A intolerância religiosa e o radicalismo cristão

Lá vou eu falar disso novamente. Não, eu não gosto de falar sobre intolerância religiosa, preferiria mil vezes falar sobre amor, mas as pessoas parecem insistir no ódio.

Que semana difícil para todos aqueles que acreditam na liberdade. Primeiro tivemos o caso da menina candomblecista de 11 anos que levou uma pedrada na cabeça ao sair do terreiro. Depois um médium foi amarrado, amordaçado e morto. Tudo isso no Rio de Janeiro e na mesma semana.

Segundo entrevista concedida à Folha de São Paulo, os agressores da menina gritavam “Vá para o inferno […] Jesus está voltando”. Pois bem. Já falei em outro post sobre o amor cristão e como era exatamente isso que Cristo NÃO queria em sua vinda à Terra. Que Ele pregou o amor, o perdão, andava com prostitutas, bandidos e até mesmo ao lado do cara que o traiu.

Jesus sabia de tudo isso e ainda pregou o amor, o perdão e a humildade. Mas o fanatismo religioso está destruindo todo e qualquer resquício dos ensinamentos dEle. É inadmissível que tenhamos, em terras ocidentais, um radicalismo que se assemelha ao Estado Islâmico. Não em números de atos terroristas (ainda?), ou em requintes de crueldade.

O que se assemelha é o ódio crescente que pastores e outros líderes religiosos têm disseminado em seus seguidores. Ódio a homossexuais, ódio a ateus, candomblecistas e a todos aqueles que possam dizer ou viver qualquer coisa que vá contra o que eles (os extremistas) acham correto.

Candomblé

Candomblé

Eu, como Umbandista (e gay, vejam!), me sinto duplamente atingido por essa violência. Não estou aqui, também, pregando uma cruzada cristofóbica. Não precisamos de guerra, precisamos de informação e amor. Precisamos viver aquilo que Cristo (ou Oxalá), nos ensinou. Precisamos tratar todo esse ódio, pois a raiz dele está fincada na desinformação, na alienação, no medo.

Então assumam o compromisso com vocês e com o mundo: que sejamos luz. Que ao nos depararmos com essa violência, possamos agir com sabedoria, discernimento e didática. Que possamos ensinar o amor de Cristo da maneira que Ele ensinou, amando. Vamos acabar com esse ódio. Vamos viver em paz. Vamos nos esforçar.

Leonardo Lino

Leonardo Lino 24 anos, publicitário, trabalha com Marketing Imobiliário e é um apaixonado por economia, política e filosofia. É um inimigo declarado do estado. Um monarquista pragmático. Tem como inspiração Ayn Rand e Ludwig von Mises. Gosta de falar abobrinhas, bobagens e jamais vai te levar a sério. Está aprendendo a escrever, desculpem os maus modos.
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