.

E eu cumpro. Com esse incômodo instalado bem do lado esquerdo do meu peito, eu executo minhas tarefas diárias assim como deveriam ser feitas, mas 90% de mim não está mais aqui. Eu luto contra mim mesma a cada segundo que passa, mas essa guerra já está vencida por mim mesma.

Na luta pra não te procurar, eu falho em menos de 12 horas. Mas é a sua fala – seja ela audível ou legível – que me acalma. Loucura, né? A única pessoa que pode te salvar é a mesma que te destrói.

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Passo a manhã conversando com você, sabendo de você… E apenas a ciência da sua vida já me é suficiente. Eu falho em te procurar, mas, em um segundo, por um instante, tudo pareceu ser bom como era há duas semanas atrás. Como se nada tivesse acontecido.

Dentre as conversas, planos de onde moraremos, de um futuro conjunto e próspero. Da família que eu pensava em construir com você.

Eu sei que não pode ser assim. A escolha foi feita: os caminhos devem ser distintos. Então eu te deixo em paz durante a tarde. Percebo que tirou o last seen do Whatsapp (será que foi por “minha” culpa?) e ainda pior que ver que esteve online há um minuto atrás é não saber quando esteve.

Com o passar das horas, a dor de garganta também decide juntar-se a mim e me enfraquecer ainda mais para continuar essa luta sem você. Minha garganta não aguenta mais guardar tantas emoções, meu corpo não sabe mais ser triste sem adoecer.

Junto com a noite vem o esquadrão mais forte e bem armado. Deitada na minha cama, a falta do que fazer só me lembra do quanto era bom chegar em casa e ter você. Volto a lutar contra eles e, mais uma vez, sou derrotada. Dessa vez eu não deixo a briga ir muito longe e brevemente te desejo mentalmente uma boa noite.

Eu, que costumava ter sono às 21h, agora não consigo me deitar antes das 23h.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na pele dela. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.

Eu já não te vejo mais

Logo eu que costumava te ver no café da manhã, no almoço e no jantar. Eu que costumava ver você fora e dentro da minha vida, te via no espelho, nos planos, no passado e no futuro. Eu que reclamava que te via demais, agora, reclamo porque não te vejo.

Será que você passa aqui essa noite? Porque eu já separei os sentimentos e quero te ver em mim. Quero te ver antes de fechar os olhos. E se eu acordar, quero te ver também. Mas eu não vejo.

A vontade é tanta que chego a me questionar se você também quer me ver, ou se me vê nas pequenas coisa. Será que me vê no teu reflexo?

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Eu que te via em cada passo dado, em cada meta alcançada, em cada desafio vencido, hoje já não te vejo mais.

Vê se aparece no jantar, quem sabe sua estadia pode se estender e você talvez volte a me ver. E se não der tempo, aparece para dar um oi, dizer que não se perdeu quando não me encontrou mais, só pra saber que quem precisa se encontrar, sou eu.

Logo eu que te via nas músicas, nos livros e até mesmo nos filmes, agora não vejo mais. Por onde você anda que não me vê por aí?

Dá pra passar aqui hoje que eu não te vejo mais, quero te conhecer, menina, porque já não reconheço mais.
Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Aceita que dói menos

O título desse texto parece frio e agressivo, mas é assim que a gente se sente muitas vezes, não é? Esse lance de ficar se remoendo, se culpando, e, na maioria das vezes, se humilhando, não é para a gente. 

É inevitável o desespero que nos encontramos quando o que julgávamos ser amor, acaba. A dor nos consome e tudo que pensamos em fazer é cumprir nosso papel de culpados e nos ajoelharmos pedindo perdão (por algo que nem cometemos). E então começamos a criar uma série de sentimentos turbulentos no peito que nos impedem de enxergarmos nossa própria essência. Nesse momento, nesse exato momento, esquecemos o orgulho, a dignidade, e até nos esquecemos, colocamos as lágrimas para fora dos olhos e chegamos a implorar para que tudo fique no seu devido lugar. É esse tipo de atitude que você deve evitar. Sua dignidade jogada no lixo não paga nenhum sentimento de amor.tumblr_m492m7i6c31rwur42o1_500

Aceita que dói menos e te poupa mais. A aceitação do término é a paz no coração que você tanto procura, é a parte vazia que te faltava, é o “eu estou bem” e você estar mesmo. Aceita. E não guarda rancor não. Afinal, em algum momento, tudo aquilo deu certo.

Aceita para poder se permitir e se permita aceitar. Agradeça, porque a gente nunca sabe o que a vida nos prepara. É difícil agradecer por ter acabado? Então experimente agradecer por ter acontecido.

Aceita que teu papel na vida daquela pessoa foi exercido e que você não teve culpa nenhuma dos caminhos terem se separado. Evite expor toda sua fraqueza: se sentir humilhado é, definitivamente, a pior sensação do mundo. Entenda que alguma coisa você ensinou a ela, seja a ser mais organizada, seja a gostar de filmes e músicas que só você via graça, seja a como fazer das pequenas coisas, momentos inesquecíveis. Aceita também que você se abasteceu de conhecimento e de felicidade, porque essa mesma pessoa te mostrou o mundo de outro ângulo.

Jamile Ferraz

Jamile Ferraz Jornalista, mas gosta mesmo é de romance barato. Virginiana com vida profissional, mas nunca conseguiu tomar um rumo na vida pessoal. Acredita em destino, mas nem tanto. Apaixonada por livros, cinema e a música é como combustível. Um dia vocês vão ouvir falar de mim.

Do amor cristão ao Malafaia: o anticristo vive

Há alguns dias venho refletindo a respeito do famigerado comercial do Boticário e toda a repercussão negativa que isso tem causado. Honestamente, me espanta tanto fundamentalismo no Brasil, um país que tem, por tradição, ser acolhedor, aberto, receptivo, inclusivo. Vivemos em um mar de diversidade étnica, religiosa, moral e cultural, e, até onde sei, pessoas de bem se esforçam para conviver em harmonia.

Neste caso, aqui, não estou preocupado com a homofobia. Pessoas ignorantes sempre existiram em qualquer lugar, situação e sociedade. O que me preocupa, na verdade, é o crescente fundamentalismo evangélico. E eu não estou começando uma epopeia anticristã neste texto. Se você espera isso, pode passar para o próximo.

A minha percepção, na verdade, se encontra no anticristianismo. Exatamente: Malafaias, Felicianos, Bolsonaros, e todos os demais fundamentalistas agem na contramão dos princípios cristãos.

Em sua vinda à Terra, Cristo disse como seu maior mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus, 22:37-39.). Então como, em interpretação simples e direta deste trecho, uma campanha homérica de dislikes no vídeo da campanha, boicote à marca, e incitação ao ódio pode ser considerada uma prova de amor ao próximo?

O amor de Cristo

Malafaia e sua turma adoram dizer que não condenam os homossexuais, mas sim o pecado. Então vejamos, de acordo com a Bíblia, onde a homossexualidade é considerada um pecado. “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22). Este é o único trecho da Bíblia no qual tal condenação aparece. Levítico é um livro do antigo testamento, parte integrante do Torá (Livro Judaico), e que, qualquer cristão em sã consciência da palavra de Deus e do evangelho, não deveria mais levar em consideração, visto que Jesus deu por encerradas as antigas escrituras.

Uma leitura superficial de alguns versículos apresenta uma dificuldade, até dando a impressão de uma contradição nas Escrituras. Alguns religiosos aproveitam esta suposta contradição para negar claras afirmações sobre o anulamento da Lei dada aos israelitas no monte Sinai.  

Em Mateus 5:17-18, Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Alguns citam esta afirmação para tentar obrigar as pessoas de hoje a guardarem o sábado e outros mandamentos da Antiga Aliança.  

Para compreender este comentário de Jesus, precisamos prestar atenção especial a três palavras que ele usou. A palavra revogar vem de uma palavra grega que significa derrubar, subverter ou destruir. Jesus não veio para subverter a Lei, ele veio para cumprir. A palavra traduzida cumprir significa completar, levar até o fim, realizar ou obedecer. Jesus não pretendia subverter a lei, ele pretendia cumpri-la, assim a levando até o seu determinado fim. A terceira palavra importante é a preposição até. Os céus e a terra poderiam passar, mas a lei não passaria até ser cumprida. Esta palavra (traduzida até, até que, ou enquanto) significa algo que chega até um certo ponto e termina. Deus falou para José ficar no Egito até que ele fosse avisado (Mateus 2:13). José não “conheceu” Maria “enquanto ela não deu à luz um filho” (Mateus 1:25). Na morte de Jesus, houve trevas até à hora nona (Lucas 23:44). A Lei não perdeu sua força até ser cumprida por Jesus.  

O autor de Hebreus usou uma palavra diferente, embora traduzida em algumas Bíblias pela mesma palavra portuguesa, quando disse: “Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus” (Hebreus 7:18-19). Revogar, neste trecho, significa anular, abolir, ou remover. No mesmo capítulo, ele falou da mudança (ou remoção) da lei (Hebreus 7:12).  

Os cristãos não estão “subordinados” à Lei (Gálatas 3:24-25). Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela (Romanos 7:6). O escrito da dívida foi removido inteiramente na cruz, pois Jesus cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Após a morte do Testador, a Nova Aliança tomou seu lugar (Hebreus 8:6-13; 9:15-17). 

Jesus não subverteu a Lei do Antigo Testamento; ele cumpriu e removeu aquela e nos deu a Nova Aliança.

Então como, amigos cristãos, podemos levar o antigo testamento como base de julgamento e apedrejamento do amor? Àquela época, não me restam dúvidas, de que estes evangélicos que hoje se levantam contra os homossexuais, não hesitariam em apedrejar Maria Madalena, tampouco a crucificar Jesus. Eles são exemplos de intolerância, de inconsciência coletiva, de burrice histérica, seguindo “mestres” que lucram com a disseminação do ódio, do medo e do próprio demônio.

Antes de encerrarmos, queridos leitores, se ainda restam dúvidas quanto ao comportamento execrável destes “cristãos, segue mais um trecho do evangelho: “Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós…” (Matheus 7:1).

Não me restam dúvidas que, nos dias de hoje, o anticristo vive em forma de fundamentalismo burro e cego, e as bestas são todos aqueles que pregam contra o amor.

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/bd13_07.htm

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.

Quando o nó aperta e sufoca

Sabe aqueles dias em que você acorda com um aperto no coração, sem explicação? O aperto simplesmente chega, assim como nasce um fio de cabelo branco: inesperadamente e sem convite prévio.

Alguns acreditam que esses apertos podem ser gases. E podem mesmo, sabia? Mas não é o meu caso. Assim como também não é derrame. Estou muito nova pra isso – se é que existe idade para esse tipo de coisa.

Costumo sempre ter o coração esmagado por intuições. Elas nunca falharam e essa mania certeira do meu “terceiro olho” sempre me tira um pouco do chão, porque vira e mexe é você quem me aparece dentro da cabeça me instigando que algo pode estar errado. Se estiver, você me procura? Espero que sim, mesmo sabendo que não.

Um nó sufoca. Dois nós vira a gente em um abraço apertado.

De qualquer forma, não é isso também. Acho que é saudade sabe? Tanto tempo se passou no meu calendário desde nossa última conversa, mas continuo sonhando contigo. Ao menos uma vez por mês tu me encontras pelas nuvens que se cruzam nessa viagem intergalática dos sonhos e é sempre tão semelhante. Não os sonhos, mas os significados dentro deles. Eu te conto sobre todos eles, se um dia quiseres. É só me falar.

Por mais contraditório que possa soar, parece que minha alma, quando está livre para ir onde quiser e fazer o que bem entender, ainda não aprendeu a viajar em direções opostas a você.

E como todo sonho bom, ao mesmo tempo em que é prazeroso te ter bem perto de mim por alguns minutos nesse mundo onde o céu é o limite (ou será que o tempo do mundo dos sonhos corre em anos? Deve correr, visto que acaba tão depressa), também é angustiante abrir os olhos e não te enxergar nessa minha realidade tão colorida, mas que não tem suas mãos para me mostrar que a palheta de cores é ainda maior do que as que tenho usado no quadro da vida.

Carla Oliveira

Carla Oliveira Jornalista por formação, apaixonada pelos encantamentos diários por destino. Há 23 anos tenta escapar dos sentimentos, mas sem eles fica sem sentido. O cheiro que mais gosta é aquele teu que gruda na minha pele. Ah: canceriana, intensa, extremista e chata.